sábado, 6 de agosto de 2011

Rock atraiu multidão à segunda noite de shows no palco Pernambuco Nação Cultural



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De São José do Egito especialmente para o show de Raimundos, os meninos da Pents Life (cover da banda) estavam eufóricos para conhecer os ídolos. Uma foto, um autógrafo ou uma palavra, o importante era estar cara a cara com eles. “Largamos estudo, trabalho, até doença eu inventei para estar aqui. A banda Raimundos é nossa referência de música de qualidade”, disse, emocionado, o jovem baterista Rafael Silva.


Raimundos foi uma das atrações da segunda noite de shows da 11ª Festa da Renascença, em Pesqueira. O Festival Pernambuco Nação Cultural reuniu ainda nomes importantes do coco, forró e hippie em uma só noite de apresentações. Música para todos os gostos e idades.


O rock brasiliense dos Raimundos sacudiu os fãs de Pesqueira e cidades vizinhas. O grupo chegou ao Festival disposto a fazer barulho. “Juntamos a fome com a vontade de comer. A turma aqui é do rock e estamos muito felizes com essa recepção”, garantiu o vocalista Digão.


Em turnê pelo Brasil divulgando o dvd Roda Viva,  o trabalho traz antigas e novas composições. “Precisávamos contar a história da gente até agora e apontar para o futuro. O dvd é isso e tem tido um índice de rejeição praticamente zero”, comemorou.


A noite começou com o Coco do Toré Pandeiro Mestre dividindo espaço com o Mestre Pirrila e o Samba de Coco Xukuru.  “Sempre que me convidam, procuro mostrar o coco que ninguém nunca viu”, disse o Mestre  Pirrila. Filho de pai violeiro, ele encontrou paixão na dança, e hoje, aos 64 anos, é professor na aldeia dos Xukuru.  “Cultura é como estudo, quanto mais você estuda, mais você aprende”, ressaltou.


O arrasta-pé de Flávio José subiu a temperatura de 19 graus marcada pelos termômetros na noite de ontem. Sucessos de artistas como Luiz Gonzaga fizeram todo mundo dançar agarradinho. Na sequência, Marco Polo, ex-integrante da banda Ave Sangria relembrou hits dos anos 1970.


O som do Ave Sangria foi resgatado pela internet. A banda tocava rock psicodélico e marcou a era hippie no País. “Uma cultura quando é forte não tem que ter medo de uma influência de fora. Ela absorve essa influência e produz algo totalmente diferente. Foi o que aconteceu com a gente”, contou.  A banda foi a primeira a introduzir a música internacional na regional. O rock no baião.

Programação de sábado

A partir de 20h


- Anjo Gabriel
- Banda Frenezi
- Alexxa
- Pouca Chinfra
- Oswaldo Montenegro
- Zeca Baleiro
    Fonte: Fundarpe

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