A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Pernambuco entrou com pedido nesta segunda-feira (12) para que o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul investigue uma estudante queusou o Twitter para ofender nordestinos durante a última semana. A OAB do Ceará também manifestou intenção de entrar com queixa crime contra a jovem.
As mensagens foram postadas por uma pessoas que se identifica como Sophia Fernandes, de 18 anos - a investigação irá determinar se o perfil é verdadeiro ou é um pseudônimo usado para as ofensas. Os comentários causaram revolta na rede social e fizeram com que "Nordeste" e a hashtag #nordestinosimsenhor fossem parar nos assuntos mais comentados do Twitter.
Entre os comentários ofensivos, Sophia disse que o nordestino era "a própria sujeira" e que deveriam ser eliminados com câmara de gás. Ela também associou os nordestinos a macacos.
O presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, disse à Folha Online que também irá acionar a Polícia Federal. "Os internautas precisam ter responsabilidade, não podem achar que as redes sociais estão à margem da lei, que são terra de ninguém", disse, declarando que a OAB não ficará omissa diante de casos assim.
Segundo Mariano, a internauta deve responder por racismo, crime que não se limita às ofensas causadas pela cor da pele. "Segregar um povo ou um grupo também é considerado racismo pela lei", explica.
Depois das ofensas, o perfil @sophiaofdreams foi hackeado.

Casos similaresEsta não é a primeira vez que ofensas a nordestinos no Twitter causam revolta e chegam aos temas mais comentados na internet. O caso de Mayara Petruso, no ano passado, é o mais famoso. A estudante de Direito usou sua conta no Twitter para ofender nordestinos depois da eleição da presidente Dilma Rousseff. "Nordestito não é gente, façam um favor a SP, mate um nordestino afogado", dizia a mensagem.
Este ano, dois casos parecidos tiveram repercussão. Na época da anulação das provas do Enem feitas pelos alunos de um colégio de Fortaleza o Twitter recebeu uma nova onda de comentários criticando a região. "Nordestinos de merda, que povinho inútil, putz", postou o usuário Rodrigo Rech. A usuária Niscole (@nickislla) foi além. "Se esses nordestinos fds aprontarem o que aprontaram esse ano no Enem ano que vem, eu jogo uma bomba nuclear lá".
Em maio deste ano, outro caso aconteceu depois de um jogo de Flamengo - torcedores irritados com a eliminação do clube da Copa do Brasil pelo time do Ceará começaram a atacar nordestinos.
A revolta contra as declarações preconceituosas teve início depois que uma torcedora rubro-negra, identificada na rede como Amanda Régis, disse: "Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que tem moral, cambada de feios. Não é atoa que não gosto desse tipo de raça".
Este ano, dois casos parecidos tiveram repercussão. Na época da anulação das provas do Enem feitas pelos alunos de um colégio de Fortaleza o Twitter recebeu uma nova onda de comentários criticando a região. "Nordestinos de merda, que povinho inútil, putz", postou o usuário Rodrigo Rech. A usuária Niscole (@nickislla) foi além. "Se esses nordestinos fds aprontarem o que aprontaram esse ano no Enem ano que vem, eu jogo uma bomba nuclear lá".
Em maio deste ano, outro caso aconteceu depois de um jogo de Flamengo - torcedores irritados com a eliminação do clube da Copa do Brasil pelo time do Ceará começaram a atacar nordestinos.
A revolta contra as declarações preconceituosas teve início depois que uma torcedora rubro-negra, identificada na rede como Amanda Régis, disse: "Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que tem moral, cambada de feios. Não é atoa que não gosto desse tipo de raça".
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