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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dilma desmente saída do ministro Guido Mantega do governo


A presidente Dilma Rousseff negou na noite nesta sexta-feira (10), por meio do Blog do Planalto, que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha pedido demissão do cargo. A informação sobre a suposta saída, divulgada na internet, foi desmentida também pelo próprioMinistério da Fazenda.
"As pessoas que espalham esses rumores prestam um desserviço ao país. Não se sabe a quais interesses inconfessáveis elas servem", disse a presidente, segundo o blog oficial.
Antes, a assessoria do ministério disse, em nota oficial, que a informação "não tem nenhum fundamento" e que era "uma irresponsabilidade um jornalista publicar boatos dessa natureza".

Rui Falcão diz que PT não fará alianças com 'qualquer' partido


O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou nesta sexta-feira (10), que o partido não deve "pensar no imediato" e fazer alianças com "qualquer" partido nas eleições municipais de outubro. "Devemos ter nitidez programática e não pensar no imediato fazendo qualquer tipo de aliança. Esse é um princípio geral", disse no evento que comemora os 32 anos da sigla.
Indagado sobre a possibilidade de uma aliança com o PSD na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Rui Falcão afirmou que o PT vai priorizar alianças com partidos da base aliada. No entanto, ele destacou que o "debate está aberto".
"Nós temos uma definição em São Paulo de procurar os partidos da base aliada da presidenta Dilma, discutir um programa, e tem um encontro municipal que é quando se define coligações, no dia 2 de junho. Até lá o debate está aberto", disse.
Em discurso durante o evento, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, defendeu que o PT "tenha capacidade" de formar alianças com outros partidos, principalmente quando não for possível ter candidato próprio. Ela não citou a disputa em São Paulo.
A ministra passou pelo assunto alianças quando disse que o PT cresceu por ser "uma mistura de segmentos da sociedade brasileira"."Temos que ter muito orgulho do que nós estamos tendo capacidade de fazer no Brasil, em cada um dos governos, dos estados. E não é só o PT. Temos a capacidade de construir aliança politica que nos permitiu construir mudanças e transformações."

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

No Congresso, oito propostas tentam proibir união estável entre gays


O Congresso Nacional registrou, de 1969 até o mês de novembro deste ano, 97 propostas relacionadas aos direitos de homossexuais, segundo mostram dados de um estudo feito pelo Núcleo de Pesquisas de Gênero da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O levantamento foi encomendado pelo Ministério da Justiça.

Das 97 propostas, oito estão em andamento e visam proibir a união entre pessoas do mesmo sexo. Em maio deste ano, por falta de uma lei sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal (STF)reconheceu a união estável entre homossexuais.

Os dados do levantamento foram divulgados pelo governo brasileiro nesta sexta-feira (16) durante a 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT, que acontece até domingo (18) em Brasília.

O levantamento analisou decisões judiciais, projetos de lei e portarias do Executivo que trataram de questões relacionadas aos homossexuais. Além das 97 propostas no Congresso em pouco mais de 40 anos, no Judiciário foram identificadas 391 decisões de tribunais superiores sobre o tema, entre 1976 e 2011. No Poder Executivo, desde 1995, foram editados 54 atos normativos que tratavam de políticas públicas envolvendo a população gay.

Conforme o estudo, há projetos que pedem que a relação entre pessoas do mesmo sexo não seja considerada como entidade familiar e que proíbem adoção de crianças por homossexuais.

Há proposições que criminalizam a discriminação em locais de trabalho e projetos que visam a educação para evitar prática de bullying.

Para a pesquisadora da Unicamp Rosa Oliveira, que coordenou o estudo feito em parceria com a Secretaria de Reforma do Judiciário, os dados mostram que o Legislativo é o poder menos atuante em relação aos direitos dos homossexuais.

“Apesar de o Poder Legislativo ser o que menos coopera com relação aos direitos dos homossexuais, existe grande contribuição do Poder Judiciário e, a partir de 2008, do Executivo em implementar as políticas sociais nesse sentido”, afirmou Rosa Oliveira.

Para ela, um dos motivos para a postura do Congresso Nacional é o chamado “fundamentalismo religioso”.

“Existe um paredão do fundamentalismo religioso no Congresso, que se sobressai ao estado laico”, afirmou. A pesquisadora citou uma proposta de emenda à Constituição que pretende autorizar agremiações religiosas a contestar leis no Supremo. “Eles estão cercando por todos os lados e têm maioria no Legislativo”, avaliou.

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), integrante da Frente Parlamentar Evangélica da Câmara, afirma que o impasse no Congresso sobre temas relacionados aos gays existe porque as bancadas religiosas não aceitam reconhecer a união entre pessoas do mesmo sexo como família.

“É o grande ponto de discórdia. A gente respeita, mas o único problema é que não concordamos com o reconhecimento disso como família. A sociedade não concorda e não aceita. É uma minoria querendo impor à maioria a opção deles”, disse o parlamentar.

“Por exemplo, a gente não concorda que uma criança seja criada por um casal homossexual. Isso é substituir a família”, completou. Segundo Cunha, outros projetos são desnecessários do ponto de vista dos parlamentares religiosos. É o caso da criminalização da homofobia, que segundo ele já está prevista no Código Penal.

“Não há necessidade de fazer projeto. A pena é a mesma se você agride um homossexual ou um heterossexual. Você agrediu um ser humano. O Congresso representa a sociedade, se temos número e nos articulamos, é porque a maioria do país não concorda”, afirmou Eduardo Cunha.

Executivo
O estudo também cita que, das 54 normas sobre homossexuais criadas no âmbito do Poder Executivo e de conselhos profissionais, 38 surgiram a partir de 2008. Os pesquisadores avaliam que esse incremento se deve ao estímulo dado pelo início das conferências nacionais de políticas públicas para homossexuais, como a que acontece em Brasília.

“Depois de muitos anos de mobilização social, o Estado brasileiro começa a se apropriar da produção de políticas antidiscriminatórias”, lembrou a pesquisadora.

A maioria das ações do Executivo, segundo a pesquisa, são relacionadas às áreas da saúde e assistência social.

Judiciário
Ainda de acordo com os dados, 91 das 391 decisões de tribunais superiores se referem ao reconhecimento de união estável e de direitos relacionados à vida em comum de pessoas do mesmo sexo, como o direito a pensão alimentícia, adoção, pensões e inclusão em planos de saúde.

A pesquisadora citou a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a união estável entre casais do mesmo sexo. Na prática, as regras que valem para relações estáveis entre homens e mulheres passaram a ser aplicadas aos casais gays.

“Quem deu uma resposta de mais impacto no campo dos direitos foi o Judiciário por causa da decisão do STF. Tecnicamente, não dá para colocar um poder tão do lado do outro, porque são políticas diferentes. Mas, do ponto de vista apenas quantitativo, o Judiciário está à frente”, avalia Rosa Oliveira.

Outras 75 decisões da Justiça reconheceram os direitos de homossexuais à indenização por danos morais, a maioria - 51 - por preconceito no ambiente de trabalho.

Tribunal militar
Segundo a pesquisadora, no entanto, chamam a atenção 101 casos judiciais dos quais 51 criminalizaram a homossexualidade.

O motivo disso é o artigo 235 do Código Penal Militar que pune militares com detenção de 6 meses a um ano pelo crime de praticar ou permitir crime de pederastia. Essa foi a primeira norma brasileira a tratar de homossexualidade. Segundo a pesquisa, entre 1976 e 1997, todas as decisões dos tribunais superiores eram relativas à pederastia.

“Seria um avanço derrubar esse artigo do Código Militar que surgiu em 1969, em plena ditadura militar”, disse a pesquisadora.

Fonte: G1

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Obra de saneamento beneficiará 4,5 milhões de pernambucanos


Uma parceria entre empresas públicas e privadas vai destinar cerca de R$ 4,3 bilhões para obras de saneamento básico em toda a Região Metropolitana do Recife mais o município de Goiana, na Mata Norte do Estado. O benefício vai chegar às casas de 4,5 milhões de pernambucanos num período de doze anos após o início das obras. O anúncio foi feito pelo governo do estado nesta quinta-feira (15).

A lei que regula os projetos envolvendo poder público e iniciativa determina que, antes da licitação, haja um período de consulta pública, que começa nesta sexta-feira (16).

O governo irá entrar com recursos no valor de R$ 1 bilhão. Já as empresas privadas irão investir R$ 3,3 bilhões no projeto. “Os investidores privados vão constituir sociedade. Essa sociedade vai operar a nova rede de esgotamento sanitário. E parte da receita paga pelas famílias por esse serviço é destinada a restituição do investimento feito por essa sociedade. É a maior obra de saneamento do Brasil e a maior Parceria Público-Privada do País”, disse Maurício Hands, secretário de governo do Estado.

Depois do período de doze anos de obras, as empresas parceiras do governo vão operar o novo sistema sob a coordenação da Compesa, que ficará responsável pela cobrança do serviço à população, como acontece hoje com o abastecimento de água. Segundo a companhia, os consumidores não serão prejudicados. “Na modelagem da PPP [parceria] que foi definida, nós incluímos que o regime tarifário que será vigente é o regime tarifário da Compesa. Quem ganhar a licitação vai se submeter ao regime tarifário. Até porque a empresa que ganhar não vai emitir conta para o cliente. A conta continuará sendo da Compesa”, afirmou Roberto Tavares, presidente da campanhia.

Fonte: G1

Dilma homenageia ex-vice José Alencar em prêmio sobre inovação


A presidente da República, Dilma Rousseff, participou nesta quinta-feira (15) da entrega do 14º Prêmio Finep de Inovação, que contemplou onze empresas destaques na área de inovação científica e tecnológica.

A edição deste ano homenageou o ex-vice-presidente da República José Alencar. Seu filho Josué Gomes da Silva recebeu em nome do pai o troféu José Pelúncio Ferreira, que homenageia brasileiros de destaque no campo da inovação. O ex-vice-presidente morreu no dia 29 de março, em São Paulo, devido a câncer e falência múltipla de órgãos.
Josué recebeu ainda das mãos do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, uma escultura de Alencar em papel marché. Foi Alencar quem entregou as últimas duas edições do Prêmio Finep de Inovação.
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Para concorrer ao prêmio – que varia de R$ 120 mil a R$ 2 milhões, dependendo da categoria -, a empresas devem ter desenvolvido produtos, processos ou serviços novos que estejam no mercado há pelo menos três anos. A edição deste ano recebeu mais de 300 inscrições.
Durante o discurso da premiação, a presidente disse que o Brasil tem que enfrentar dois desafios. De um lado, o combate à miséria e elevação da classe média, de outro lado, criar tecnologia e inovar.
“Não falta vontade política e não falta decisão firme do nosso governo em investir em inovação”, declarou.
Ela defendeu o programa Brasil Maior, que ampliou os recursos da Finep para que a instituição tenha mais condições de financiar a inovação de empresas com taxas subsidiadas pelo governo. Dilma citou ainda o Ciência Sem Fronteiras, programa de incentivo ao estudo no exterior.
“Queremos que o Brasil seja capaz de absorver, criar e transformar o que há de mais avançado em tecnologia no mundo, por isso estamos investindo tanto no nosso programa de bolsa de estudos nas melhores universidades do mundo concedidos no programa Ciência Sem Fronteiras”.
Fonte: G1

sábado, 22 de outubro de 2011

Marina é cobiçada por partidos para eleições de 2012

Marina Silva nova

Interessados dizem que pretendem defender a bandeira das cidades sustentáveis
 

Fora da política partidária pelo menos até 2013, a ex-senadora Marina Silva se tornou a noiva mais cobiçada dos partidos para as eleições municipais de 2012. Marina, que deixou o PV e se dedica à formulação do Movimento pela Nova Política, vem sendo procurada por pré-candidatos de todo o país para tê-la em seus palanques no próximo ano.

Em geral, os interessados argumentam que pretendem defender a bandeira das cidades sustentáveis e que ter Marina como aliada legitimaria suas campanhas. Maurício Brusadin, um dos formuladores do movimento, diz que "querem pegar carona num processo que a Marina iniciou no Brasil".
Ao sair do PV em julho deste ano, Marina anunciou que não criaria um partido às pressas para lançar candidatos em 2012, mas se dispôs publicamente a apoiar candidatos de outros partidos que defendessem suas bandeiras. Passados quatro meses de propostas de filiação de diversas legendas, o assédio a Marina agora é outro.
- Eles sonham e pedem o apoio de Marina nas eleições municipais. É um assédio de norte a sul.
Há um ano do processo eleitoral, os candidatos à "bênção" de Marina chegam a citar a votação da ex-candidata à Presidência da República em suas cidades e garantem que vão defender a sustentabilidade em seus projetos de governo, diz Brusadin.
- A maioria procura dizendo que quer discutir a plataforma das cidades sustentáveis.
Focada na estruturação do movimento, que já deve lançar o coletivo paulista (o equivalente ao diretório estadual em São Paulo) no próximo mês, Marina tem dito para os aliados que continua disposta a fazer campanha para os candidatos que defenderem suas causas, mas que um eventual apoio em 2012 não estará necessariamente relacionado às eleições de 2014.
- A Marina não tem interesse eleitoral em apoiar ninguém e não vai emprestar o seu nome para interesses eleitorais.
Brusadin é hoje responsável pela agenda de atividades da ex-senadora nas regiões Sul e Sudeste do país.
Os pedidos de apoio que chegam a Marina são direcionados para os coletivos estaduais do movimento, mas ainda não foi estabelecido um critério para definir os apoios regionais. Assim como aconteceu no período em que decidiu se desfiliar do PV, Marina tem preferido submeter os pedidos de apoio à opinião de seus aliados e à discussão nos coletivos regionais. A tendência é que o assunto se torne a pauta principal do encontro nacional do Movimento pela Nova Política, previsto para acontecer em março de 2012.
- Essa discussão terá de ser feita em março e certamente será o debate mais complexo do ano que vem.

















Fonte: R7

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