
Estão recebendo alta médica hoje do Hospital Barão de Lucena (HBL) mãe e bebê que foram separados ainda na maternidade após o recém-nascido ser levado do quarto da mãe. Menos de 24 horas depois, o bebê voltou aos braços da mãe, Claudete Maria Fagundes, de 22 anos, e foi internado na UTI Neonatal da unidade de saúde. Os dois aguardam apenas a chegada de familiares para deixarem o hospital.
Confira na íntegra, nota divulgada pelo HBL:
O Hospital Barão de Lucena informa que Claudete Maria Fagundes e seu bebê, Mateus, receberam alta médica e aguardam, na unidade, a chegada de parentes para serem levados para casa. Mateus, nascido no dia 14 de novembro, às 7h05, pesa 3,43 quilos e tem 50 centímetros de comprimento, medidas saudáveis para a idade. Ao ser readmitido no hospital, ontem, ele apresentava boas condições de vitalidade. Na manhã de hoje, o bebê fez o teste do pezinho e recebeu as vacinas contra a Hepatite B e a BCG (previne a tuberculose). Na enfermaria, o recém-nascido está sendo amamentado normalmente pela mãe.
Investigação - Ontem, a polícia prendeu em flagrante a artesã Maria Helena Patrício Ferreira, 37 anos. Após denúncia anônima, a PM chegou à residência da suspeita, no bairro do Prado, no Recife e a encontrou com a criança. Levada para a Colônia Penal Feminina, no Recife, ela vai responder pelo crime de subtração de incapaz, crime considerado inafiançável pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Em depoimento, Maria Helena contou que conhecia a mãe do bebê. O primeiro contato teria acontecido há cinco meses no mesmo hospital. “Ela contou que queria deixar o filho com uma pessoa responsável. Não tinha condições de criá-lo.” Enquanto esteve na maternidade do HBL, a suspeita foi abordada por seguranças, pois não portava carteira de identificação. Ela informou o nome de Claudete, que confirmou tê-la como acompanhante. Logo depois, o bebê foi levado dentro de uma sacola. Câmeras do circuito interno capturam o momento da fuga. Porém, a direção só se deu conta após a denúncia das gestantes. Na madrugada de ontem, nove pessoas foram ouvidas pela polícia.
Claudete Fagundes deve ser novamente ouvida pela polícia. De acordo com a polícia, os depoimentos dos pais foram contraditórios. Se comprovada a negligência, eles podem perder a guarda do filho.
Segundo a delegada Kelly Luna, da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente, o fato de o bebê passar a tarde inteira nos braços de uma mulher desconhecida com o consentimento da mãe, Claudete Maria Fagundes, 22, chamou a atenção da polícia. “Ela não poderia deixá-lo com uma pessoa que diz nunca ter visto. Nas imagens das câmeras de segurança do hospital, fica claro que a suspeita esteve no quarto e até circulou pelos corredores do 5º andar, onde a mãe estava internada. Identifiquei mentiras no depoimento. Atitudes contraditórias tanto dela como do pai”.
O pai é um ex-presidiário. Estava solto há um mês. A delegada Kelly Luna disse ter identificado outra atitude suspeita por parte dos pais do bebê. “Quando chegou ao Barão de Lucena, logo após saber do desaparecimento do filho, o pai estava com o celular. O telefone estava com todas as mensagens e números de chamadas apagados”.
As versões:
Segundo a delegada Kelly Luna, da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente, o fato de o bebê passar a tarde inteira nos braços de uma mulher desconhecida com o consentimento da mãe, Claudete Maria Fagundes, 22, chamou a atenção da polícia. “Ela não poderia deixá-lo com uma pessoa que diz nunca ter visto. Nas imagens das câmeras de segurança do hospital, fica claro que a suspeita esteve no quarto e até circulou pelos corredores do 5º andar, onde a mãe estava internada. Identifiquei mentiras no depoimento. Atitudes contraditórias tanto dela como do pai”.
O pai é um ex-presidiário. Estava solto há um mês. A delegada Kelly Luna disse ter identificado outra atitude suspeita por parte dos pais do bebê. “Quando chegou ao Barão de Lucena, logo após saber do desaparecimento do filho, o pai estava com o celular. O telefone estava com todas as mensagens e números de chamadas apagados”.
As versões:
Mãe do bebê
Afirmou à polícia que não conhecia a suspeita. No entanto, quando foi questionada pelo vigilante do hospital sobre o que a mulher fazia com o bebê nos braços, disse que se tratava de uma acompanhante
Informou à polícia que não sabia ao menos o nome da mulher. Mesmo assim, imagens comprovaram que elas passaram a tarde juntas.
Disse que morava no Cabo de Santo Agostinho. A polícia questionou o porquê de ela ter ido ao Hospital Barão de Lucena, na Avenida Caxangá. Ela contou que estava em uma festa. Posteriormente, afirmou que dormia em um motel com o marido
Suspeita
Contou que conheceu a mãe do bebê há cinco meses, no Barão de Lucena. Lá, a suposta vítima teria prometido o recém-nascido exatamente em 14 de novembro, dia marcado para o parto
Afirmou que, na época, havia perdido um filho também com quatro meses de gestação, por isso aceitou ficar com o bebê de outra pessoa. Durante esse tempo, mentiu para os familiares dizendo ainda estar grávida
Passou a tarde da segunda-feira no hospital, acompanhando a mãe e o bebê. Circulou pelos corredores com ele nos braços. Abordada por vigilantes, já que não estava com identificação, informou que era acompanhante da mãe da criança
Negou ter recebido dinheiro para ficar com o bebê. Disse que também aceitou a proposta porque a mãe teria afirmado que iria fazer um aborto
Contou que levou o bebê em uma sacola por recomendação da própria mãe que temia que ela fosse pega pelos vigilantes saindo com o recém-nascido
Afirmou à polícia que não conhecia a suspeita. No entanto, quando foi questionada pelo vigilante do hospital sobre o que a mulher fazia com o bebê nos braços, disse que se tratava de uma acompanhante
Informou à polícia que não sabia ao menos o nome da mulher. Mesmo assim, imagens comprovaram que elas passaram a tarde juntas.
Disse que morava no Cabo de Santo Agostinho. A polícia questionou o porquê de ela ter ido ao Hospital Barão de Lucena, na Avenida Caxangá. Ela contou que estava em uma festa. Posteriormente, afirmou que dormia em um motel com o marido
Suspeita
Contou que conheceu a mãe do bebê há cinco meses, no Barão de Lucena. Lá, a suposta vítima teria prometido o recém-nascido exatamente em 14 de novembro, dia marcado para o parto
Afirmou que, na época, havia perdido um filho também com quatro meses de gestação, por isso aceitou ficar com o bebê de outra pessoa. Durante esse tempo, mentiu para os familiares dizendo ainda estar grávida
Passou a tarde da segunda-feira no hospital, acompanhando a mãe e o bebê. Circulou pelos corredores com ele nos braços. Abordada por vigilantes, já que não estava com identificação, informou que era acompanhante da mãe da criança
Negou ter recebido dinheiro para ficar com o bebê. Disse que também aceitou a proposta porque a mãe teria afirmado que iria fazer um aborto
Contou que levou o bebê em uma sacola por recomendação da própria mãe que temia que ela fosse pega pelos vigilantes saindo com o recém-nascido
Com informações do Diario de Pernambuco e da repórter Adaíra Sene
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