Não é apenas o esporte que move milhares de atletas que participam das Olimpíadas Escolares 2011, em João Pessoal, na capital da Paraíba. O intercâmbio de ideias e a troca de experiências em projetos de esporte escolar com a comunidade internacional são outros atrativos do maior evento estudantil do país. Os jogos receberam a visita de representantes de 16 países dos cinco continentes. Realizado pela quarta vez, o Programa de Observadores Internacionais já soma um total de 44 países participantes desde sua criação.
Membros dos Programa de Observadores com os embaixadores das OEs (Foto: Wander Roberto/COB)Durante cinco dias, os observadores conheceram os detalhes de todas as áreas da organização das Olimpíadas Escolares, na capital paraibana. Após visitarem as instalações esportivas e o centro de convivência, além de participaram das atividades sócio-culturais e da cerimônia de abertura, os observadores apresentaram os modelos de desporto escolar de seus países. A iniciativa contou com a presença dos seguintes países: Botswana, Ilhas Cook, Dominica, Equador, Georgia, Indonésia, Irã, Malaui, Moldávia, Paquistão, China, Catar, Ruanda, Sérvia, Eslováquia, Emirados Árabes, Angola, Moçambique e Portugal.
Representante do Programa de Observadores duranteencontro, na Paraíba (Foto: Gaspar Nóbrega/COB)
- Fiquei muito impressionado com tudo que vi. O evento é muito bem organizado e percebo a alegria dos estudantes em participar de uma festa como esta. O conceito das Olimpíadas Escolares é ótimo. Em meu país, a escola é o principal caminho para o desenvolvimento esportivo dos jovens - afirmou Yu Wang, Coordenador do departamento de jogos da juventude da China.
Já Alberto Paruque, de Moçambique, acredita que poderá levar exemplos positivos para seu país.
- A forma profissional como as Olimpíadas Escolares estão organizadas me chamou a atenção de maneira bastante positiva. É uma eficiência impressionante, que se reflete na seriedade com que são encaradas as competições esportivas. Imaginava que, por ser uma competição escolar, a exigência seria menor, mas vejo atletas, treinadores e árbitros bastante comprometidos, o que dá credibilidade ao evento. Considero exemplar também o uso do voluntariado - apontou Alberto, responsável pela área técnica dos jogos escolares de seu país.
Em 2010, o projeto conquistou a chancela do Comitê Olímpico Internacional, através da Solidariedade Olímpica Internacional, uma parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro, envolvendo os Comitês Olímpicos Nacionais. A iniciativa oferece bolsas aos comitês estrangeiros e é promovido desde 2007.
Fonte:Globo.com
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