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domingo, 22 de abril de 2012

Defesa Civil reconhece emergência em mais 33 cidades do Nordeste


O Ministério da Integração Nacional reconheceu hoje situação de emergência em 33 cidades de quatro estados do Nordeste devido à estiagem. Só em Sergipe, onde seca já atinge 102,5 mil pessoas, 18 municípios tiveram decreto reconhecido. Segundo a Defesa Civil do Estado, a cidade mais afetada é Poço Redondo, com 14,8 mil habitantes afetados.
O abastecimento de água nos locais afetados está sendo feito por meio de caminhões-pipa. Ao todo, 129 veículos levam água para os moradores. A área rural é a que mais sofre pela falta de chuva.
A estiagem também atinge outros estados do Nordeste. Em Pernambuco, 28 municípios do agreste e do sertão decretaram situação de emergência. Na segunda-feira (23), o governador Eduardo Campos se reunirá, em Aracaju, com representantes do governo local e ministros do governo federal para definir o plano de ajuda aos atingidos.
Na Bahia, já são 37 municípios em situação de emergência. A seca atinge 500 mil pessoas na região. Em algumas localidades, o abastecimento tem sido feito por carros-pipa. A previsão para esses estados no fim de semana é tempo nublado a parcialmente nublado com chuvas isoladas.
O Piauí teve oito municípios com situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional hoje. Em uma portaria publicada no Diário Oficial da União, a pasta autorizou o empenho e repasse de R$ 15 milhões para o Estado, destinados à execução de ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais em localidades atingidas pela estiagem.
O Ministério também reconheceu emergência em duas cidades do Amazonas, Atalaia do Norte e Lábrea. Porém o motivo é justamente o contrário, enchentes e inundações. Em Manaus, o Rio Negro está a pouco mais de um metro de atingir a cheia histórica de 2009.
Com informações da Agência Brasil

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Governador é convocado por Dilma para tratar da seca no Nordeste


Os efeitos na seca nos estados do Nordeste serão tema da reunião da presidente Dilma Rousseff (PT) com os governadores da região, ministros e dirigentes de estatais que atuam na área. O encontro será na próxima semana, em Brasília. O governador Eduardo Campos (PSB) foi convocado por meio de um telefonema da própria presidente nesta quarta-feira. Na conversa, o socialista fez um relato da situação do estado que começa a ficar complicada, segundo ele, com a perda de plantações, rebanhos e a falta de água para abastecer a população rural e urbana.
“Graças às políticas sociais como a aposentadoria do trabalhador rural, crescimento do salário mínimo e Bolsa Família, o Nordeste enfrenta uma seca hoje em condições muito melhores do que no passado, mas isso não impede que um longo período sem chuvas produza prejuízo econômico e sofrimento para as pessoas. Ou seja, precisamos apoiar os arranjos econômicos e precisamos socorrer os nordestinos, inclusive com assistência social”, afirmou Eduardo.
O socialista lembrou da necessidade de adotar medidas emergenciais como distribuição de água portável por carro-pipa e o fornecimento de ração animal para os rebanhos, além de programa de qualificação profissional e a construção de cisternas e barragens. Há duas semanas, Eduardo, vem promovendo reuniões com membros de sua equipe e desenhando um plano de ação estadual para enfrentamento da calamidade.
Sobre a questão, o governador falou também com os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Gleisi Hoffman (Casa Civil). Segundo ele, tanto a presidente quanto os ministros foram extremamente receptivos e se mostraram interessados em conversar sobre as propostas apresentadas. Eduardo também conversou com os governadores Ricardo Coutinho (Paraíba), Cid Gomes (Ceará) e Wilson Martins (Piauí), que demonstraram grande preocupação com a situação em seus estados.
Nesta quinta-feira, Eduardo Campos abre um espaço na agenda, que desde a última terça-feira está ocupada com as reuniões de monitoramento das ações em execução no estado, para visitar o município de Bonito, no Agreste do estado. O socialista vai entregar máquinas agrícolas para 46 cidades de Pernambuco. O evento está previsto para as 9h.









Por Rosália Rangel, com informações da Secretaria estadual de Imprensa

quarta-feira, 21 de março de 2012

Seca leva 106 municípios a decretar estado de emergência


O número de municípios que decretaram estado de emergência por conta das dificuldades enfrentadas pela seca já chega a 106 cidades. Um total de 1 milhão e 300 mil pessoas é a estimativa de afetados feita pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cordec). Nesta quarta (21), a Cordec encaminha para Brasília um lista com os nomes de todos os municípios para que possam ser reconhecidos pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.
“O governo da Bahia já homologou os decretos de emergência. Agora, falta ser reconhecido no âmbito federal para que os municípios possam dispor de recursos do Estado e da União para ajudar a enfrentar a seca”, destacou o coordenador estadual de Defesa Civil, Salvador Brito.
“Não há como não homologar, porque a situação é realmente complicada. Os municípios estão vivendo numa situação de emergência. Eles não conseguem dar conta sozinhos. Não tem água e a lavoura está praticamente toda perdida”, emendou o coordenador, referindo-se ao período de estiagem, considerado um dos mais intensos nos últimos 60 anos.
O Ministério da Integração Nacional já disponibilizou R$ 10 milhões para amenizar as consequências da falta de chuvas. “Esse valor foi um compromisso do ministro Fernando Bezerra para atender aos municípios. Mas, só depois de reconhecer para o governo federal liberar a verba. A necessidade é muito maior, mas já é uma ajuda significativa”, diz Brito.
O CORREIO entrou em contato com a assessoria do Ministério da Integração Nacional para saber como o valor será investido e rateado entre os municípios, mas até o fechamento desta edição, às 22h, não obteve resposta.
“A gente quer saber quando vai ser repassado e quanto cada município vai receber. É uma burocracia infernal”, pontuou o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Luiz Caetano, prefeito de Camaçari. Segundo ele, alguns prefeitos não sabem nem como decretar emergência.
Medidas
Nesta terça (20), na sede da UPB, foi realizada uma reunião para discutir medidas para ajudar as cidades afetadas. Em torno de 90 prefeitos e 20 representantes compareceram à reunião. O secretário estadual de Relações Institucionais, Paulo Cezar Lisboa, apresentou durante o encontro seis proposições de ajuda por parte do governo, envolvendo a ampliação de convênios para limpeza das aguadas e contratação de carro-pipa.

“Vamos também criar condições para assegurar o seguro safra, que dá um suporte ao produtor, e a instalação de poços tubulares, além de cestas básicas”, disse Lisboa. Há preocupação ainda com a distribuição das cestas. “O que nós temos que ter cuidado é que ninguém se aproveite por estar em campanha eleitoral. Cada município tem que prestar conta de quem foi beneficiado pelo recurso”, ressaltou o coordenador estadual de Defesa Civil.
O superintendente da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Wilson Dias, disse que o governo está comprando 1.100 toneladas de sementes que serão distribuídas entre os moradores afetados.
Redenção 
Enquanto a ajuda não vem, mais de um milhão de moradores de cidades do interior sofrem. O agricultor aposentado Ronato Roger, 49 anos, morador de Irecê, esteve na reunião e reclamou dos efeitos da seca. “Estamos tendo que racionar água. A plantação está inviável e os animais estão passando sede”.
O também agricultor Valdilicio Barreto, morador de São Gabriel, disse que teve perda total. “Planto feijão, pinha, milho e mamona. Sou um pequeno produtor e tive perda total. De janeiro para cá, não choveu nada”, lamentou.

“É bastante difícil. O município tem plantação de café, pecuária, mas é seco por natureza. Desta vez, secou totalmente as aguadas que servem para acumular água”, contou Ana Lúcia Aguiar (PR), prefeita de Barra da Estiva, a 540 quilômetros de Salvador. Ela estima que foi perdido 70% da produção de café. “A gente tardou de fazer o decreto de emergência, aguardando que fosse chover, mas não choveu”, complementou.
A previsão do prefeito de Irecê, José da Virgens (PT), também não é boa. “Se não chover, do jeito que vai, teremos uma perda total da safra. Seca para nós não é novidade, mas a de 2011-2012 está sendo comparada a 1932 e 1976, consideradas as piores”.
No município de Água Fria, a 150 quilômetros de Salvador, moradores interditaram, na manhã de ontem, a BA-084 que liga a cidade a Biritinga. Os manifestantes protestaram contra a falta de água e os prejuízos sofridos. “A seca se agravou desde o início de 2011. Este ano, não tivemos safra. Toda produção foi perdida”, contou o prefeito de Água Fria, Adailton Leão (PP).
Na próxima segunda-feira, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, estará em Salvador. A UPB pretende entregar um ofício ao ministro, pedindo uma audiência com a presidente Dilma Rouseff.







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