Os teresinenses estão mais endividados, segundo a última pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento, em parceria com o Banco do Nordeste (BNB). Em novembro, o Índice de Endividamento foi de 76,8%, quase três pontos mais que o registrado em outubro.
O levantamento ouviu 600 consumidores de Teresina, com idades acima de 18 anos. As famílias com faixa de renda entre cinco a 10 salários mínimos foram as que mais contraíram dívidas, passando de 70,1% em outubro para 80% este mês. As famílias com curso superior também apresentaram aumento de 11,73% nas dívidas, passando de 71,6% para 80%.
A alimentação, seguida do vestuário, predominam nas despesas que mais afetam as dívidas dos teresinenses em todos os meses de 2011. A alimentação subiu de 47,6% em outubro para 53% este mês. Já o vestuário atingiu 22,9%, no mesmo período. As despesas aumentam com veículos: 20% e educação - 19,8%.
Sobre o percentual correspondente ao valor dos débitos, 30,2% dos entrevistados informaram que as despesas giram em torno de R$ 501,00 a R$ 1.000,00; 21,2% disseram que as dívidas são de até R$ 500,00.
O levantamento apurou que 30,4% dos consumidores teresinenses citaram o tratamento de saúde como o principal tipo de bens e serviços comprados a prazo, seguido de seguros com 24,0%. As famílias estão assumindo poucas dívidas com compra de imóveis (apenas 2,1%) e reformas residenciais (5,3%).
Os instrumentos mais utilizados pelos consumidores para comprar a prazo são: cartão de crédito (58,9%) e carnês de lojas (28,2%). Em comparação com o mês de outubro, houve uma queda de 2,3 pontos percentuais nos cartões de créditos e um crescimento de (6,4%) nos carnês de lojas, revelando que os lojistas da capital fizeram uma boa campanha neste mês para recuperar a forma de compras neste final de ano.
Fonte:BrasilPortais
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