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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Embrapa analisa nova variedade de banana durante o simpósio ProMusa


A nova variedade de bananeira BRS Platina está sendo apresentada pioneiramente ao público pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas, durante o Simpósio Internacional ProMusa-ISHS: Bananas e Plátanos, que acontece em Salvador até sexta-feira (14).
No estande da empresa será realizada hoje (11) uma análise sensorial para verificar a aceitabilidade por parte do público. “Esta é uma etapa fundamental na finalização de um produto antes do seu lançamento, seja ele um perfume, uma bebida ou uma fruta”, explica Edson Perito, pesquisador responsável pelo programa de melhoramento genético da bananeira da Embrapa e coordenador do ProMusa.

Estão previstas 200 análises por dia. As perguntas do questionário de análise sensorial dizem respeito a atributos como cor, aroma, sabor, textura e impressão global, e a frequência de consumo. Os frutos virão dos experimentos no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano de Guanambi (BA), parceiro na validação da BRS Platina, e a análise será coordenada pelas pesquisadoras Ronielli Reis, do Laboratório de Ciência e Tecnologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura, e Catie Godoy, da Embrapa Florestas (Colombo – PR). 

“O teste de aceitação no ProMusa será de grande importância. Trata-se de um público diferenciado, de todo o mundo, que conhece e tem interesse em banana e poderá contribuir, dando suas opiniões”, explica Ronielli.

DiferencialA variedade, que será lançada em setembro de 2012, tem como principal diferencial a resistência à Sigatoka-amarela e ao mal-do-Panamá, duas das principais doenças da cultura. “A BRS Platina vem atender à demanda por frutos do tipo Prata, especialmente onde há a presença do mal-do-Panamá, doença que limita a produção da cultivar Prata Anã”, afirma Amorim. Os frutos se assemelham aos da Prata Anã em forma, tamanho e sabor, porém, devem ser consumidos com a casca um pouco mais verde, à semelhança das variedades do subgrupo Cavendish.
Além do IF Baiano, a pesquisa foi desenvolvida em parceria com a Unidade Regional Norte de Minas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Nova Porteirinha, MG).

Realizado pela primeira vez no país, o ProMusa reúne produtores de banana, estudantes de graduação e pós-graduação, agrônomos e extensionistas do Brasil e do exterior. Com o tema geral “Produção global sustentável e usos alternativos”, é realizado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, ISHS (Sociedade Internacional da Ciência da Horticultura), Bioversity International e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e co-realizado pela Musalac (Rede de Pesquisa e Desenvolvimento de Banana e Plátano para América Latina e Caribe). 
O evento tem apoio da Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF), Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica (Funcredi), Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado (Seagri), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e Agência de Defesa Sanitária do Estado da Bahia (Adab). O patrocínio vem do Banco do Nordeste (BNB), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Syngenta, Correios, Bioclone, Sergipetec, Campo, Multiplanta, Sítio Barreiras e Instituto Biofábrica do Cacau.

Jornalista: Léa Cunha (DRT-BA 1633)Embrapa Mandioca e Fruticultura
Telefone: (75) 3312-8076

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ProMusa apresenta novo livro da Embrapa sobre Sigatoka-negra


Durante o Simpósio Internacional do ProMusa-ISHS: Bananas e Plátanos, bananicultores de todo o país vão poder se atualizar quanto à Sigatoka-negra, a mais grave doença da cultura. Além da palestra “Fitopatologia – controle de doenças”, que será ministrada pelo pesquisador Zilton Cordeiro, a Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), vai apresentar sua mais recente publicação sobre o assunto.
“Recomendações técnicas sobre a Sigatoka-negra da bananeira” é o nome do livro, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os pesquisadores Zilton Cordeiro e Aristóteles Matos são os editores técnicos, junto com Sebastião Silva, pesquisador aposentado da Embrapa e atualmente professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Também participam como autores os pesquisadores Janay Santos-Serejo e Maurício Coelho Filho, o analista Hermínio Rocha e a bolsista de pós-doutorado Lucymeire Lino.
A publicação traz oito capítulos ricamente ilustrados em que são abordados: Aspectos gerais sobre a bananicultura no país e a doença; O patógeno e sua distribuição geográfica; Danos e importância econômica; Desenvolvimento de sintomas e diagnose; Influência de variáveis climáticas no desenvolvimento da doença; Melhoramento genético da bananeira para resistência à Sigatoka-negra; Variedades de banana resistentes; e Controle integrado da doença.

A doença
A Sigatoka-negra tem como causador o fungo Mycosphaerella fijiensis, que ataca as folhas de bananas e plátanos de forma bastante agressiva. Reduzindo a área fotossintética, diminui o vigor da planta, o que resulta em perdas de até 100% da produção, a depender da cultivar, das condições ambientais e dos manejos culturais. A doença está presente nos principais países produtores dos continentes americano, africano e asiático. No Brasil, está nas principais regiões produtoras.
Recomendações
A adoção de cultivares resistentes, que dispensam o uso de agrotóxicos – prática de elevado custo e com implicações ambientais – é a estratégia da Embrapa Mandioca e Fruticultura no combate à Sigatoka-negra. Desde 1983, a Unidade investe num programa de melhoramento genético que visa obter cultivares resistentes, produtivas, com porte reduzido e menor ciclo de produção. “A caracterização e a avaliação do comportamento de novas cultivares, em diferentes condições, são essenciais ao programa e se constituem numa solução definitiva para o problema”, explica Sebastião Silva, que foi, por 20 anos, o melhorista responsável pelo programa, considerado o melhor do mundo.
A unidade já lançou e recomendou diversas variedades resistentes – Caipira, Thap Maeo, Fhia-18, Maravilha, Pacovan Ken, Japira, Vitória, Caprichosa e Garantida – que são citadas no livro. A publicação traz, ainda, dicas de diferenciar os sintomas da Sigatoka-negra e da Sigatoka-amarela, como escolher o sistema de irrigação adequado, como remover e descartar folhas contaminadas e como utilizar o manejo integrado. Além disso, os autores destacam a importância que a temperatura, a umidade relativa do ar, as chuvas e os ventos têm para o estabelecimento e a disseminação da doença.

Importância da banana
Embora o país não seja um grande exportador - apenas 3% de sua produção vai para o mercado externo - a bananicultura tem grande importância no agronegócio brasileiro: são sete milhões de toneladas anuais, o país é o quarto maior produtor mundial e a agricultura familiar é responsável pela maior parte da produção. “A banana tem enorme importância na geração de renda e na fixação do homem no campo”, afirma Zilton Cordeiro. É, também, uma das culturas preferidas em projetos públicos de irrigação, devido à amplitude do mercado e ao retorno rápido após o primeiro ciclo.
Jornalista: Léa Cunha
(DRT-BA1633)Embrapa Mandioca e Fruticultura
Telefone: (75) 3312-8076
Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pesquisadores da Embrapa indicam novos usos para a bananeira



O terceiro dia do Simpósio Internacional ProMusa-ISHS: Bananas e Plátanos, que vai ser realizado em Salvador (BA), no período de 10 a 14 de outubro, vai ter um espaço específico para a discussão sobre os novos usos encontrados pelos pesquisadores que devem alcançar novos nichos de mercado.

    “Usos alternativos: Desafios e oportunidades” é o nome da palestra principal 1 da sessão 4 de mesmo nome, que será ministrada pela pesquisadora Janay Almeida dos Santos-Serejo, da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas – BA). “Quase todas as partes das bananas e dos plátanos têm algum uso econômico ou medicinal”, afirma Janay, citando as fibras obtidas do pseudocaule (falso tronco) da bananeira, que podem ser empregadas nas indústrias têxtil, de papel e celulose. “Já a casca da fruta pode ser usada na produção de tintas, álcool, biogás e na extração de pectina, uma fibra hidrossolúvel muito aplicada na indústria de alimentos. Raízes, flores, caule e folhas também são utilizados na indústria farmacêutica”, complementa a pesquisadora.

    Outro uso alternativo é como planta ornamental. Com o objetivo de diversificar e expandir o uso da variabilidade do Banco Ativo de Germoplasma de Bananeira – área que conserva material genético de uso imediato ou futuro – da Embrapa Mandioca e Fruticultura, diversas plantas com potencial ornamental têm sido selecionadas para obter novos híbridos que poderão ser usados na jardinagem, em vasos, como flores de corte ou minifrutos ornamentais, para arranjos florais”, explica Janay. Na Embrapa, esta pesquisa tem sido conduzida por ela e pelos pesquisadores Fernanda Vidigal Souza e Edson Perito Amorim, presidente do ProMusa.


O evento
    O Simpósio Internacional ProMusa-ISHS: Bananas e Plátanos tem como objetivo atualizar os diferentes segmentos do agronegócio de bananeira em relação às novidades da área de pesquisa. “Além dos desafios e das oportunidades para usos alternativos, serão discutidas questões ligadas a práticas culturais, doenças da cultura, diversidade e melhoramento genético, pós-colheita, marketing e comercialização”, explica Edson Perito Amorim.
    O ProMusa é realizado pela Embrapa, ISHS (Sociedade Internacional da Ciência da Horticultura), Bioversity International, Musalac (Rede de Pesquisa e Desenvolvimento de Banana e Plátano para América Latina e Caribe) e Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF).
O evento tem ainda apoio da Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF), Funcredi, Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado (Seagri), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e Agência de Defesa Sanitária do Estado da Bahia (Adab). O patrocínio vem do Banco do Nordeste (BNB), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Syngenta, Correios, Bioclone, Sergipetec, Campo, Multiplanta, Sítio Barreiras e Instituto Biofábrica do Cacau. Mais informações no endereço www.promusa.com.br e pelo telefone (71) 2102-6600 begin_of_the_skype_highlighting            (71) 2102-6600      end_of_the_skype_highlighting.




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