quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Anatélia insinua acordo em votação e Maria Elena repudia e a chama de “leviana”


A volta da presidente Maria Elena, que estava fora do país em uma viagem de férias, já foi marcada por discussões na sessão de ontem (01) na Câmara Municipal. A votação do veto a emenda feita pela vereadora Márcia Cavalcanti no Projeto de Lei nº. 012/11, que restringia ao âmbito judicial as negociações feitas pela Prefeitura Municipal no processo de regularização fundiária, inviabilizando os acertos administrativos, foi o estopim de um desentendimento entre Maria Elena e a líder da oposição Anatélia Porto.

Após a aprovação do veto parcial, que precisava da maioria absoluta (oito votos) da casa para ser rejeitado(houve o empate de cinco votos a cinco), a vereadora Anatélia parabenizou o secretário de governo Kleber Araújo, afirmando que “toda vez que ele vem a essa casa, consegue o que ele quer”. Maria Elena se manifestou em seguida, dizendo que relevaria pois seria “uma insinuação que a colega vereadora disse de brincadeira”. A líder da oposição rebateu assumindo sua declaração: “Não estou brincando”, falou ao microfone.

A partir daí, a presidente da mesa apontou sua metralhadora e classificou a atitude da colega como “leviana”. “Então a senhora está sendo leviana na sua observação. Eu queria aqui dizer que é leviana essa declaração”. Anatélia exigiu que a edil a respeitasse e Elena negou que estivesse tendo tal postura. “A palavra leviana não tem nenhum tipo de desrespeito. Eu quero repudiar essa colocação de vossa excelência. Cuidado com o que vossa excelência diz ao microfone. Eu estou aqui pra fazer a defesa dos 14 . Tem que acabar essa coisa. Kleber vem aqui quantas vezes ele precisar vir, ele representa um poder e faz a ligação entre esse poder executivo e o poder legislativo. O que não admito é que ele venha aqui cochichar no meu ouvido, mas conversar com a gente ele precisa. Esse negocio de jogar para a opinião publica que Kleber vem aqui, isso tem que acabar. Isso é um desrespeito aos colegas vereadores”, bradou.

Com 19 anos de mandato na Câmara Municipal, Dedé da Simpatia arrancou aplausos da platéia quando negou votar em projetos sob condições de acordos. “Estou com um bocadinho de ano atuo nesta Câmara, graças a Deus e meu voto tem sido pela consciência. Nunca votei aqui por ninguém Anatélia e voto de acordo com a minha consciência. Então eu peço que retire essas palavras. Eu não votei aqui e vou dizer o que fui falar com Kleber: Não aceito as brincadeiras de Pérsio e eu fui falar com Kleber para que falasse com nobre vereador, porque eu não aceito não. Nessa casa não cabe isso não. E não foi combinar votos, porque voto com a minha consciência”.

Atento as colocações, Osinaldo Souza cobrou explicações de Anatélia Porto, diante o que ele considerou “inadmissível”. Eu quero que ela explique essa questão de dizer que quando o secretário vem aqui consegue o quer. Porque eu acho que tem que respeitar os vereadores. Cada um é livre, foi eleito para representar a população e não é a primeira vez que a vereadora Anatélia diz isso não. Vereadora que eu aprecio muito, mas eu acho que quando a gente vai dizer alguma coisa tem que pesar o que vai dizer e se tem uma coisa que é inadmissível é tentar levar a dúvida sobre qualquer posicionamento do vereador aqui. Eu questiono politicamente, indago, peço voto, discordo, agora no momento que se vai colocar em cheque a moral do voto de um vereador, eu tenho que ter provas. Eu falo como segundo presidente dessa casa e por simetria eu sou o corregedor essa casa”.

A vereadora Anatélia pediu a palavra, mas antes de concedê-la, a presidente ainda acrescentou suas considerações sobre o fato. “A gente pode manter o diálogo ate onde pode manter, quando não mantém se rompe mesmo. Ninguém está aqui para viver de agradozinho, de agradozinho não. Quando a pessoa chega aqui tem um limite, tem um limite de tolerância, o limite de convivência. E esta vereadora sabe conviver  com pessoas dentro do rompimento político. Agora o que esta vereadora e esta presidente não sabe é desrespeitar qualquer um, em qualquer situação. Mas sinceramente, o que nós não podemos é dizer que um secretário vem aqui e as coisas saem como ele quer. Isso no mínimo é ingenuidade. Se não quis agredir, foi ingênua e aqui não cabe ingenuidade não, Petrolina é uma cidade grande e forte e vereador tem que vir aqui e deixar as suas ingenuidades em casa”.

Ao iniciar seu discurso, a líder da oposição negou ser ingênua ou leviana. Anatélia voltou atrás das suas colocações e assumiu ter feito uma “brincadeira” ao relacionar à aprovação do veto parcial a presença do secretário Kleber Araújo. “Eu quero dizer que eu nem sou leviana, nem sou inocente. Esta casa presencia a visita, e aqui eu não estou sendo infantil e nem aceito nem de vossa excelência, nem de ninguém desrespeito a minha pessoa. Qualquer um aqui brinca, qualquer um aqui fala. A própria população pode ver sim e é salutar fazer articulação. Agora vossa excelência que foi grosseira comigo. Porque Kleber chamou aqui vários colegas para conversar que é um direito que ele tem, como eu tenho também, que vossa excelência tem. Agora vir me chamar de leviana eu não admito porque eu falei uma brincadeira com Kleber que inclusive tenho o maior respeito. Mas que ele chamou e conversou com diversos vereadores, isso a platéia viu”.






















Fonte:MariaJosélia

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