
Desde a morte do ex-senador Nilo Coelho em 1983, o então poderoso clã de Petrolina se dividiu e se fragilizou economicamente e politicamente. De lá para cá já se vão 28 anos do desaparecimento do maior líder político que o sertão pernambucano projetou para o resto do Estado. Nilo foi secretário da Fazenda, deputado estadual, deputado federal, governador e senador da República.
No Senado, exerceu o mandato com brilhantismo, coerência e afirmação, tanto que chegou à Presidência da Casa. Político coerente, explosivo e afirmativo, Nilo perdeu a vida justamente depois de ser contrariado no exercício da presidência do Senado em função de um decreto do então ministro da Fazenda, Delfin Neto, que prejudicava o Nordeste.
Num discurso inflamado contra o regime militar, deixou a célebre frase: “Não sou presidente do Congresso do PDS. Sou presidente do Congresso do Brasil”. Osvaldo tinha tudo para ser o sucessor de Nilo, mas não conseguiu. Fernando Coelho, seu sobrinho, ex-prefeito de Petrolina por três vezes, ministro da Integração, se apresenta como a grande liderança da família.
Objeto da cisão do clã é o próprio Fernando, após quase três décadas da morte de Nilo, que dá um grande passe no sentido de unir os Coelho num único palanque.
A única resistência à unidade, o ex-deputado Osvaldo Coelho, foi nomeado, ontem, para o Conselho de Irrigação do Ministério da Integração. O gesto de Fernando, largo, diga-se passagem, era tudo que o clã precisava para acabar com uma briga que parecia não ter fim.Fonte:Magno Martins
1 comentários:
Como Fernando conseguiu convencer dr Osvaldo para assumir esse posto? Doutor Osvaldo, sem sombra de dúvida, o maior deputado federal de todos os tempos.O sertão ainda chora a ausência de doutor Osvaldo! Como ele faz falta ao sertanejo, principalmente as famílias do sequeiro! Parabéns Osvaldo! Pelo seu compromisso e competência merece muito mais!
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