''O que era uma possibilidade, se transformou numa ameaça assustadora para o PT. A transferência do domicílio eleitoral do ministro Fernando Bezerra Coelho para o Recife significa que o PSB está no páreo para a Prefeitura do Recife. Mas, se entrar de fato nesta disputa, o governador Eduardo Campos (PSB) estará jogando para o alto a aliança com o PT.
O discurso do PSB para justificar a presença de Bezerra Coelho no processo sucessório no Recife é escorregadio e deixa em aberto todas as alternativas. Registre-se que o recado socialista também é endereçado ao PTB, que vem ensaiando uma candidatura própria a prefeito do Recife. Ainda se condiciona uma candidatura de Bezerra Coelho a uma quebra da unidade das forças que integram a Frente Popular, mas o fato é que o PSB tomou a dianteira do processo sucessório na capital pernambucana, onde o principal ator era o PT, com dois possíveis candidatos – o prefeito João da Costa ou o deputado João Paulo.
A rigor, o PSB nem precisava de Bezerra Coelho para demonstrar que não vai deixar correr solta a disputa pela Prefeitura do Recife. Sempre se soube que o candidato dos sonhos para prefeito de Eduardo é Danilo Cabral, secretário das Cidades. Mas, é óbvio, que o impacto da transferência do domicílio eleitoral de Bezerra Coelho é muito maior, na medida em que partiu do ministro a advertência de que se o PT não estava disposto a apoiar o PSB em Petrolina, os socialistas poderiam muito bem lançar candidato no Recife.
E, cinco dias depois de ter feito essa ameaça, Bezerra Coelho subiu no palco da sucessão na Prefeitura do Recife e com a anuência de Eduardo.''
Fonte:Magnomartins
Fonte:Magnomartins
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