Uma constatação do estudo que chama a atenção, no Ceará, diz respeito à quantidade de mulheres desprotegidas ser maior do que as que estão asseguradas. Conforme o levantamento, 787 mil pessoas do sexo feminino não estão amparadas pela Previdência, 10 mil a mais do que o número das que estão com a proteção garantida, cujo percentual de cobertura é de 49%.
"Muitas mulheres no Nordeste só têm reconhecida sua atividade rural quando necessita de um benefício previdenciário, trabalham a vida toda sem se preocupar em formalizarem a inscrição na Previdência Social", afirma o superintendente Regional do Nordeste do INSS, João Maria Lopes.
Contraste
No caso dos homens, o cenário é diferente. Enquanto 919 mil não dispõem da seguridade social, outros 1,1 milhão estão assegurados, o que significa um índice de 54,8% de cobertura.
Uma das apostas do governo federal para equilibrar esse resultado entre os dois sexos é a diminuição da alíquota de contribuição para 5% do mínimo, o mesmo que R$ 27,50, das donas de casa de baixa renda.
Estímulo
A lei já está em vigor desde o início deste mês. A medida deve estimular uma maior participação das mulheres enquadradas nesse perfil, já que, anteriormente à norma, o valor pago era de R$ 60,00. Mais que o dobro. Para ter acesso, é preciso contactar Central de Atendimento, no telefone 135, ou ir até umas das agências da Previdência Social. A família deve estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e ter renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 1.090).
"A redução da contribuição para 5% das donas de casa vai trazer para a cobertura da Previdência muitas mulheres de baixa que se dedicaram a vida inteira à família e por não terem condições de pagar a contribuição normal, ficavam desamparadas. Nossa expectativa é que haja um ingresso expressivo dessa categoria de sistema de previdência", conclui. (ISJ)
Fonte:DiáriodoNordeste
Fonte:DiáriodoNordeste
0 comentários:
Postar um comentário