
A Câmara dos Deputados aprovou em 2º turno, por 393 votos a 6, a chamada "PEC da Música", que isenta de impostos a produção de CDs e DVDs com obras de artistas brasileiros. A proposta agora segue para votação no Senado, onde também necessita da aprovação em dois turnos.
De acordo com o relator do projeto, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), a redução no preço final de CDs e DVDs pode chegar a 25%.
A proposta prevê imunidade de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) às produções musicais brasileiras em todo o país. A isenção não inclui a etapa de replicação, que é quando as obras gravadas são copiadas para o suporte físico.
Artistas de todo o país, entre eles as cantoras Fafá de Belém e Sandra de Sá, estiveram na Câmara para pressionar pela aprovação. No salão que dá acesso aos corredores das comissões, uma banda nacional cantou a música "Que país é esse?", de Renato Russo.
Para Fafá de Belém, a PEC da Música vai incentivar novos talentos da música brasileira. "Esta é a hora de dar ao artista a possibilidade de mostrar seu trabalho em condições decentes. Vai incentivar novos criadores, que poderão fazer o seu primeiro CD, o primeiro DVD", afirmou.
Segundo o deputado Pauderney Tomaz Avelino (DEM-AM), a proposta poderá provocar a perda de 7 mil empregos no Amazonas. Ele também descorda dos cálculos do relator da proposta na Câmara e estima que a redução do valor final dos CDs será de apenas 7%.
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