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domingo, 1 de janeiro de 2012

País termina ano com emprego em alta apesar da crise externa


O Brasil fecha 2011 com o patamar de desemprego mais baixo em pelo menos uma década. O cenário é literalmente o inverso do verificado, por exemplo, na França, onde a desocupação é a mais grave em 12 anos. Mas o ritmo de criação de empregos no país poderia ter sido maior ainda. Efeitos indiretos da crise econômica que atinge países desenvolvidos como os Estados Unidos e nações europeias prejudicaram a meta de abertura de postos de trabalho no ano. A indústria foi um dos setores mais prejudicados.
emprego
O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lucio, afirma que a estimativa inicial do governo de 3 milhões de empregos criados no ano exagerava no otimismo. A expectativa foi revista no início do segundo semestre para 2,7 milhões. Em 2010, foram 2,86 milhões com carteira assinada, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego.
A crise nos países ricos fez nações asiáticas como a China voltarem-se a mercados mais aquecidos, como o Brasil. “Temos dificuldades de concorrer com o produto (industrial) chinês”, avalia Ganz Lucio. Setores como o automotivo, especialmente de autopeças, e o de vestuário foram especialmente prejudicados na abertura de postos de trabalho por causa dessa investida.
De janeiro a novembro, foram criados 2,32 milhões de empregos (saldo positivo entre admissões e dispensas) segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ante 2,54 milhões no mesmo período do ano passado. Na indústria de transformação, de janeiro a novembro, foram 357.715 novos empregos e, no mesmo período do ano passado, as novas vagas do setor somaram 638.006. Novembro de 2010 foi atípico, porque ocorreram menos dispensas do que comumente se verifica no período, quando começam desligamentos de trabalhadores temporários no setor.
– O que precisamos fazer é proteger nossa economia e investir em tecnologia para ganharmos produtividade para concorrer com esses produtos– avalia o diretor do Dieese. No que diz respeito aos incentivos, o governo federal promoveu, em agosto deste ano, aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos com menos de 65% do valor de produção realizados no país. Outros setores receberam desonerações pontuais, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o setor têxtil deve ter novas medidas de proteção em 2012.
Ganz Lucio avisa, porém, que as ações são importantes mas podem não bastar. “Essas medidas são necessárias, mas é preciso outras, para incentivar as empresas a produzir nacionalmente e é evidente que o impacto disso é a retomada dos empregos.”
A perspectiva é de que as economias europeias e norte-americana permaneçam em recesão nos próximos anos. Isso quer dizer que haverá menos mercados absorvendo produtos exportados por nações como o Brasil, ao mesmo tempo em que o consumo nacional, de famílias e do governo, continuará a atrair a atenção e os esforços da China e de outros polos industriais.
Isso reforça a importância de o Brasil zelar por seu mercado interno, garantindo bons patamares de emprego. “Preservar os empregos também deve ser um objetivo da nossa política”, avisa o economista.
Em 2011, o país teve bons resultados. A taxa de desocupação calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atingiu em novembro o menor nível da série histórica, iniciada em março de 2002, e chegou a 5,2%. Segundo o pesquisa mensal em sete regiões metropolitanas da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), de São Paulo, e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o desemprego ficou em 9,7% em novembro. Foi a primeira vez em que a taxa ficou abaixo de dois dígitos desde janeiro de 1998, quando a pesquisa começou a ser feita.








Fonte:CorreiosdoBrasil

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Taxa de desemprego para de cair em agosto, mas número é o menor para o mês em nove anos



O desemprego parou de cair entre julho e agosto, nas contas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número de pessoas desocupadas continuou perto de 1,4 milhão e a taxa daqueles que não faziam nada no país continuou em 6%, os mesmo números vistos em julho. Ainda assim, a taxa é a menor já vista em meses de agosto desde o início da pesquisa, em 2002, e é a terceira mais baixa da história.


Entre julho e agosto, o número de pessoas exercendo alguma atividade nas seis maiores regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) do país passou de 22,5 milhões para 22,6 mi. Um ano antes, esse número estava em 22,1 milhões – com 488 mil ocupados a menos do que agora. Já o de desocupados estava perto de 1,6 milhão – com 160 mil a mais do que agora.

As taxas de desempregos regionais tiveram leves aumentos em Recife e Porto Alegre. Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, a taxa subiu só 0,1 ponto percentual, o que representa estabilidade. Em Salvador e em São Paulo, houve quedas pequenas.

Por grupos de atividade, não houve grandes mudanças entre julho e agosto, mas de um ano para cá a construção contratou 118 mil pessoas (7,2% a mais); o comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis, 132 mil (alta de 3,2%); serviços prestados à empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, 169 mil (alta de 5%).

O rendimento médio real dos ocupados aumentou para R$ 1.629,40, 0,5% a mais do que o visto em julho. Frente a agosto do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 3,2%. A massa de rendimento médio real dos ocupados, isto é, a soma dos salários médios de todo mundo que tem emprego ficou em 37,2 bilhões. Esse número está 1,4% acima do visto em julho, e 5,6% do de agosto de 2010. A massa de rendimento é um número importante porque ajuda a dar uma ideia da capa cidade de poder de compra do consumidor.

Fonte:R7

sábado, 3 de setembro de 2011

O boato do "money bag"

Saiu um boato ridículo na internet com o seguinte teor:

"Este ano, Julho terá 5 sexta-feiras, 5 sábados e 5 domingos. Isto acontece uma vez a cada 823 anos. Estes anos sao conhecidos como 'money bags'.

"
Pegaram um fato ocasional, inventaram o número 823, um nome em inglês e espalharam na internet. Ninguém nem se preocupou com as contas, nem estranhou um período tão grande. Nem ao menos checaram os calendários dos últimos dez anos. Muitos simplesmente acreditaram.

Esse fato vai se repetir toda vez que julho começar numa sexta-feira. E isso é bem mais frequente do que a cada 823 anos.

De um ano para outro, o dia da semana em que um mês começa avança um dia. Por exemplo, 01/07/1980 foi terça-feira; em 1981 foi quarta. Em anos bissextos, o início do mês avança dois dias da semana, exceto para janeiro e fevereiro, em que esse avanço duplo é percebido no ano seguinte. Se não fossem os anos bissextos, a cada 7 anos tudo se repetiria, pois o calendário teria passado por todos os dias da semana. Como os anos bissextos mudam esse comportamento a cada 4 anos, podemos dizer que todo o conjunto do calendário, incluindo anos bissextos, se repete regularmente no MMC entre 7 e 4, isto é, a cada 28 anos.

Se você pegar o ano de 2011 e subtrair 28, verá que o mesmo "fenômeno" se repete em 1983 (confira aqui).

Mas não é preciso ir tão longe. A última vez em que isso aconteceu foi em 2006. No entanto, esses anos intermediários são irregulares, difíceis de se prever. Não basta subtrair 5 anos: em 2001 não foi assim. Se quiser achar outro ano igual a este com segurança, basta somar ou subtrair 28 (ou seus múltiplos*). Perceba que, assim como 2011, 1983 precedia um ano bissexto; 2006 não.

* Esse procedimento é seguro com anos entre 1901 e 2099, já que as regras para anos bissextos mudam para alguns anos múltiplos de 100 (não para 2000
).

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Período de safra contribui com a queda do desemprego no Vale de São Francisco

Reprodução/TV Globo

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a taxa de desemprego caiu em algumas capitais do país como Recife, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda de acordo com o IBGE, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o número de novos postos de trabalho também aumentou.

No Vale do São Francisco, um dos fatores que contribui para a queda do desemprego é a época de safra. As oportunidades são muitas nas fazendas de frutas e a agricultora Luzineide Holanda foi uma das que conseguiu retornar ao mercado de trabalho.

“Com o salário que eu ganho aqui, eu tenho como comprar as minhas coisas, com garantia. É melhor, porque eu posso comprar confiante, sabendo que eu vou ter como pagar”, diz.

Sempre no segundo semestre do ano, os fruticultores contratam mais pessoas, para dar conta da demanda do mercado. Só em uma fazenda em Petrolina, no início do mês passado, foram contratados 270 novos funcionários.

“Devido à cultura de uva, nós temos um período que aumenta a necessidade de mão de obra, para fazer as atividades em campo. E, futuramente, aproveitar esse mesmo pessoal para fazer a embalagem da uva”, afirma o gerente da fazenda Maurício Marques.

Os empregos são temporários, mas o período de safra garante salários que duram até seis meses. A oportunidade mudou a vida da agricultora Maria Cícera Pereira: “Teve uma melhora em termos de alimentação, ajuda no butijão, no remédio das crianças...”, conta.

Reprodução/TV Globo



Para quem está disposto a crescer profissionalmente, as chances são ainda maiores. Tatiane Oliveira, por exemplo, começou a trabalhar numa fazenda como estagiária e, agora, é gerente agrícola. Ela chegou recentemente da Europa, onde fez uma especialização na área com tudo pago pela empresa.

“Eu acho que conquistei isso porque desde o meu estágio, no ano de 2005, eu tenho mostrado desempenho, tenho atendido às expectativas da empresa. Por isso que eu estou onde eu estou hoje”, revela.

A empresa em que Tatiane trabalha também aumenta a contratação de mão de obra nesta temporada. No período de safra, o quadro de funcionários aumenta em quase 40%. “É um período em que as janelas do exterior se abrem para o Brasil mandar as frutas. Seja na Europa ou para os Estados Unidos”, diz Tatiane.

De acordo com a gerência do Ministério do Trabalho de Petrolina, a fruticultura está em primeiro lugar no ranking de contratações. A construção civil ocupa a segunda posição, seguido do setor de serviços e comércio.

Reprodução/TV Globo

“Agora em julho de 2011, foram contratados mais 4.242 mil empregados na fruticultura da região. Comparado ao saldo do último ano, há um saldo positivo, quase 1.300 novos empregos na região”, afirma a gerente do Ministério do Trabalho, Raimunda Gomes 


Fonte: PE360Graus

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