O
ministro de Plantações, Indústrias e Commodities da Malásia, Dr. Dato’
Hamza Bin Zainudin, reafirmou o interesse de seu país na cooperação e
intercâmbio científico com o Brasil para o desenvolvimento de projetos
referentes ao cacau, seringueira e dendê. Na
sexta-feira (16) a autoridade foi recebida em audiência, em Brasília,
pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro
Filho, e depois participou da 74ª Assembleia da Aliança dos Países
Produtores de Cacau (Copal), presidida pelo diretor da Ceplac Jay
Wallace Mota, no Royal Tulip Brasília Alvorada.
O
ministro Bin Zainudin esteve acompanhado da embaixadora Sudha Devi,
quando recebeu uma carta de intenções do Brasil e declarou a disposição
da Malásia em promover o intercâmbio com instituições brasileiras,
incluindo o intercâmbio de germoplasma do cacau, seringueira e dendê e
parceria na pesquisa cientifica.
A
autoridade de um dos mais importantes países do sudeste asiático disse
haver projetos comuns entre os dois países e mostrou-se a favor quanto
ao aprofundamento da interação entre pesquisadores e institutos de
pesquisas e aberto a discutir detalhes de uma nova cooperação com o
Brasil, através do Ministério da Agricultura, envolvendo a Ceplac.
No
que se refere ao cacau, o ministro Hamza Bin Zainudin declarou que deve
haver solidariedade entre os países produtores no âmbito da Copal em
busca de melhores preços no mercado internacional. A Malásia propôs a
formação de um consórcio para processamento de amêndoas de cacau entre
os membros da Aliança dos Países Produtores de Cacau para explorar a
possibilidade de que cada país seja responsável pelo seu próprio
processamento para agregar valor à cadeia produtiva do cacau e se
beneficiar com preços equilibrados e justos.
O
envolvimento na cadeia de valor do cacau seria ainda dirigido para
aumentar o consumo nos países produtores, fortalecer o equilíbrio do
mercado e estabilização de preços internacionais do cacau. “Queremos
criar uma economia sustentável nos países produtores”, disse o ministro,
acrescentando que a proposta de certificação pode contribuir no esforço
para que o cacau alcance preços sustentados.
Luiz Conceição
ACS/Ceplac
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