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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Brasil supera 100 medalhas, e deixa EUA para trás

Depois de golear o Uruguai por 10 a 0, o Brasil é líder do Grupo e enfrenta o México nesta 5ª. Foto: Luciana Vermell/Fotocom/CPB/Divulgação


Em apenas quatro dias , o Brasil já conquistou mais de 100 medalhas nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara: já são 104, sendo 40 de ouro, 30 de prata e 34 de bronze. O forte desempenho levou o País a disparar no quadro geral, já que os Estados Unidos, segundo colocado, têm 66 medalhas no total, com 28 de ouro.
Dos 40 ouros brasileiros, oito foram conquistados na última quarta-feira. A natação, dona de 50 das 104 medalhas, contribuiu com mais 14, quatro delas de ouro. No atletismo, o Brasil ganhou mais duas medalhas douradas: Lucas Prado bateu o recorde Parapan-Americano dos 200m T11, com 22s85, e Thierb Siqueira venceu os 200m T12.
A bocha também garantiu o ouro na classe BC4 no último dia de competições da modalidade, além de dois bronzes com José Carlos Chagas, na BC1, e Clodoaldo Massardi, na BC3.
Mas o pódio mais comemorado do dia foi no ciclismo de pista, com dobradinha verde-amarela na prova de perseguição da classe C4-5. João Schwindt e Soelito Ghor conquistaram ouro e prata, respectivamente, em uma final emocionante no velódromo de Guadalajara.
Outras modalidades avançaram na competição. No tiro com arco, Francisco das Chagas Dantas e Patrícia Layolle garantiram vaga nas decisões do bronze na categoria recurvo, que acontecem nesta quinta-feira.
A Seleção Brasileira de futebol de 5 goleou El Salvador por 10 a 0 e mantêm a liderança da competição. O Brasil agora enfrenta o México nesse quinto dia de competição. No vôlei sentado, depois de dois triunfos, os brasileiros avançaram à final e enfrentam o Canadá em busca de uma vaga na final. Apenas o campeão se classifica para Londres 2012.
A equipe feminina de goalball conquistou sua primeira vitória nos em Guadalajara com uma goleada, 10 a 0 sobre El Salvador e está classificada para a semifinal, com um dia de descanso. Já a equipe masculina enfrenta El Salvador e México depois de golear a Argentina por 14 a 4.
Nesta quinta também acontece a disputa pelo bronze da dupla brasileiro de tênis em cadeiras de rodas, Carlos "Jordan" e Maurício Pomme, ouro no Rio 2007. Eles enfrentam a dupla colombiana Oquendo/Vega.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Tenista Natália Azevedo representa Pernambuco no Parapan do México





O Parapan do México começou no último domingo com a participação de 1.500 atletas de 24 países. Desses, 222 são brasileiros. Eles tentarão ajudar o país a repetir o feito do Parapan de 2007, quando o Brasil terminou no primeiro lugar no quadro de medalhas. Para os pernambucanos, vale a pena ficar atento ao evento já que o estado está bem representando no torneio esportivo.

Uma das atletas que tem tudo para levar a bandeira de Pernambuco ao lugar mais alto do pódio éa tenista Natália Azevedo, de 17 anos. Há oito anos, ela mora no Distrito Federal, mas carrega no sangue o gene guerreiro do estado. A jovem disputará o Parapan na modalidade tênis em cadeira de rodas, que ainda não começou.

Natália precisou amputar as duas pernas quando era criança. Ela foi atropelada por um ônibus, mas o acidente não tirou a alegria de viver da pernambucana, que também já se aventurou na natação. Hoje, Natália não quer saber das piscinas, pois se encantou com o tênis.

- É o esporte mais emocionante e apaixonante. Você tem que pensar bastante e se sente mais dentro do esporte.
 
Tenista Natália Azevedo (Foto: Reprodução/SporTV)Natália foi campeã do Parapan juvenil em 2009
(Foto: Reprodução/SporTV)
O primeiro bom resultado de Natália surgiu há dois anos. Em 2009, ela sagrou-se campeão individual e de dupla no Parapan juvenil da Colômbia. Agora, ela quer repetir o feito para atender um pedido da família.

- Quando eu tava vindo para cá minha mãe disse que sou uma guerreira e posso conseguir a medalha.

A aposta não apenas “corujice materna”. O treinador de Natália, Josimário Ferreira, garante que a pernambucana tem tudo para se dar bem no Parapan do México.

- Ela é uma menina apaixonante e a gente sabe que vale ouro.

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