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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Gonzaga Patriota diz que Enem como única forma de ingresso na Univasf prejudica alunos do semiárido


A adesão do Enem pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) vem causando bastante polêmica na região nos últimos tempos. É que para ingressar em uma das 23 graduações, o estudante tem que, obrigatoriamente, participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e depois se inscrever no Sisu.

A partir daí, é que o estudante escolhe qual curso pretende se inscrever, tendo a opção de concorrer em duas graduações. O preenchimento das vagas é feito com as notas do Enem e a Univasf dispõe de cinco campi em três Estados. Em Pernambuco, há duas unidades em Petrolina, sendo uma na zona urbana e outra na área rural. Na Bahia, são também dois campi, em Juazeiro e em Senhor do Bonfim. No Piauí, a Univasf está presente no município de São Raimundo Nonato.

Nesta quinta-feira (17), a União dos Estudantes do Vale do São Francisco (Uesva) pretende debater sobre a adoção do Enem nas universidades da região, em uma audiência pública na Casa Plínio Amorim, às 19h. De acordo com o representante da entidade, Hícaro Tharlan de Araújo, o objetivo é mostrar à sociedade os prejuízos com a adoção do Enem. “Da forma que é realizado hoje o Enem na Univasf, por exemplo, os estudantes da região ficam prejudicados e, conseqüentemente, a sociedade, com a falta de profissionais locais. O que queremos é implantação de um sistema de blindagem, que poderia ser adotado com a segunda fase do processo seletivo, como já acontece na Universidade Federal de Pernambuco”, argumentou.

Segundo Gonzaga Patriota, o Enem tem suas vantagens, porém, sua adesão, como único critério para seleção de estudantes da Univasf prejudica os alunos da região. “O Enem é bom, mas a Univasf, na administração anterior, fez uma opção radical quando adotou o Exame como a única maneira de ingresso na Universidade, fato que vem prejudicando estudantes do semiárido. Acho que deveria destinar 30% ao Enem e 70% ao vestibular tradicional”, comentou.


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Aline Benevides 
Assessoria de Comunicação - Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB/PE)

Audiência pública puxada por Odacy sobre Enem/Univasf aconteceu nessa quinta


O plenário da Câmara de Vereadores de Petrolina foi palco nesta quinta-feira (19/4) de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O objetivo do evento foi debater com a sociedade o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como ferramenta de acesso à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
A audiência pública é um instrumento parlamentar que oferece à sociedade a oportunidade de discutir com os seus representantes assuntos de interesse da sociedade. O auditório estava lotado, principalmente com alunos dos cursinhos pré-vestibulares da cidade e também de vários professores tanto da rede pública como privada.
A sugestão da Alepe debater com a comunidade petrolinense a melhor forma de acesso dos estudantes à Univasf foi do Deputado Estadual Odacy Amorim (PT), que presidiu todo o debate, e contou com a participação da Deputada Isabel Cristina (PT) e do Deputado Adalberto Cavalcante (PHS).
Além dos deputados presentes, compuseram a mesa o vereador e professor Nilson Barbosa, presidente da Câmara de Vereadores de Juazeiro, a estudante Estéfani Vilela, presidente da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco, o professor Télio Nobre, vice-reitor da Univasf, o secretário municipal Geraldo Junior, representando a prefeitura e a professora Socorro Ribeiro, Diretora da UPE/Campus Petrolina.
Estiveram também presentes os vereadores Pérsio Antunes, Zé Nildo, Cristina Costa e Osinaldo Souza. Contou-se ainda com a presença de Horácio, Ícaro, Rigel e Guilherme representante dos alunos da Univasf, além da professora e jornalista Vera Lúcia e do professor Rinaldo Remígio, Diretor da Facape.
O intenso debate serviu para que, tanto os estudantes, como os professores e políticos expusessem seus pontos de vistas sobre a melhor maneira de acesso dos estudantes à Univasf.
Na presidência dos trabalhos Odacy Amorim enfatizou que para discutir o assunto era preciso agir com bom senso e serenidade. O deputado disse também que não tinha vergonha em defender mecanismos que possam garantir o acesso de estudantes da região aos cursos da Univasf, principalmente o de medicina e lembrou que a carência de médicos em nossa cidade é muito grande.
Em suas palavras os representantes estudantes, com dados em mãos, externaram suas preocupações tanto com o acesso como também com a permanência dos ingressos na Universidade. “A Univasf não tem pais, ela é de toda a sociedade” disse um dos representantes. “É preciso mais investimento na educação” reinvidicou outro.
Isabel Cristina enfatizou que o prefeito do munícipio ao invês de enviar carta para o Ministério da Educação sem discutir com a sociedade, deveria estar presente para debater o assunto. A deputada também questionou a venda de prédios públicos em Petrolina quando poderia aproveitá-los por exemplo para criar uma residencia estudantil a exemplo de outras cidades.
Em sua apresentação o Vice-reitor da Univasf apresentou números demonstrando que 96% dos alunos são da região nordeste, e boa parte do polo Petrolina e Juazeiro. Segundo o professor Télio o único curso que tem dificuldade de acesso à região é medicina. Ele se comprometeu a levar o conteúdo das discussões da Audiência Pública para o Conselho Universitário que é quem autonomia de decidir sobre a questão.
A audiência terminou por volta das 23h e boa parte da pláteia ficou até ao final demonstrando interesse pelos assuntos tratados.





Fonte: Blog do Francisco Evangelista

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Deputado Odacy Amorim convida todos



O Deputado Odacy Amorim convida todos para uma discussão ampla acerca dos critérios de classificação do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, sobretudo no que tange às universidades localizadas na região do São Francisco, através de uma Audiência Pública conjunta da Comissão de Educação com a Comissão de Negócios Municipais que será realizada no próximo dia 19/04/12, às 19h, na Câmara de Vereadores de Petrolina, Praça Santos Dumont - S/Nº - Centro – Petrolina, com o objetivo de formatar sugestões no sentido de melhorar o modelo atual do referido exame, ou seja, promover o fortalecimento das potencialidades regionais.


A sua presença é muito importante, abrace essa causa.


Com estima,


Sandra Bezerra

sexta-feira, 23 de março de 2012

Prefeito de Petrolina envia ofício ao Ministério da Educação solicitando a exclusão do ENEM


Ainda causa repercussão no meio acadêmico o envio do ofício 47/2012, do prefeito de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, Júlio Lóssio, para o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, solicitando a exclusão do ENEM como única forma de admissão à Universidade Federal do Vale do São Francisco.
No texto do documento, o prefeito cita que “com o ENEM, o acesso dos jovens nativos do semi-árido está cedendo as vagas da Univasf para estudantes do Centro-Sul... A nossa Univasf ocupa o espaço mais frágil do Brasil, sertão de Pernambuco, sertão da Bahia e confins do Piauí. Os nossos jovens talentosos não podem perder a oportunidade de sucesso. O ENEM não cabe entre nós”.
Para o reitor da instituição – que tem campus em Petrolina, Juazeiro (BA), Senhor do Bonfim (BA) e São Raimundo Nonato (PI) - Julianeli Tolentino, o prefeito, assim como qualquer cidadão, tem o direito de se comunicar com os ministérios e apresentar suas demandas e sugestões, no entanto ele acredita que o caminho mais natural teria sido o envio do material para o Conselho Universitário. “O Conselho é a instância maior de discussão dentro da universidade, onde estão os representantes dos professores através dos colegiados, dos técnicos administrativos e dos alunos. Claro que a Univasf foi implantada com o objetivo maior de facilitar o acesso à educação de nível superior para os estudantes aqui da região, mas não podemos nos fechar para as demais áreas”, pontua o reitor.
“Outro detalhe importante e que tem que ser visto é que nossos estudantes não são coitadinhos, menos importantes ou com nível intelectual inferior a qualquer outra pessoa de outras regiões do país. Pelo contrário, temos grandes talentos que não precisam ser tachados de coitados ou ter facilidades para adentrar em uma universidade”, reforça.
De acordo com o reitor, dados da instituição mostram que dos ingressantes em 2011, 96% são da região Nordeste. “A cada ano o Conselho Universitário discute a forma de ingresso de um candidato na instituição. Pode ser que o Conselho venha a decidir por outra opção. Mas hoje o ENEM é tendência. Tecnicamente falando e levando em conta o princípio da economicidade, é o processo mais viável. Seria interessante que houvesse investimentos dos governos nas educações de nível fundamental e médio, porque isso daria muito mais base para que os estudantes tenham mais condições de concorrer com alunos de outras áreas do país e, portanto, ter uma forma justa de ingresso na universidade”, destaca Julianeli Tolentino.






NE10

sábado, 7 de janeiro de 2012

Negado pedido para que nota da redação do Enem fosse descartada


A Justiça Federal no Ceará negou pedido de liminar feito pelo Ministério Público Federal naquele estado para que as notas da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 fossem desconsideradas no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O juiz Leonardo Rezende Martins considerou o pedido do MPF “desprovido de suficiente relevância jurídica”.
Para o magistrado, cabe à administração pública definir os critérios de avaliação e não à Justiça, “salvo quando evidenciado que o dito critério é ilegal e inconstitucional, o que não é o caso”, explica na decisão. O juiz disse que não houve quebra da isonomia, como argumentou o MPF, já que o mesmo critério de correção das provas é aplicável a todos os candidatos e defendeu que alterar as “regras do jogo” depois de realizadas as provas e divulgados os resultados seria uma violação do princípio.
O MPF defendia que a nota da redação deveria ser descartada porque o texto é corrigido por uma metodologia diferente das provas objetivas e as notas não poderiam ser combinadas. As quatro provas objetivas do Enem são corrigidas por meio da Teoria da Resposta ao Item (TRI), modelo estatístico que leva em conta para o cálculo da nota não apenas o número de acertos do candidato, mas o nível de dificuldade de cada item. Já a redação é corrigida pelo formato dos vestibulares tradicionais. Dois professores avaliam o texto e caso haja divergência maior do que 300 pontos – a nota varia de zero a mil – um terceiro corretor é chamado para avaliar e dar a nota final.
Na mesma ação, o MPF também pediu que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo Enem, explicitasse os critérios de correção das provas objetivas já que houve reclamação de alguns candidatos a respeito da pontuação obtida. O juiz Leonardo Martins também negou esse pedido sob alegação de que as informações prestadas pelo Inep sobre o funcionamento da TRI foram suficientes.
–É claro que um leigo em estatística jamais compreenderá inteiramente o funcionamento dessa complexa metodologia. Por essa razão, não se pode estranhar as manifestações críticas de estudantes e pais, insatisfeitos com a suposta ‘obscuridade’ do exame e de seus resultados. Entretanto, essas incompreensões derivadas da percepção subjetiva dos interessados, naturalmente maculadas pela emoção, não invalidam o respaldo científico conferido à TRI–, diz a decisão.
As inscrições para o Sisu começam no sábado. A ferramenta foi criada pelo MEC em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas e permitir ao estudante disputar vagas em diferentes instituições a partir da nota obtida no Enem. Para o primeiro semestre de 2012, serão oferecidas 108 mil vagas em 95 instituições.






Fonte:CDB

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Haddad explicará falhas do Enem


 O ministro Fernando Haddad (Educação) vai participar nesta quarta (23) de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar sobre as falhas do Enem, informa o site do Claudio Humberto. A sessão está marcada para às 16h e será realizada na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Haddad terá de explicar quais foram as medidas tomadas para evitar prejuízos aos estudantes, além disso, ele terá de apresentar ações para evitar problemas nos exames futuros.


A audiência foi proposta pelos deputados Duarte Nogueira (PSDB-SP) e Vanderlei Macris (PSDB-SP). Desde 2009, o Enem sofre com vazamentos de questões e erros de impressão. Neste ano, o TRF-5 anulou questões do exame feito por alunos de uma escola em Fortaleza, que tiveram acesso antecipado as perguntas











Fonte:MagnoMartins

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MPF protocola novo recurso contra decisão da Justiça sobre Enem


O Ministério Público Federal (MPF) protocolou na noite de sexta-feira (11) um novo recurso para reverter a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) que anulou 14 questões da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE). O recurso foi encaminhado por meio da Procuradoria Regional da República da 5ª Região.

Os alunos do colégio cearense tiveram acesso antecipado a 14 questões do Enem por meio de uma apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do exame. Os itens vazaram na fase de pré-testes da prova, da qual estudantes do Christus participaram em outubro do ano passado.

De acordo com o TRF-5, o recurso protocolado pela procuradoria deverá ser julgado na sessão de quarta-feira (16). O MPF quer que essas questões sejam anuladas para todos os 4 milhões de candidatos que participaram do Enem. O órgão havia conseguido uma liminar na Justiça Federal para garantir essa situação, mas ela foi cassada no dia 4 de novembro por decisão do presidente do TRF-5 que decidiu pela anulação das questões apenas para os alunos do Christus, opção também defendida pelo Ministério da Educação (MEC).

Para o MEC, a decisão do TRF “fez justiça a um episódio circunscrito aos alunos do colégio de Fortaleza”. De acordo com a assessoria da pasta, o ministério mantém o entendimento de que a extensão das medidas aos alunos do resto do país é “desnecessária e exagerada”.

Da Agência Brasil

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