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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Bahia avança para alcançar status de livre da aftosa sem vacinação


A Bahia, que nos últimos anos vem batendo recordes na cobertura vacinação contra a febre aftosa e está há 14 anos sem registrar nenhum caso de aftosa, (última ocorrência foi em 1997), deu nesta terça-feira, (1º de novembro), um importante passo para alcançar o status de livre da febre aftosa sem vacinação. Demonstrando a importância do extremo sul para a pecuária baiana, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), médico veterinário Paulo Emílio Torres, fizeram o lançamento simultâneo, nos municípios de Itanhém, Itamaraju e Guaratinga, da segunda etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, que vai imunizar apenas os animais com idade até 24 meses.
 A campanha vai até o dia 30 de novembro e, além de vacinar, os pecuaristas devem fazer a declaração nas agências da Adab. O município de Itamaraju tem o maior rebanho bovino do estado, com 177 mil cabeças, seguido por Itanhém, com 155 mil e Guaratinga, com 147 mil. Os prefeitos dos três municípios e os de Lajedão, Prado, e Jucuruçu, vereadores, centenas de produtores e líderes sindicais participaram dos eventos, que em Guaratinga contou com a presença do chefe regional do Mapa em Eunapólis, Gilberto Pedreira, representando a Superintendência Federal do Ministério da Agricultura na Bahia.
 A Bahia é detentora do maior rebanho bovino da região Nordeste, com cerca de 11 milhões de cabeças, e tem apresentado, nos últimos anos, estabilidade sanitária referenciada nacionalmente. A redução da faixa etária vacinal nesta etapa de vacinação atende a aproximadamente 265 mil pecuaristas em 409 municípios baianos. No total, cerca de 6,5 milhões de animais adultos deixarão de ser vacinados, representando economia da ordem de cerca de R$ 11 milhões para os pecuaristas baianos. Nos oito municípios componentes da Zona de Proteção, (Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Remanso, Buritirama, Casa Nova, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes), os pecuaristas deverão continuar vacinando todos os animais, jovens e adultos, para manter o rebanho livre da doença, pois fazem divisa com estados caracterizados com status sanitário de médio risco.
 Lembrando que na última campanha o índice de vacinação bateu novo recorde e alcançou a marca de 98,01% do rebanho, o secretário disse que a autorização do Ministério da Agricultura, (Mapa), para que a partir de agora a segunda etapa da vacinação seja apenas para os animais de até 24 meses “é uma conquista de todos nós, do governo do Estado e dos pecuaristas que com muita responsabilidade fazem seu papel, e é também fruto da importante parceria com o Mapa”.  Salles enfatizou que “vamos continuar trabalhando com afinco com o objetivo de realizarmos uma só vacinação, visando alcançarmos a meta do governo que é ter a Bahia declarada estado livre da febre aftosa sem vacinação”.
 Destaque nacional
 "Nossa atuação, juntamente com a participação dos pecuaristas, e o apoio da Federação da Agricultura do Estado da Bahia, (Faeb), dos sindicatos e associações, resulta no sucesso das ações de defesa e nos coloca em posição de destaque no cenário nacional", disse o diretor-geral da Adab, Paulo Emílio Torres, destacando ainda o empenho dos técnicos da Adab. Para Rui Leal, diretor de Defesa Sanitária Animal da Adab "essa é mais uma conquista decorrente das ações permanentes de vigilância veterinária, dos índices crescentes de vacinação dos animais e da eficiência na fiscalização do trânsito".  
Evolução do Controle Contra Febre Aftosa na Bahia
A estratégia de vacinar apenas os animais com idade até 24 meses é o resultado de um intenso trabalho do governo do Estado através da Seagri/ Agência de Defesa Agropecuária da Bahia. O parecer favorável do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com apoio da Superintendência Federal da Agricultura na Bahia (SFA), divulgado em julho deste ano, alcança aproximadamente 265 mil pecuaristas em 409 municípios baianos. Com a medida, cerca de 6,5 milhões de animais adultos deixarão de ser vacinados, representando economia da ordem de R$ 11 milhões para os criadores do Estado. Esse montante poderá ser investido na qualificando do rebanho, consolidando a atividade pecuária em todo o território baiano.
“O Estado da Bahia, ao longo dos anos, tem demonstrado uma forte vocação agropecuária, refletida nos crescentes indicadores de produtividade, diversificação e comercialização de produtos e serviços gerados no agronegócio, e pelo avanço no processo de agroindustrialização”, destaca o secretário Eduardo Salles. Ele lembrou que a agropecuária representa 24% do PIB, gera 30% dos empregos no Estado e 42% das exportações. 
Entre as ações que contribuíram para o parecer favorável à Bahia, a Superintendência Federal da Agricultura, (SFA), na Bahia destacou também a adequação da estrutura de atenção veterinária, atualização e qualificação dos servidores, bem como as taxas de cobertura vacinal sempre acima dos 95% nos últimos cinco anos, alcançadas em etapas semestrais de vacinação. O documento da SFA destacou que a Bahia tem atendido às exigências sanitárias não só do Ministério, mas também dos organismos internacionais, apresentando condições técnicas e estruturais para a modificação da estratégia de vacinação.
Com a alteração da estratégia de vacinação contra a febre aftosa no Estado, o rebanho da Bahia passa a ter as mesmas condições sanitárias dos rebanhos dos estados de RS, PR, SP, MG, ES, MS, GO, TO, MT e RO. “Essa é mais uma conquista decorrente das ações permanentes de vigilância veterinária, dos índices crescentes de vacinação dos animais e da eficiência na fiscalização do trânsito”, pontuou o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres, salientando que o planejamento da Defesa Agropecuária baiana está alinhado com as diretrizes do Mapa dentro do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).
Para o diretor de Defesa Sanitária Animal, Rui Leal, outro aspecto positivo para a redução da faixa etária de vacinação dos animais foi a “colaboração da iniciativa privada para o alcance dos índices exigidos, a consolidação do cadastro de propriedades rurais e os investimentos do governo do Estado em tecnologia para a defesa agropecuária”. Leal destacou a implantação da Guia de Trânsito Animal (GTA) Eletrônica, a aquisição do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec) e a implantação do Sistema de Monitoramento Via Satélite (AdabSat) como fatores para garantia da qualidade das atividades dos técnicos da Adab no campo.
“O fortalecimento da Defesa Agropecuária tem sido um dos alicerces do desenvolvimento do setor, principalmente a partir da criação da Adab que se tornou uma referência exitosa na consecução de metas importantes para assegurar a qualidade do patrimônio pecuário baiano”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia, João Martins.
Histórico Contra a Febre Aftosa
A Bahia foi um dos estados pioneiros na implantação do programa contra a febre aftosa em 1968 através do Grupo Executivo para Erradicação da Febre Aftosa na Bahia (Gerfab). Até 1992, após a criação dos circuitos pecuários, a participação efetiva do Estado, produtores, setor privado e sob a orientação do Mapa, as ações tomaram novas perspectivas. “Impulsionadas pelos reconhecimentos nacional e internacional, os trabalhos de combate a esta enfermidade adquiriram importância técnica administrativa e econômica, registrando o último foco em território baiano no ano de 1997. Desde então não houve episódio sanitário desta doença no Estado”, lembra Valentim Fidalgo, médico veterinário e ex-diretor de Defesa Sanitária Animal da Adab, que coordenou o programa contra aftosa em nível estadual durante 25 anos.
Sempre em conformidade com as determinações do Mapa, a Seagri, através da Adab, adotou medidas padronizadas e uniformes, contribuindo decisivamente para a evolução do Programa, garantindo a efetividade das ações até conseguir a chancela da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) com a Certificação Internacional, conferindo à Bahia o Estado Livre de Febre Aftosa com Vacinação em maio de 2001.
Considerando a posição de vanguarda no status sanitário baiano, com reflexos diretos no trânsito, comercialização dos rebanhos e produtos agropecuários, o governo do Estado iniciou um intenso trabalho para extinguir a Zona Tampão, área composta por oito municípios com 10 mil criadores e um rebanho de 255 mil animais, impedidos de comercializar com as demais regiões baianas por fazer divisa com PI e PE, classificados à época, como risco desconhecido para a febre aftosa.
A campanha pela extinção da referida área, tornando o negócio pecuário baiano mais igualitário, transformou-se então numa das metas deste governo da Bahia por entender que a atividade estimula o desenvolvimento de outros setores econômicos no Brasil e no mundo, melhorando sobremaneira a qualidade de vida do homem do campo.
O marco histórico para a mudança do perfil do agronegócio baiano, de apoio à agricultura familiar, foi então consolidado no dia 28 de dezembro de 2010 através da Instrução Normativa nº 45 do Mapa, extinguindo a Zona Tampão e ratificando o comprometimento das iniciativas pública e privada em prol da agropecuária baiana.
“A homologação da Zona de Proteção, em maio de 2011 pela OIE, constituiu mais uma conquista desse governo rumo à meta de tornar o Estado livre da febre aftosa sem vacinação”, lembrou o coordenador do Programa Contra a Febre Aftosa na Bahia, Antonio Maia, destacando o trabalho dos técnicos e fiscais agropecuários da Adab em campo como outro fator para o sucesso das atividades contra a enfermidade.
“Avançamos muito nos resultados porque conseguimos a união entre os entes que compõem a atividade. As conquistas alcançadas nos últimos anos são emblemáticas por representar o sucesso da parceria entre governo, produtores e iniciativa privada, todos unidos em busca de um objetivo único. Após a redução da faixa etária vacinal dos bovinos e bubalinos para até 24 meses, vamos seguir superando outros desafios. Ganha a pecuária baiana, cada vez mais forte, e a sociedade, com o aquecimento da economia e a geração de emprego e renda”, finalizou o diretor geral da Adab.
Ascom Adab / Seagri – 1º de novembro de 2011
Ivana Ramacioti   - Josalto Alves

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Bahia e Maranhão estabelecem cooperação técnica


A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) recebe entre os dias 17 e 21 de outubro um grupo de representantes da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged). O objetivo da visita é fortalecer o intercâmbio de pesquisa entre as duas agências quanto aos aspectos relacionados à defesa vegetal, animal e inspeção de produtos. O grupo maranhense tem especial interesse em conhecer os trabalhos desenvolvidos nas barreiras sanitárias estrategicamente posicionadas no território baiano.
Na programação, estão previstas reuniões para apresentação da diretoria da Adab e demonstração da avaliação dos formulários utilizados para os registros das informações do trânsito agropecuário na Bahia. A aplicação dos recursos instrumentais para a gestão das informações do sistema de monitoramento via satélite também estarão em pauta no encontro.
“O estabelecimento de cooperações técnicas entre agências de defesa é de extrema importância para consolidação da defesa agropecuária no país”, afirma o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres.
Ainda durante a visita técnica, os representantes da Aged acompanharão as ações de fiscalização móvel na Coordenadoria de Juazeiro. Eles terão a oportunidade também de conhecer os postos fixos de fiscalização nos municípios de Casa Nova e Sobradinho.
A comissão, liderada pelo diretor geral da Aged, Fernando Lima, contará com a participação dos diretores técnicos, coordenadores regionais e de programas e também com a presença de técnicos da agência do Maranhão.
Ascom/Adab
Leonardo Barbosa
3116-8461/8418 
Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Abate clandestino é combatido pela Seagri/Adab


Para combater o abate clandestino, a Seagri/Adab idealizou, em caráter complementar ao Programa de Regionalização e Modernização do Abate na Bahia já implantado, o Projeto de Descentralização do Abate, que propõe uma planta modelo para matadouros frigoríficos de pequeno porte. Este projeto, que obedecerá aos preceitos regulamentados pelo MAPA para instalação e funcionamento, regulará o abate de bovinos, caprinos e ovinos, dirimindo os problemas de saúde pública ocasionados pelo abate clandestino.
Os municípios contemplados com a construção destas unidades frigoríficas, localizados distantes dos pólos já implantados e com localização estratégica, embora com pequena capacidade de abate, atenderão à demanda local com geração de emprego e renda, trazendo para a população a garantia da qualidade da carne consumida.
Após a construção destes matadouros e, ainda, pelo incremento de outros matadouros já em construção nos municípios de Irecê, Ipirá, Seabra, Itiúba, Riachão do Jacuípe, Poções, Miguel Calmon, Muquém do São Francisco e Guanambi, a situação do parque frigorífico do estado terá outra dimensão no cenário nacional.
Na busca do fortalecimento de suas ações de defesa, a Adab conquistou a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção (SISBI), braço operacional do Sistema Único de Atenção a Sanidade Agropecuária (SUASA) e que possibilita aos estabelecimentos aderidos a este sistema a comercialização de seus produtos em todos os estados da federação. Assim, as ações estratégicas de consolidação do parque industrial frigorífico do estado têm demonstrado eficácia no combate das práticas ilícitas de abate, proporcionando à população uma maior oferta de produto seguro.
Quanto às estruturas de distribuição da carne bovina na Bahia observa-se, em semelhança aos demais estados, realidades bastante distintas entre si: uma caracterizada pela distribuição e comercialização das grandes redes varejistas e das boutiquesde carne, atendendo a um público exigente e sofisticado; e a outra que, embora seja a que atende a grande massa populacional, carece de infra-estrutura para o seu funcionamento, configurando-se em um risco potencial para a saúde pública.
Cadeia produtiva da carne
A cadeia produtiva da carne tem a participação de diversos elos, o que a configura como uma importante fonte para geração de emprego e renda. Dentre esses segmentos destacam-se a indústria de insumos, que fornece equipamentos agrícolas, vacinas, sal mineral e ração animal, os produtores rurais, responsáveis pela cria de bezerros, recria de bois magros e engorda, os frigoríficos que fazem o abate, podendo ter ou não instalações para desossa e embalagem dos cortes cárneos, e a rede varejista dos supermercados e açougues, que preparam a carne para a venda ao consumidor final
Prefeitura proverá a infra-estrutura
Caberá a prefeitura dotar as instalações do mercado da infra-estrutura básica como o fornecimento de água, energia, sistema de esgotamento sanitário, entre outros. Estas unidades municipais deverão, ainda, disponibilizar instalações anexas como vestiários e sanitários para os funcionários que estiverem em atividade no entreposto, bem como prover a estrutura física que servirá de base para colocação do conjunto de equipamentos.
O material desossado e manipulado neste entreposto irá abastecer os boxes do mercado municipal e centrais de abastecimento para sua comercialização. Estas unidades serão em número variado, de acordo com a densidade populacional da localidade. As dimensões mínimas recomendadas são de 3x3 metros, onde trabalharão, em média, dois funcionários.

Para atender as exigências legais e eliminar os riscos de contaminação, os marchantes terão que dispor de uma estrutura básica com balcão frigorífico, máquina de serra fita, mesa, facas apropriadas e placas de polipropileno, além de pia para higienização de mãos e utensílios.

Ascom Seagri – 3 de outubro de 2011
Pedro Rúbio – DRT-Ba 932
71 - 3115.2794// 9246-2735

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Adab realiza curso para agrônomos em Juazeiro‏

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) realiza, no período de 3 a 6 de outubro, a 25ª edição do Curso Fitossanitário de Origem (CFO), no município de Juazeiro. As inscrições poderão ser realizadas até o dia 28 de setembro nos escritórios da Adab em Salvador e Juazeiro. Serão disponibilizadas 80 vagas para engenheiros agrônomos.

O objetivo do curso é habilitar os profissionais de agronomia na prestação de assistência técnica e emissão do CFO para pragas quarentenárias e não quarentenárias regulamentadas para as culturas da banana, citrus, mamão, palma e forrageira, com destaque para manga e uva, que, atualmente, são o carro chefe da exportação no estado.

“O certificado atesta a origem, qualidade e conformidade com os requisitos de sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, e viabilidade econômica exigidos pelo mercado internacional e de acordo com as determinações do Ministério da Agricultura”, explica Raimundo Ribeiro, coordenador interino de Registro e Fiscalização da Adab.

Para realização da inscrição os candidatos devem preencher uma ficha disponível na sede da Adab e no ato de entrega, apresentar uma cópia da carteira do CREA e 2 fotos 3x4. Os locais para inscrição são: ADAB Salvador, Avenida Ademar de Barros, 967, Sala 21, Ondina. Informações pelo telefone 3116-8434, com Vivian Góes. E na Adab de Juazeiro, rua José Petitinga, 554, Bairro Santo Antonio. Informações pelos telefones (74) 3612-1827 e 3613-7171, com Crispiniano Nunes.

Ascom/Adab

Leonardo Barbosa


Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)
Assessoria de Imprensa
Fones: (71) 3115-2737 / 2767 / 2794

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