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sexta-feira, 23 de março de 2012

Embrapa indica cultivares de amendoim para o Nordeste


Como o amendoim tem grande importância socioeconômica e alimentar para o Nordeste brasileiro, inclusive para a agricultura familiar, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disponibiliza para os produtores de sementes três cultivares com alto potencial produtivo e industrial.

O amendoim é uma leguminosa originária da América do Sul, rica em óleo, proteínas e vitaminas, além de ser importante fonte de energia e aminoácidos. No século XVIII foi introduzido na Europa e no XIX difundiu-se do Brasil para a África e, ainda, do Peru para as Filipinas, China, Japão e Índia. Atualmente o amendoim é apreciado em praticamente todos os países pelo seu incomparável sabor e versatilidade de uso em pratos salgados, em doces e pela indústria de óleos, entre outras aplicações.

Com esse diversificado potencial, o amendoim passou a ser uma das leguminosas produtoras de grãos mais plantadas em todo o mundo, tendo adquirido relevância na alimentação de alguns países da América Latina, da África e da Ásia. Desempenha ainda importante papel social na segurança nutricional e na sustentabilidade da agricultura em áreas áridas e semiáridas de diversos países dos cinco continentes. Em geral, o sistema de produção típico da Arachis hypogaea L., nome científico do amendoim, demanda poucos insumos e baixa mecanização.

No Brasil, para a primeira safra deste ano, a produção esperada do amendoim (em casca) é de 237 mil toneladas e a área a ser colhida é de 79.627 hectares, 4,2% maior que a área colhida na safra anterior, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro de 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mercado do amendoim – São Paulo destaca-se como o maior produtor nacional desse produto e, atualmente, o Sudeste do Brasil é a região com a maior área plantada (mais de 70%), seguido pela região Nordeste (cerca de 15%), cujos principais estados produtores são Bahia, Ceará, Sergipe e Paraíba.

CULTIVARES DE AMENDOIM
A Embrapa indica para a próxima safra do Nordeste as cultivares BR-1, BRS 151 L7 e BRS Havana desenvolvidas pela Embrapa Algodão (PB). Elas apresentam moderada tolerância à pinta preta, à mancha parda, possuem ciclo curto, porte ereto, adaptação ao semiárido brasileiro e atendem ao mercado de grãos – tanto na forma in natura como para indústria.

BR-1 - produz, em média, 1.700 kg/ha de amendoim em casca, quando cultivado no período das águas. Em condições irrigadas seu rendimento em casca está em torno de 3.800 kg/ha. A cultivar é indicada para plantio nas regiões de tabuleiros costeiros do Estado de Sergipe, na Zona da Mata, Agreste e Vales irrigados de Pernambuco, na região do Recôncavo Baiano e no Agreste e Brejo da Paraíba.

BRS 151 L7 - tolerante ao estresse hídrico e indicada para cultivo de sequeiro e irrigado no Nordeste brasileiro. Em regime de sequeiro, essa cultivar apresenta rendimento médio de 1.850 kg/ha em vagens e, em regime irrigado, demonstra potencial produtivo de 4500 kg/ha, com rendimento de semente de 71%. Essas cultivares foram testadas e indicadas para os estados da Paraíba, Pernambuco e Sergipe.

BRS Havana - indicada para cultivo sob condição de sequeiro e irrigado no Nordeste brasileiro. Nos ensaios conduzidos nessa região, a BRS Havana apresentou rendimento semelhante ao da BRS 151 L7, tanto em relação ao desempenho médio (1.850kg/ha em vagens) como em relação ao potencial de produção no regime irrigado (cerca de 4.500kg/ha), cujo rendimento em sementes situa-se em 70%. Recomendada para os estados da Paraíba, Bahia, Pernambuco, Ceará e Sergipe.

Para que os produtores obtenham melhores resultados no cultivo do amendoim, a Embrapa recomenda que seja observado o Zoneamento Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia em Campina Grande
Rua Osvaldo Cruz, 1.143, Centenário - Caixa Postal 174
CEP 58.107-720 – Campina Grande (PB)
Fone: (83) 3341-2314

Mais informações sobre as cultivares da Embrapa na Página de Negócios de Cultivares:  http://snt.sede.embrapa.br/produtos/index/

Texto
Cleidson Nogueira Dias, Lucas Tadeu Ferreira (MTb-DF 3032 e Conrerp-DF 620) e Isaac Leandro de Almeida.
Gerência de Promoção Tecnológica
Fone: (61) 3448-1823

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Unidade de Observação de Morro do Chapéu já produz primeiras uvas


Até o próximo ano a Embrapa processará os primeiros vinhos
(Umburanas - Ba) – “Este é um sonho que está se concretizando”, disse o prefeito de Morro do Chapéu, Cleovar Barreto, ao contemplar, ao lado do secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o primeiro cacho de uva da variedade Cabernet Sauvignon, produzida na Unidade de Observação instalada no município, na Chapada Diamantina. Especialista em uvas viníferas e diretor da Vinícola Miolo, instalada na Bahia na cidade de Casa Nova, Eurico Benedetti ficou encantado com o vigor das mudas e afirmou que “a Miolo fará os primeiros vinhos com as uvas produzidas aqui”. A oferta do empresário foi “brindada” com as novas mudas da variedade Malbec, de origem francesa, que acabaram de chegar à unidade de observação. “O próximo brinde será feito com os primeiros vinhos da Chapada”, projetou o secretário.
“A impressão que tenho é a melhor possível. A videira se dá muito bem nesses solos profundos, com boa penetração das raízes. O vigor das mudas é muito forte, tem desenvolvimento excelente por causa da insolação”, analisou o executivo da Miolo. Ele afirma ainda que os solos e o clima da Chapada reúnem condições muito favoráveis ao cultivo de uva para produção de vinho.

Acompanhado pelos superintendentes de Atração de Investimentos, de Desenvolvimento da Agropecuária e de Agricultura Familiar da Seagri, respectivamente Jairo Vaz , Raimundo Sampaio e Wilson Dias, o secretário Eduardo Salles visitou na manhã desta sexta-feira, (30), a unidade de observação, instalada numa parceria da Seagri/EBDA, Embrapa, Associação de Produtores e Criadores e prefeitura de Morro do Chapéu. Ele afirmou que “este é um momento histórico para o município e para a Bahia. Não tenho a menor dúvida de que em breve a Chapada Diamantina será transformada num importante produtor de uvas viníferas e de vinhos de alta qualidade”.
A visita do secretário e comitiva à unidade de observação foi acompanhada por dezenas de produtores, lideranças políticas e sindicais e prefeitos de municípios vizinhos. Durante o café da manhã oferecido pela prefeitura de Morro do Chapéu, o produtor Odilésio Gomes afirmou que “nada resiste à força do trabalho, e graças ao empenho do governo do Estado através da Secretaria da Agricultura a Chapada está entrando numa fase de transformação social e econômica”.

Instalada há oito meses, a Unidade de Observação de Morro do Chapéu apresenta excelente comportamento, com resultados promissores com as variedades de uvas viníferas, como Cabernet Sauvignon e Chardonnay, dentre outras. O superintendente Jairo Vaz, que desde o primeiro momento acompanha de perto as atividades na Unidade de Observação de Morro do Chapéu, informou que uma segunda leva de mudas será plantada na unidade, das variedades Pinot Noar, Cabernet Blanc, Merlot, Sauvingnon Blanc e Malbec.

“O primeiro passo foi dado com resultados maravilhosos. Agora, numa segunda etapa, vamos observar a variedade que mais se adapta. O terceiro passo será a atração de agentes financeiros para abertura de linhas de financiamento para os pólos de uva que deverão ser instalados na região por produtores da região de outras partes do Brasil”, explicou Eduardo Salles.

MUCUGÊ E RIO DE CONTAS
A avaliação unânime feita por técnicos da Embrapa de que a Chapada Diamantina tem todas as condições de desenvolver uvas viníferas de qualidade levou a Seagri a expandir as ações nessa região, instalando outras unidades de observação. A segunda unidade será instalada em Mucugê, e com esse objetivo a Seagri já assinou protocolo de intenções com o Sindicato dos Produtores Rurais de Mucugê. A terceira unidade será instalada no município de Rio de Contas.

Assim como em Morro do Chapéu, em Mucugê e Rio de Contas serão cultivadas também frutas temperadas, como maçã, ameixa, pêra, pêssego e oliveira, que já é plantada por um grupo francês em Rio de Contas, com bons resultados.  “Estas culturas, a exemplo do que acontece na Europa, permitem a inclusão de pequenos agricultores, constituindo-se em excelente oportunidade para dar sustentabilidade à agricultura familiar e estabelecer parcerias entre os pequenos e os grandes produtores”, afirma Salles.

Ascom Seagri – 30 de setembro de 2011
Josalto Alves – DRT-Ba 931
71.3115.2794  9975.23544  8751.7484

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ProMusa apresenta novo livro da Embrapa sobre Sigatoka-negra


Durante o Simpósio Internacional do ProMusa-ISHS: Bananas e Plátanos, bananicultores de todo o país vão poder se atualizar quanto à Sigatoka-negra, a mais grave doença da cultura. Além da palestra “Fitopatologia – controle de doenças”, que será ministrada pelo pesquisador Zilton Cordeiro, a Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), vai apresentar sua mais recente publicação sobre o assunto.
“Recomendações técnicas sobre a Sigatoka-negra da bananeira” é o nome do livro, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os pesquisadores Zilton Cordeiro e Aristóteles Matos são os editores técnicos, junto com Sebastião Silva, pesquisador aposentado da Embrapa e atualmente professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Também participam como autores os pesquisadores Janay Santos-Serejo e Maurício Coelho Filho, o analista Hermínio Rocha e a bolsista de pós-doutorado Lucymeire Lino.
A publicação traz oito capítulos ricamente ilustrados em que são abordados: Aspectos gerais sobre a bananicultura no país e a doença; O patógeno e sua distribuição geográfica; Danos e importância econômica; Desenvolvimento de sintomas e diagnose; Influência de variáveis climáticas no desenvolvimento da doença; Melhoramento genético da bananeira para resistência à Sigatoka-negra; Variedades de banana resistentes; e Controle integrado da doença.

A doença
A Sigatoka-negra tem como causador o fungo Mycosphaerella fijiensis, que ataca as folhas de bananas e plátanos de forma bastante agressiva. Reduzindo a área fotossintética, diminui o vigor da planta, o que resulta em perdas de até 100% da produção, a depender da cultivar, das condições ambientais e dos manejos culturais. A doença está presente nos principais países produtores dos continentes americano, africano e asiático. No Brasil, está nas principais regiões produtoras.
Recomendações
A adoção de cultivares resistentes, que dispensam o uso de agrotóxicos – prática de elevado custo e com implicações ambientais – é a estratégia da Embrapa Mandioca e Fruticultura no combate à Sigatoka-negra. Desde 1983, a Unidade investe num programa de melhoramento genético que visa obter cultivares resistentes, produtivas, com porte reduzido e menor ciclo de produção. “A caracterização e a avaliação do comportamento de novas cultivares, em diferentes condições, são essenciais ao programa e se constituem numa solução definitiva para o problema”, explica Sebastião Silva, que foi, por 20 anos, o melhorista responsável pelo programa, considerado o melhor do mundo.
A unidade já lançou e recomendou diversas variedades resistentes – Caipira, Thap Maeo, Fhia-18, Maravilha, Pacovan Ken, Japira, Vitória, Caprichosa e Garantida – que são citadas no livro. A publicação traz, ainda, dicas de diferenciar os sintomas da Sigatoka-negra e da Sigatoka-amarela, como escolher o sistema de irrigação adequado, como remover e descartar folhas contaminadas e como utilizar o manejo integrado. Além disso, os autores destacam a importância que a temperatura, a umidade relativa do ar, as chuvas e os ventos têm para o estabelecimento e a disseminação da doença.

Importância da banana
Embora o país não seja um grande exportador - apenas 3% de sua produção vai para o mercado externo - a bananicultura tem grande importância no agronegócio brasileiro: são sete milhões de toneladas anuais, o país é o quarto maior produtor mundial e a agricultura familiar é responsável pela maior parte da produção. “A banana tem enorme importância na geração de renda e na fixação do homem no campo”, afirma Zilton Cordeiro. É, também, uma das culturas preferidas em projetos públicos de irrigação, devido à amplitude do mercado e ao retorno rápido após o primeiro ciclo.
Jornalista: Léa Cunha
(DRT-BA1633)Embrapa Mandioca e Fruticultura
Telefone: (75) 3312-8076
Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)

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