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quarta-feira, 4 de julho de 2012

PT de Recife quer tirar ministério do PSB


O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), pode ser a primeira vítima das brigas regionais entre o seu partido e o PT. Pelo fato do gestor ser uma indicação direta do governador de Pernambuco e presidente nacional dos socialistas, Eduardo Campos, a sua exoneração seria vista, nas hostes petistas, como o melhor exemplo de que a guerra é para valer e não tem volta entre as duas legendas. Por isso, alguns cardeais da sigla já ensaiam o discurso da substituição de FBC por um nome de outra legenda “mais fiel” ao Governo.

O assunto teria, inclusive, sido discutido na última reunião da Executiva Nacional do PT, na última terça-feira (3). Na ocasião, a maioria dos reunidos teria fechado questão sobre a necessidade de um rompimento oficial com o PSB, uma vez que os líderes do partido, em seus discursos, se colocam como aliados históricos do PT e do Governo Dilma. O que, para os desconfiados petistas, soa como jogo duplo.

Com a provável movimentação, os petistas apostam na diminuição do poder de fogo do governador Eduardo Campos, com quem o ex-ministro José Dirceu - um dos prováveis líderes do movimento – nunca manteve boas relações. A ideia, ainda embrionária, seria deixar claro para a população que os socialistas fazem oposição à Dilma, tirando de vez a ideia de regionalização da crise.

E a substituição de FBC ainda poderia ajudar o PT a resolver questões eleitorais justamente em capitais como Belo Horizonte (MG), onde a aliança com o PSB foi rompida. Especula-se que o PMDB poderia indicar um nome para o posto em troca de apoio à candidatura do ex-ministro Patrus Ananias. Desse modo, o atual prefeiturável peemedebista, deputado federal Leonardo Quintão, sairia da corrida sucessória para assumir a pasta de Fernando Bezerra.
Há ainda a informação de bastidor que, apesar de satisfeita com os resultados apresentados por FBC, a presidente Dilma não ofereceria resistência em realizar a mudança.  (Brasil 247)














Fonte: Francisco Envangelista

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eduardo perde a Chesf





Dilma está bem próxima de completar o primeiro aniversário da sua gestão sem nomear boa parte do segundo escalão. No Nordeste, estruturas como a Chesf, Sudene, Banco do Nordeste e Codevasf continuam com seus dirigentes da era Lula e não se fala mais no assunto.
Nem mesmo o PT e o PSB, que vinham travando uma briga pelo controle da Chesf, tratam mais do pleito. Sabendo que Dilma havia colocado na geladeira a discussão do segundo escalão, o governador Eduardo Campos priorizou a eleição da mãe para o Tribunal de Contas da União e o que se diz em Brasília é que não terá mais força para emplacar João Bosco no comando da Chesf.
Se a presidente não optar pela continuidade de Dilton da Conti, que faz um bom trabalho, o PT baiano – leia-se governador Jacques Wagner – terá muito mais chances de arrebatar para si o controle da instituição.
A cota, portanto, do governador pernambucano em Brasília estaria já preenchida com Fernando Bezerra na Integração Nacional e Ana Arraes no TCU. Diferentemente de Lula, Dilma preferia  que para a vaga de Ubiratan Aguiar no TCU fosse eleito pela sua base na Câmara dos Deputados o agora ministro Aldo Rebelo.
Eduardo enfrentou as resistências da presidente, se aliou até aos líderes da oposição no Congresso e governadores do outro lado da banca oficial, como Geraldo Alckmin, de São Paulo, e conseguiu a maioria dos votos para derrotar Aldo. Mas pode arquivar o seu projeto de ver João Bosco na Chesf.













Fonte:MagnoMartins

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