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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Padre Antonio satisfeito com as manchetes do Brasil em jornais da Europa


ALEGRIA E COMPROMISSO DOS BRASILEIROS


 O que seria, normalmente, um vôo de duas horas, transformou-se em uma viagem de 12 horas, de Roma a Hamburgo, Alemanha. O vôo de Lyon a Hamburgo fora cancelado, tendo que pegar e despachar a bagagem mais uma vez em Lyon, esperar um vôo para Munique e de Monique a Hamburgo. Ao chegar a Munique, trocaram-me o cartão de embarque para Hamburgo, pois o vôo das 19:30h já estava lotado. Tive que esperar o vôo das 21:30h. Cheguei as 23:00h em Hamburgo.

Em meio ao cansaço de um dia em avião e aeroportos, experimentei momento de grande contentamento. De Lyon a Monique, peguei o Le Monde para ler alguma coisa. Qual foi minha surpresa, o Brasil ocupava uma página inteira na secção Planète, com a seguinte manchete “AU BRÉSIL, PETROBRAS PROMET LES RETOMBÉES DE L’OR NOIR AUX POPULATIONS CÔTIÈRES”. No Brasil, a Petrobras promete o impacto do ouro preto para a população do litoral.

Qual a razão de minha satisfação? Simplesmente por ver meu país em manchete de um jornal da Europa com matéria de uma pagina inteira sobre a descoberta de petróleo na costa brasileira. Há alguns anos, era difícil ler em jornais da Europa ou assistir a noticiário de TV matéria sobre o Brasil, a não ser para veicular aspectos negativos de nosso país. Agora o Brasil merece uma página inteira para veicular matéria de importância econômica como esta: La compagnie doit s’instaler dans un milieu protégé pour exploiter les reserves en eaux profondes. A empresa deve se estabelecer em um ambiente protegido para explorar reservas em águas profundas.

O Brasil é um país emergente, ocupando, se não estou enganado, a sexta economia do mundo. Isso nos alegra, eleva auto-estima dos brasileiros, mas ao mesmo tempo exige de todos nós um esforço hercúleo para enfrentar os grandes desafios no mundo da educação, da moralidade pública e da desigualdade social, ainda grande em nosso país. Por isso, alegremo-nos e ajudemos o País a caminhar a passos mais largos para se tornar uma grande Nação, não só uma grande economia, mas um grande povo, uma pátria onde todos seus cidadãos possam viver em paz e felizes. Um sonho! Uma esperança! Um compromisso! Uma realidade que pende de cada um de nós.





Pe. Antonio

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pe, Antonio envia matéria sobre manifestos dos Cristãos na França


O Movimento dos Cristãos Indignados da França lançou um manifesto para uma "conversão econômica e ecológica" dos cristãos e de toda a sociedade no espírito do Ensino Social da Igreja. A reportagem é de Laurent Grzybowski, publicada no sítio da revista francesa La Vie, 20-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Bem-aventurados os sóbrios, porque, em Cristo, revolucionarão o mundo!". Tendo como lema essa nova bem-aventurança totalmente inédita, o Movimento dos Cristãos Indignados reúne cerca de 40 internautas de horizontes socioprofissionais, políticos e religiosos diversos, que permanecem anônimos, por enquanto. Criado durante o verão [europeu], esse movimento acabou de publicar um manifesto para uma "conversão econômica e ecológica" dos cristãos e de toda a sociedade, no espírito do Ensino Social da Igreja. Baseados principalmente na encíclica de Bento XVI Caritas in Veritate e no documento dos bispos [franceses] Grandir dans la crise (Crescer na crise), os signatários convidam a renunciar "com firmeza às lógicas de crescimento, de monopólio e de consumo sem discernimento que caracterizam o modo de vida ocidental".

"Interpelados pela crise que a nossa época atravessa, nos interrogamos sobre as nossas responsabilidades e sobre as do nosso ambiente cristão", escrevem os autores do manifesto. "Associamos a nossa voz à de todos aqueles que denunciam há muito tempo o sistema econômico neoliberal que rege economias e sociedades há cerca de 30 anos". Os signatários afirmam querer colocar novamente o ser humano no centro da economia, encorajando cada indivíduo a optar por boas práticas e gestos concretos para uma vida mais unificada, mais sóbria, mais humana. Isso passa em particular por uma reflexão pessoal sobre as escolhas de consumo e as próprias prioridades na vida cotidiana. Os signatários também convidam os cristãos a transformar o nosso mundo para torná-lo conforme as exigências de paz e de justiça que estão no centro da fé cristã.

"Discípulos de Cristo, não temos medo de expressar a nossa revolta contra uma ordem profundamente antievangélica, cujas consequências desastrosas não podem mais ser contestadas. (...) Como católicos alimentados há mais de um século por uma doutrina social generosa, ambiciosa e crível, ainda podemos defender um sistema econômico que ignora, despreza ou nega os valores humanos essenciais: a proteção dos mais fracos, a solidariedade, as relações desinteressadas, o dom gratuito, o sentido da renúncia, a dedicação à coletividade? Todos esses valores não estão no centro da exigência evangélica?".

O objetivo do Movimento é iniciar uma presença cristã no movimento do decrescimento, a fim de lançar uma alternativa ao modo de vida atual "destrutivo e alienante", que se baseie no Evangelho. A iniciativa, que reivindica uma "visada revolucionária" também se situa em nível individual: encorajar cotidianamente boas práticas e gestos concretos para "uma vida mais unificada, mais sóbria, mais humana". Comprar sempre que possível produtos justos, preferir o armazém do bairro ao supermercado, pertencer a uma Amap [Associação para a Manutenção de uma Agricultura Camponesa, na sigla em francês], consumir produtos orgânicos...

"Cada um dos nossos atos econômicos tem um porte moral ou imoral", afirma um dos signatários. "Como consumidor, eu encorajo aquilo que contribui para colocar o ser humano novamente no centro e para restabelecer as relações humanas?", questiona.

Para esses indignados, "essas ações não são uma lista de condutas às quais o bom cristão deve obrigatoriamente se conformar, mas sim sugestões nas quais cada um pode encontrar, segundo o seu caminho pessoal, matéria de reflexão e de aprofundamento".

"Nós escolhemos expressamente esse nome de 'indignados' para nos inserir nos acontecimentos que estão em pauta há vários meses", afirma outro signatário. "Nossa proposta é dizer com força que, em nome da nossa fé e em nome das exigências do Evangelho, devemos participar dessa indignação geral contra um sistema econômico que gerou uma crise ecológica e espiritual sem precedentes. O sistema econômico liberal, que rege a economia e a sociedade há 30 anos, leva a humanidade a um impasse. Os modelos econômicos de hoje e a forma na qual as nossas sociedades funcionam deve ser revistos profundamente em nossos comportamentos individuais e em nossos modos de viver juntos".




Pe, Antonio

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