Ainda de acordo com o estudo, a expectativa quanto à situação econômica do país no curto prazo aponta que no mês de outubro, 58,9% das famílias acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, com alta de 1,6 pontos percentuais em relação ao mês anterior (57,3%).
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Segundo o Ipea, a melhora do indicador em outubro foi movida pelo aumento da confiança nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sendo superior às ligeiras quedas apresentadas nas regiões Sul e Sudeste. A região Norte apresentou um crescimento de quase 3 pontos de setembro (57,1) para outubro (60). A região Nordeste registrou crescimento de 2,8 pontos, apresentando em outubro uma expectativa de 66,4 pontos. Ambas as regiões retomam o crescimento das expectativas, em relação à queda verificada de agosto para setembro.
A região Centro-Oeste continua como a mais otimista do País, com leve alta no mês de outubro, para 75,5 pontos.
A pesquisa do Ipea apontra ainda que as regiões Sul e Sudeste apresentaram queda do otimismo. A região Sul teve uma queda considerável de 3 pontos, caindo de 63,9 pontos, em setembro, para 60,9 em
outubro. Já a região Sudeste apresentou uma ligeira queda de 1,3 pontos, ficanco em 62,5 pontos no mês passado.
O índice foi apurado através de pesquisa domiciliar realizada em 3.810 domicílios de 214 municípios, em todos os 27 Estados do País.
Apesar dos sinais de desaquecimento da economia, no geral as famílias brasileiras ainda demonstram otimismo com relação ao desempenho do País, seja para o período de um ano, ou para um intervalo de tempo maior, de até cinco anos, segundo os dados do Ipea.
Na escala de pontuação do IEF, entre 60 e 80 pontos a avaliação é otimista, enquanto de 40 a 60 a situação é de moderação e abaixo de 40 pontos a expectativa é considerada pessimista.
Índice de Expectativa das Famílias
Desempenho mensal do indicador
Ainda de acordo com o estudo, em relação à faixa salarial, a expectativa de melhores momentos para a economia do País é progressiva com o aumento da renda, com a exceção daqueles que recebem mais de dez salários mínimos.
Quanto à escolaridade, os menos otimistas são aqueles com ensino fundamental incompleto (52,3%), sem escolaridade (55,7%) e com ensino superior ou com pós-graduação (59,8%). Entre as pessoas com o nível de ensino de fundamental completo e superior incompleto a expectativa positiva ficou acima de 60%.
Situação financeira e consumo
De acordo com o levantamento do IPea, em outubro 72,1% das famílias brasileiras pesquisadas indicaram que estão em melhor situação financeira hoje do que um ano atrás, percentual ligeiramente superior ao apresentado no mês anterior (71,9%).
A região Centro-Oeste registrou o índice de otimismo mais alto, com 84,6%, seguido pelo Sudeste (75,1%), Nordeste (71,0%) e Norte (70,0%). A região Sul é a menos otimista, com 60,4% das famílias acreditando em melhorias financeiras, em comparação com outubro do ano passado.
Com relação à expectativa das famílias para o consumo, o Ipea mostra que 54,5% das famílias acreditam que agora é um bom momento para comprar bens duráveis, resultado cerca de 1% acima do registrado em setembro. Já 40,9% das famílias afirmam não ser um momento ideal para consumir bens da maior valor. Esse resultado é ligeiramente inferior ao verificado em setembro (41,1%).
A região Nordeste é a mais otimista quanto ao momento para adquirir bens de consumo, com 66%, seguida da região Centro-Oeste (61,1%) e Sudeste (56,6%), ficando estas três com o otimismo maior que o pessimismo. As regiões Norte (62,3%) e Sul (59,8%), não acreditam, em sua maioria, que este seja um bom momento para o consumo.
Mercado de trabalho
O IEF constatou também que as expectativas das famílias com relação ao comportamento do mercado de trabalho e ocupação em outubro se mantiveram semelhantes aos resultados verificados em julho, agosto e setembro. Cerca de 80% dos responsáveis pelos domicílios no País sentem-se seguros em seu emprego atual.
Os dados do Ipea mostram que os entrevistados em todas as regiões encontram-se mais seguros com relação à ocupação do chefe da família, com exceção da região Nordeste (70,3%). As regiões em que os responsáveis pelo domicílio se sentem mais seguros são a região Norte (93,3%), seguido do Sul (86,4%) e Centro-Oeste (85,6%).
Na região Sudeste, os responsáveis pelo domicílio se sentem seguros, com uma taxa de 81,1%, diferença maior do que 10% se comparado com a região Nordeste, com menor segurança.
Fonte:Economia
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