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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Decisão provisória do STF limita poderes do CNJ para investigar juiz


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello concedeu uma liminar (decisão provisória) nesta segunda-feira (19) que limita os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar e punir juízes suspeitos de irregularidades. Cabe recurso da liminar, e a decisão final sobre o caso ainda precisará ser analisada pelo plenário da Corte, em fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que, ainda nesta semana, vai recorrer da decisão à Presidência do Supremo - no recesso do Judiciário, é o presidente do tribunal quem analisa os pedidos.

Na decisão individual, o ministro Marco Aurélio entendeu que o conselho não pode atuar antes das corregedorias dos tribunais. Para ele, a competência de investigação do CNJ é subsidiária, ou seja, deve apenas complementar o trabalho das corregedorias dos tribunais.

Até agora, a corregedoria do CNJ funcionava de maneira concorrente aos tribunais, tendo capacidade de abrir investigações contra magistrados e puxar para si casos que tramitavam nos estados. Essa iniciativa, para Marco Aurélio, pode ser mantida sem ferir a Constitiuição, desde que haja uma justificativa, como prescrição e negligência na condução do processo.

“Pode avocar, desde que haja um motivo aceitável. Não pode avocar pela capa do processo. Pode se perceber que não está tocando como deveria ser tocado. O que não pode, em última analise, é atropelar. O CNJ não está acima da Constituição”, disse Marco Aurélio.

Mello é relator de uma ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), contestando a competência do CNJ para investigar e punir a categoria. Para a entidade, o CNJ só deve agir se as corregedorias dos tribunais estaduais não forem capazes de investigar as eventuais suspeitas sobre magistrados.

A AMB pediu liminar para suspender pontos da resolução do conselho que disciplina os processos contra juízes. Diante do tema polêmico, o ministro preferiu não decidir liminarmente e levar o assunto a plenário. A ação foi liberada para julgamento no dia 5 de setembro deste ano, entrou na pauta por 13 vezes, mas não foi julgada. Diante disso, o ministro do STF optou por decidir sozinho, na véspera do recesso do Judiciário.

O ministro do STF também suspendeu regras criadas pelo CNJ para uniformizar o processo de investigação de magistrados nos tribunais. Segundo ele, apenas a Lei Orgânica da Magistratura e os regimentos internos dos tribunais podem estabelecer as normas para processos disciplinares contra juízes.

“O objetivo é evitar concentração de poder. Toda a concentração de poder é perniciosa, como mostra a história. É importante preservar tanto quanto possível a Federação. Estamos a cogitar da atuação de órgão federal em relação a poder estadual. Eu distinguo matérias que estão no âmbito de autonomia dos tribunais”, disse o ministro.

Polêmica
Uma das motivações para que o caso não fosse a plenário foi a crise instalada após a publicação de uma entrevista em que a corregedora-nacional de Justiça, Eliana Calmon, apontou "gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga" em protesto contra a possibilidade de o CNJ ter sua atividade limitada.

O presidente do CNJ e do STF, Cezar Peluso, emitiu nota de repúdio. Entidades de magistrados, como a AMB, criticaram as declarações.

Em entrevista ao G1 no fim de setembro, Eliana Calmon afirmou que considerava a discussão sobre os poderes do CNJ como "perdida". “Vamos perder no STF. Vai ser um retrocesso. Vai esvaziar o CNJ”, afirmou na ocasião.

Fonte: G1

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Secretários e ministro do MDA discutem questões importantes da agricultura familiar



(Brasília – DF) O Conselho Nacional de Secretários de Estado da Agricultura, Conseagri, reuniu-se na noite desta segunda-feira, (3), em Brasília na Churrascaria Porcão, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, MDA. Afonso Florence, e seus secretários, debatendo temas importantes como políticas agrícolas, regularização fundiária, assistência técnica e agroindustrialização. Foi uma reunião de trabalho da qual participaram secretários estaduais de Agricultura, que ficaram impressionados com o conhecimento do setor demonstrado pelo ministro.
“Foi o primeiro evento organizado pelo novo presidente do Conseagri, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, secretário da Agricultura da Bahia, eleito há menos de um mês. “Nós, secretários, queremos ser mais ouvidos e ter voz mais ativa nas decisões nacionais dos ministérios da Agricultura, MDA e outros afins”, afirmou Salles ao ministro Afonso Florence. O secretário explicou que “foi um encontro bem sucedido que teve o objetivo de mostrar ao ministro o desejo da entidade de interagir com o MDA”, Ele considerou ainda que “discutimos com o ministro assuntos de fundamental importância para o futuro das nossas secretarias”.
 “A presidente Dilma está convencida que as políticas públicas para a agricultura familiar são fundamentais para a economia nacional”, disse Florence, assegurando que “queremos pactuar com os estados para avançarmos no acesso à terra, na assistência técnica e na verticalização das culturas”. De acordo com Florence, as ações do MDA estarão sempre inseridas nos programas estaduais.
Durante o encontro, Salles entregou aos secretários estaduais e ao ministro cópia do Programa de Entrepostos frigoríficos, lançado na manhã de segunda-feira em Salvador, pela Seagri/ Agência Estadual de Defesa Agropecuária, (Adab), com o objetivo de dar sustentabilidade à cadeia da carne, combater o abate clandestino e assegurar a segurança alimentar à população. No ato de entrega Salles reivindicou que, para simbolizar a importância do programa para a agricultura familiar, que o MDA aplique recursos para instalar um entreposto em cada estado. “Muito importante o projeto dos entrepostos”, disse o ministro, acrescentando que “o MDA tem interesse de apoiar”.
Os secretários estaduais elogiaram o presidente do Conseagri pela iniciativa de organizar a reunião de trabalho com o ministro do Desenvolvimento Agrário, e discutiram com Afonso Florence questões pertinentes aos seus estados.  .
INTEGRAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
A programação do Conseagri continua na manhã de hoje, (4) com a reunião da entidade com a Subcomissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que está acontecendo neste momento na sala da Comissão de Constituição e Justiça, (CCJ), onde acontece também o “Seminário da Pesquisa e Extensão Rural para a Agricultura Familiar. O encontro conta com a presença maciça dos deputados membros da Comissão de Agricultura e da subcomissão de Agricultura Familiar da Câmara dos Deputados, esta presidida pelo ex-presidente da Emater-MG, deputado federal Zé Silva.
As experiências da Bahia com as políticas públicas executadas pelo governo do Estado foram explanadas pelo secretário da Agricultura da Bahia e presidente do Conseagri, Eduardo Salles. Ele vai destacou dentre outros programas a iniciativa da Bahia de assumir os 2% de juros praticados pelo programa Mais Alimentos, criando condições para que a tecnologia entre nas pequenas propriedades, e também como o governo baiano assumiu 50% do valor da cota dos agricultores familiares e das prefeituras para aderir ao programa Garantia Safra.

Ascom Seagri – 4 de outubro de 2011
Josalto Alves – DRT-Ba 931
71.3115.2794  9975.2354

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