segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PT vai frear opiniões isoladas, diz prefeito


O episódio envolvendo o deputado Odacy Amorim (PT) e o troco do ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) acendeu o alerta vermelho dentro da Frente Popular e fez o prefeito João da Costa apelar para alternativas que possam retomar a sintonia do grupo. Do lado do PT, o prefeito avisou que a sigla vai formar um comitê especial para discutir a problemática.
“Vamos formar o comitê e ter apenas um porta voz. O mesmo deve fazer os outros (partidos da Frente). Agora, se cada um disser o que quer, fica essa confusão que deve está servindo a alguém”, considerou o prefeito. A ideia do petista é evitar que as lideranças troquem farpas pela imprensa e exponham ainda mais a fragilidade do grupo, com opiniões isoladas, como vem acontecendo desde a semana passada.
João da Costa ressaltou que não estava censurando ninguém, apenas querendo mostrar que se faz necessária a construção de posições partidárias. “Isso não quer dizer que a posição de cada um não possa ser levada em conta. Mas, é preciso um processo onde os presidentes dos partidos estabeleçam uma relação partidária”.
Depois comparou a intriga entre os aliados a uma briga em festa do interior. “Sabe quando você está numa festa do interior, que começa um desentendimento no salão, e um começa a estapear o outro. Daí você pensa, entro ou fico olhando? Por enquanto, eu prefiro ficar olhando. Mas a gente pode olhar a briga e decidir o momento certo para entrar nela”, avisou.
Questionado acerca da atitude de Bezerra Coelho, que veio para o Recife e pode ser candidato em 2012, o prefeito fez algumas observações. Primeiro, acredita que se foi uma estratégia do PSB ou do próprio FBC para se colocar como alternativa, o governador está ciente. “É evidente que o governador deve ter sido escutado”.  Se for uma resposta do PSB a um problema pontual em Petrolina, “isso fica muito menor”. Mas se for uma estratégia para chamar toda a aliança para conversar, “o governador cumpriu isso”.
Por fim, João da Costa esclareceu que o PT não foi o articulador do ingresso de Odacy, no PT. “Ele estava numa situação desconfortável e isso não foi administrado dentro do PSB. Deu-se tanta dimensão a isso que causou esse problema na frente. Nada que a gente não possa resolver”, acredita.









Fonte:MagnoMartins

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