Os recursos se somam aos R$ 55 milhões que estão sendo aplicados até 2014 no Programa Estadual de Enfrentamento ao Crack lançado há quase dois anos pelo governador. O deputado levou ao ministro a sua indicação apresentada em junho do ano passado na Assembleia Legislativa, sugerindo as instalações da Santa Casa da Misericórdia e do Hospital Semec, em Juazeiro da Bahia, ambas desativadas, como unidades de referência no tratamento aos dependentes de crack no Vale do São Francisco.
“Todos se mostraram propensos a atender a minha indicação visto que esta é uma ação que merece que todos os estados se unam no combate a droga que virou uma verdadeira epidemia no país e na região do Vale do São Francisco não é diferente, tem preocupado bastante”, disse Odacy.
O deputado ressaltou que enviará documento à Secretaria de Saúde da Bahia, informando a sua intenção que conta com o apoio do Governo Federal em implantar a unidade de referência nas unidades de Juazeiro e que irá oficializar o seu pedido também junto ao prefeito da cidade baiana, Isaac Carvalho (PC do B).
“Já mantive uma conversa informal com o prefeito sobre o assunto, mas com o aval do ministro da Saúde em dizer que terá os recursos para a criação dessa unidade, vou agendar uma conversa oficial com Isaac e tratar dos detalhes desta importante iniciativa para toda a região”, afirmou Amorim.
Leitos - Segundo a indicação do deputado Odacy Amorim, o Hospital Semec de Juazeiro (Serviço Médio Cirúrgico Obstétrico do São Francisco), encontra-se fechado e possui 50 leitos desativados. Já a Santa Casa de Misericórdia, no seu 1º andar, possui cerca de 70 leitos ociosos que poderiam ser ocupados porpacientes de Petrolina e Juazeiro que apresentam transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas, como é a dependência ao crack e que necessitam de internação e tratamento digno e adequado.
O texto frisa ainda que embora existam unidades do CAPS Álcool e Drogas nas duas cidades (Caps AD), estes não têm como objetivo a internação para tratamento dos pacientes, o que muitas vezes torna-se imprescindível para que se possa reintegrar o indivíduo à sociedade de forma produtiva e participativa a ambientes sociais e culturais, onde se desenvolve a vida cotidiana e familiar.
“Com a adoção da medida, pode-se evitar que os dependentes químicos sejam internados em hospitais psiquiátricos, local não adequado para o tratamento deles, bem como evitar que sejam discriminados nos demais hospitais, uma vez que muitos pacientes e familiares não aceitam compartilhar enfermarias e outras dependências hospitalares com eles”, justifica Odacy em sua indicação.
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