Considerando o tempo mínimo para a progressão do regime fechado para o aberto (dois quintos no caso de homicídio e um sexto para os demais crimes), Lindemberg ficará atrás das grades por pouco mais de 27 anos. O cálculo chega a 30 anos e meio, mas ele está preso há 3 anos e quatro meses. A pena total, entretanto, deve cair quando a defesa recorrer da decisão, acredita o jurista Luiz Flávio Gomes. Segundo ele, a punição foi colocada em nível máximo devido ao clamor social do caso. “Não é a praxe judicial tanta severidade. Não fosse a interferência da mídia, um caso semelhante resultaria em pena de 40 anos, em média”, afirma Gomes.
A promotora Daniela Hashimoto definiu Lindemberg como um rapaz “mentiroso, manipulador e dissimulado”: “É esse rapazinho, bonzinho, coitadinho, arrependido, que veio aqui pedir perdão. Ele fez um pedido sincero em frente à mídia, mas é uma pessoa que simula e é dissimuladora”.
Logo após o julgamento, a juíza Milena Dias requisitou ao Ministério Público que apure a declaração da advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, que, ao ter um pedido negado, disse à magistrada: “Você precisa voltar a estudar”. A juíza considerou que houve crime contra a honra. A frase, segundo ela, foi proferida de “forma jocosa, irônica e desrespeitosa”
DP
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