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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Lagoa Grande sai na frente e garante o Garantia Safra para os agricultores familiares do município


Lagoa Grande, no Sertão do São Francisco, foi o primeiro município da região a ter conquistado a reavaliação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a concessão do seguro do Programa Garantia Safra. A informação é do secretário de Agricultura do município, Reginaldo Alencar. Com a reanalise do programa, mais de 1700 famílias que vivem da agricultura familiar em Lagoa Grande receberão o seguro.

“Enviamos toda a documentação no inicio do mês para que os Ministério revisse os critérios de pagamento do programa. Agora estamos felizes por termos sido atendidos”, comemora o secretário. O pagamento será iniciado a partir da segunda quinzena de dezembro de acordo com o calendário de pagamento do programa Bolsa Família no município. Serão pagas duas parcelas do benefício no ultimo mês do ano cada uma no valor de R$ 160,00. Depois segue o calendário em janeiro e fevereiro, quando acontece o último pagamento.

Segundo o consultor da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA em Pernambuco, José Alfredo Junior, serão pagos neste calendário nove municípios do Sertão do estado e outros cinco aguardarão a liberação. “Os cinco restantes que integram o programa no estado aguardam a avaliação de dados do IBGE para que possamos autorizar o pagamento do seguro”, afirma o consultor.

Os agricultores receberão o Garantia Safra nas agências da Caixa Econômica Federal ou nos correspondestes bancários da instituição.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vídeo: Cristália no Globo Rural




Leia a matéria na íntegra:





Basta chover um pouco no sertão e a vegetação logo fica verdinha. Até as flores brotam do chão seco.
No povoado de Cristália, sertão de Pernambuco, o maior índice de chuva na região foi registrado durante a última semana. De acordo com a Universidade Federal do Vale do São Francisco choveu cerca de 70 milímetros na região.
Os moradores da zona rural de Petrolina torcem para que chova ainda mais, pelo menos, o céu está dando bons sinais. Este é o desejo de quem vive do campo.
Segundo os meteorologistas, não é comum chover na região nos primeiros dias de novembro, a ocorrência de chuva é registrada com mais frequência durante a segunda quinzena. “A chuva veio no início do mês e há possibilidade de voltar a chover e da região ter um período chuvoso melhor distribuído este ano”, explica o meteorologista Mário de Miranda.
Fonte: RedeGlobo

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Secretário da Agricultura visita Itapicuru, Inhambupe, Olindina, e Alagoinhas


Em reunião com agricultores familiares produtores de laranja do Assentamento Nossa Senhora do Livramento, Eduardo Salles propõe a organização da pecuária do leite para gerar mais renda aos cooperados
Ao visitar na quarta-feira (5) o município de Itapicuru, de 32 mil habitantes -, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, destacou o fato de que 82% da população do município vive na zona rural e é composta por agricultores familiares, que é a prioridade do governo Jaques Wagner, através da Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri).
A equipe da Seagri, comandada por Eduardo Salles, foi recepcionada pelo prefeito de Itapicuru, José Moreira, e o secretário de agricultura Irrigação e Meio Ambiente, Antônio Carlos “Criança” Oliveira, que saudaram a comitiva que participará hoje, em Alagoinhas, do programa Seagri Itinerante, dizendo que a visita está gerando uma expectativa muito boa no município.
Isso pode ser constatado na visita ao Assentamento Nossa Senhora do Livramento, onde Eduardo Salles participou de uma reunião que contou com a participação de mais de 100 agricultores familiares e lideranças políticas locais.O assentamento, onde vivem, há 11 anos, dezenas de famílias de assentados em uma área de 300 hectares, é um dos dezenas existentes na região, que reúne pequenos produtores agregados em associações ou cooperativas.
No assentamento, o agricultor familiar Antonio Carlos do Nascimento consegue produzir, em três safras por ano, 150 toneladas de laranja em área de 7 hectares. “Montamos uma associação e conseguimos comprar essa antiga fazenda que pertencia à Copener. Em 2010, consegui ter uma renda de R$ 15 mil, que pretendo aumentar para R$ 20 mil neste ano”, diz Nascimento.

Na chegada ao assentamento, Salles foi recepcionado pelos agricultores, que portavam duas faixas. Uma, dos moradores do Assentamento Bom Jesus das Urtigas, reivindicava a implantação de uma Casa de Farinha, e a outra, da Associação Comunidade Povoado Rainha dos Anjos, de Itapicuru, pedia a organização da cadeia produtiva do leite.  O secretário gostou do que viu, dizendo que defende a implantação da pecuária do leite, já que 82% da população de Itapicuru é composta por agricultores familiares, o que já caracteriza uma reforma agrária natural.
“Aqui a pecuária do leite é uma ótima opção. A Bahia é o terceiro maior produtor de leite, mas ostenta apenas ao 23ª. colocação em produtividade. Temos produtividade anual de 540 litros por vaca enquanto em Pernambuco é de 1.500 litros de leite por animal. Podemos avançar muito, fazendo o manejo com pequenos piquetes, e em seguida pensar na instalação de um pequeno laticínio na busca para dar sustentabilidade aos agricultores familiares da região. Vamos avançar juntos, com parceria com os prefeitos, vereadores, lideranças políticas, e de associações e cooperativas. O governo Jaques Wagner está sensível no atendimento dessa prioridade, que é a agricultura familiar”, salientou o secretário estadual da Agricultura.
Segundo Salles, apesar da secretaria contar com apenas 1,6% do orçamento do Estado, 25% da riqueza da Bahia é oriunda da agropecuária. Ele considera que muito ainda pode ser feito, e por isso pretendo visitar todos os 417 municípios baianos até o final de sua gestão. “Já fizemos 23 rodadas como essa em cada canto da Bahia e agora estamos com mais uma Seagri Itinerante em Alagoinha nesta quinta-feira para ouvir as principais demandas dos agricultores da região, grande produtora de laranja e que dá à Bahia a segunda posição entre os maiores Estados produtores”, destacou.
Ele disse que apesar disso a região não contava com nenhuma indústria processadora do suco de laranja, o que garantiria a compra de boa parte da produção, gerando um produto de maior valor agregado. “Fui buscar em São Paulo a vinda de uma empresa, mas consideramos, depois, que a melhor solução seria uma fábrica baiana. Conseguimos que a Brasfruit, instalada em Feira de Santana, optasse por investir R$ 25 milhões para implantar em Rio Real – que concentra 70% da produção da região – sua segunda unidade do Estado”, comemorou o secretário, dizendo que uma empresa de menor porte – talvez uma cooperativa- seria uma boa opção para Itapicuru, o que arrancou aplausos entusiasmados dos presentes.
A visita à região foi sugestão do deputado estadual Aderbal Caldas, que também acompanhou Eduardo Salles. Também presentes o prefeito de Itapicuru, José Moreira, Aerton Guimarães, presidente da Câmara de Vereadores de Itapicuru, o vereador Toni Márcio Rabelo, e o vereador Antonio Jorge Cerqueira, de Ribeira do Amparo, e o secretário de Agricultura, Irrigação e Meio Ambiente de Itapicuru, Antônio Carlos “Criança” Oliveira. Em seguida, a comitiva se deslocou para a Fazenda Colônia – Núcleo Roberto Santos, localizada entre Olindina e Inhambupe, onde Salles participou de reunião com mais de 100 produtores de citros, e lideranças de associações e cooperativas da região
Hoje (6) Eduardo Salles e toda a equipe técnica da Seagri estarão participando, em Alagoinhas, do evento Seagri Itinerante, no auditório da secretaria municipal de Agricultura no Parque de Exposições de Alagoinhas. No período da tarde, ele fará uma visita ao frigorífico Frigoalas, seguido por uma ida a uma propriedade rural no município. À noite, o secretário estadual da Agricultura participa da abertura oficial da Exposição Agropecuária de Alagoinhas, no Parque de Exposições Miguel Santos Fontes.


Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Secretários e ministro do MDA discutem questões importantes da agricultura familiar



(Brasília – DF) O Conselho Nacional de Secretários de Estado da Agricultura, Conseagri, reuniu-se na noite desta segunda-feira, (3), em Brasília na Churrascaria Porcão, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, MDA. Afonso Florence, e seus secretários, debatendo temas importantes como políticas agrícolas, regularização fundiária, assistência técnica e agroindustrialização. Foi uma reunião de trabalho da qual participaram secretários estaduais de Agricultura, que ficaram impressionados com o conhecimento do setor demonstrado pelo ministro.
“Foi o primeiro evento organizado pelo novo presidente do Conseagri, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, secretário da Agricultura da Bahia, eleito há menos de um mês. “Nós, secretários, queremos ser mais ouvidos e ter voz mais ativa nas decisões nacionais dos ministérios da Agricultura, MDA e outros afins”, afirmou Salles ao ministro Afonso Florence. O secretário explicou que “foi um encontro bem sucedido que teve o objetivo de mostrar ao ministro o desejo da entidade de interagir com o MDA”, Ele considerou ainda que “discutimos com o ministro assuntos de fundamental importância para o futuro das nossas secretarias”.
 “A presidente Dilma está convencida que as políticas públicas para a agricultura familiar são fundamentais para a economia nacional”, disse Florence, assegurando que “queremos pactuar com os estados para avançarmos no acesso à terra, na assistência técnica e na verticalização das culturas”. De acordo com Florence, as ações do MDA estarão sempre inseridas nos programas estaduais.
Durante o encontro, Salles entregou aos secretários estaduais e ao ministro cópia do Programa de Entrepostos frigoríficos, lançado na manhã de segunda-feira em Salvador, pela Seagri/ Agência Estadual de Defesa Agropecuária, (Adab), com o objetivo de dar sustentabilidade à cadeia da carne, combater o abate clandestino e assegurar a segurança alimentar à população. No ato de entrega Salles reivindicou que, para simbolizar a importância do programa para a agricultura familiar, que o MDA aplique recursos para instalar um entreposto em cada estado. “Muito importante o projeto dos entrepostos”, disse o ministro, acrescentando que “o MDA tem interesse de apoiar”.
Os secretários estaduais elogiaram o presidente do Conseagri pela iniciativa de organizar a reunião de trabalho com o ministro do Desenvolvimento Agrário, e discutiram com Afonso Florence questões pertinentes aos seus estados.  .
INTEGRAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
A programação do Conseagri continua na manhã de hoje, (4) com a reunião da entidade com a Subcomissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que está acontecendo neste momento na sala da Comissão de Constituição e Justiça, (CCJ), onde acontece também o “Seminário da Pesquisa e Extensão Rural para a Agricultura Familiar. O encontro conta com a presença maciça dos deputados membros da Comissão de Agricultura e da subcomissão de Agricultura Familiar da Câmara dos Deputados, esta presidida pelo ex-presidente da Emater-MG, deputado federal Zé Silva.
As experiências da Bahia com as políticas públicas executadas pelo governo do Estado foram explanadas pelo secretário da Agricultura da Bahia e presidente do Conseagri, Eduardo Salles. Ele vai destacou dentre outros programas a iniciativa da Bahia de assumir os 2% de juros praticados pelo programa Mais Alimentos, criando condições para que a tecnologia entre nas pequenas propriedades, e também como o governo baiano assumiu 50% do valor da cota dos agricultores familiares e das prefeituras para aderir ao programa Garantia Safra.

Ascom Seagri – 4 de outubro de 2011
Josalto Alves – DRT-Ba 931
71.3115.2794  9975.2354

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Unidade de Observação de Morro do Chapéu já produz primeiras uvas


Até o próximo ano a Embrapa processará os primeiros vinhos
(Umburanas - Ba) – “Este é um sonho que está se concretizando”, disse o prefeito de Morro do Chapéu, Cleovar Barreto, ao contemplar, ao lado do secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o primeiro cacho de uva da variedade Cabernet Sauvignon, produzida na Unidade de Observação instalada no município, na Chapada Diamantina. Especialista em uvas viníferas e diretor da Vinícola Miolo, instalada na Bahia na cidade de Casa Nova, Eurico Benedetti ficou encantado com o vigor das mudas e afirmou que “a Miolo fará os primeiros vinhos com as uvas produzidas aqui”. A oferta do empresário foi “brindada” com as novas mudas da variedade Malbec, de origem francesa, que acabaram de chegar à unidade de observação. “O próximo brinde será feito com os primeiros vinhos da Chapada”, projetou o secretário.
“A impressão que tenho é a melhor possível. A videira se dá muito bem nesses solos profundos, com boa penetração das raízes. O vigor das mudas é muito forte, tem desenvolvimento excelente por causa da insolação”, analisou o executivo da Miolo. Ele afirma ainda que os solos e o clima da Chapada reúnem condições muito favoráveis ao cultivo de uva para produção de vinho.

Acompanhado pelos superintendentes de Atração de Investimentos, de Desenvolvimento da Agropecuária e de Agricultura Familiar da Seagri, respectivamente Jairo Vaz , Raimundo Sampaio e Wilson Dias, o secretário Eduardo Salles visitou na manhã desta sexta-feira, (30), a unidade de observação, instalada numa parceria da Seagri/EBDA, Embrapa, Associação de Produtores e Criadores e prefeitura de Morro do Chapéu. Ele afirmou que “este é um momento histórico para o município e para a Bahia. Não tenho a menor dúvida de que em breve a Chapada Diamantina será transformada num importante produtor de uvas viníferas e de vinhos de alta qualidade”.
A visita do secretário e comitiva à unidade de observação foi acompanhada por dezenas de produtores, lideranças políticas e sindicais e prefeitos de municípios vizinhos. Durante o café da manhã oferecido pela prefeitura de Morro do Chapéu, o produtor Odilésio Gomes afirmou que “nada resiste à força do trabalho, e graças ao empenho do governo do Estado através da Secretaria da Agricultura a Chapada está entrando numa fase de transformação social e econômica”.

Instalada há oito meses, a Unidade de Observação de Morro do Chapéu apresenta excelente comportamento, com resultados promissores com as variedades de uvas viníferas, como Cabernet Sauvignon e Chardonnay, dentre outras. O superintendente Jairo Vaz, que desde o primeiro momento acompanha de perto as atividades na Unidade de Observação de Morro do Chapéu, informou que uma segunda leva de mudas será plantada na unidade, das variedades Pinot Noar, Cabernet Blanc, Merlot, Sauvingnon Blanc e Malbec.

“O primeiro passo foi dado com resultados maravilhosos. Agora, numa segunda etapa, vamos observar a variedade que mais se adapta. O terceiro passo será a atração de agentes financeiros para abertura de linhas de financiamento para os pólos de uva que deverão ser instalados na região por produtores da região de outras partes do Brasil”, explicou Eduardo Salles.

MUCUGÊ E RIO DE CONTAS
A avaliação unânime feita por técnicos da Embrapa de que a Chapada Diamantina tem todas as condições de desenvolver uvas viníferas de qualidade levou a Seagri a expandir as ações nessa região, instalando outras unidades de observação. A segunda unidade será instalada em Mucugê, e com esse objetivo a Seagri já assinou protocolo de intenções com o Sindicato dos Produtores Rurais de Mucugê. A terceira unidade será instalada no município de Rio de Contas.

Assim como em Morro do Chapéu, em Mucugê e Rio de Contas serão cultivadas também frutas temperadas, como maçã, ameixa, pêra, pêssego e oliveira, que já é plantada por um grupo francês em Rio de Contas, com bons resultados.  “Estas culturas, a exemplo do que acontece na Europa, permitem a inclusão de pequenos agricultores, constituindo-se em excelente oportunidade para dar sustentabilidade à agricultura familiar e estabelecer parcerias entre os pequenos e os grandes produtores”, afirma Salles.

Ascom Seagri – 30 de setembro de 2011
Josalto Alves – DRT-Ba 931
71.3115.2794  9975.23544  8751.7484

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Chapada Diamantina pode se transformar em um dos maiores produtores de vinhos finos do mundo‏

( Mucugê – BA) - Com solo e clima semelhantes aos das regiões produtoras da França e aos do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, a Chapada Diamantina pode ter sua realidade mudada com a produção de uvas especiais e se transformar em uma das maiores produtoras de vinhos finos do mundo. Foi o que disse o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, ao assinar, no município de Mucugê, protocolo de intenções com o Sindicato Rural de Mucugê para a instalação de uma unidade de observação de uvas viníferas para produção de vinhos finos em parceria da Seagri/EBDA e a Embrapa.  

“A unidade de Mucugê é a segunda que vamos implantar”, disse ele, lembrando que a primeira, instalada em Morro do Chapéu, há cerca de oito meses, está apresentando excelente comportamento, antecipando resultados promissores com as variedades de uvas viníferas, como Cabernet Sauvignon e Chardonnay. De acordo com o secretário, uma terceira unidade de observação também será instalada no município de Rio de Contas. O ato de assinatura do protocolo de intenções contou com as presenças dos prefeitos dos municípios de Mucugê, Fernando Medrado; de Andaraí, Wilson Cardoso, e de Itaetê, Ademar Souza, e do superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz, dentre outras lideranças.

Assim como em Morro do Chapéu, em Mucugê e Rio de Contas serão cultivadas também frutas temperadas, como maçã, ameixa, pêra, pêssego e oliveira, que já é plantada por um grupo francês em Rio de Contas, com bons resultados.  Estas culturas, a exemplo do que acontece na Europa, permitem a inclusão de pequenos agricultores, constituindo-se em excelente oportunidade para dar sustentabilidade à agricultura familiar e estabelecer parcerias entre os pequenos e os grandes produtores”, analisou o secretário.

O secretário da Agricultura destacou que a Embrapa detectou que a Chapada tem clima e solo com condições ideais para a produção de vinhos finos, com algumas semelhanças às melhores regiões produtoras da França e afirmou que a perspectiva é de que em alguns anos a Chapada se torne uma das maiores e melhores regiões produtoras de vinhos finos do mundo.


Ascom/ Seagri – 26 de setembro de 2011
Josalto Alves DRT-Ba 931
(71) 3115-2737. 2794. 2767 9975.2354

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Secretário da agricultura debate agroindustrialização no Agenda Bahia

O secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, participa na manhã desta quarta-feira, (14), às 11:30h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, (Fieb), no Stiep, do debate “Estratégias para a industrialização vitoriosa”. O evento faz parte da programação do Agenda Bahia, promovido pelo grupo Rede Bahia, em parceria com a Fieb.

O secretário vai falar sobre as ações do Estado para agroindustrializar a Bahia, que, entre outras iniciativas vitoriosas, já está recebendo uma unidade da Casa Valduga, em Juazeiro, para produzir sucos, geléias e posteriormente espumantes, e uma unidade do grupo chinês Chongqing para esmagar soja em Barreiras. Salles vai abordar também a possibilidade de uma nova onda de migração gaúcha para investir em pequenas vinícolas no Vale do São Francisco, e discutir a questão da compra de terras por estrangeiros. “O Brasil está perdendo diariamente milhões de dólares e a oportunidade de gerar milhares de empregos por causa da proibição de aquisição de terras por estrangeiros”, afirma.

O secretário da Agricultura defende que os empresários que desejam investir no Brasil devem ter o direito de adquirir terras suficientes para produzir 50% da capacidade instalada de processamento. O debate faz parte da programação do Seminário Agronegócio- Economia Climática e Industrialização, que vai reunir dirigentes de empresas e instituições e especialistas para discutir e apontar diretrizes.

Ascom Seagri- 14 de setembro de 2011

Tatiana Ribeiro DRT-Ba 3800 - 3115.2794 2737 2767

3115-2737/2767

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Agricultores familiares de Juazeiro aumentam renda com horta comunitária

Os agricultores familiares dos bairros João Paulo II e Pau Preto, que plantaram legumes e hortaliças de forma comunitária já estão colhendo os frutos da atividade. A produção de alface, coentro, cebolinha, rúcula, pimentão, espinafre, couve-flor dessas hortas são comercializadas em feiras livres de Juazeiro, a ação faz parte do projeto de fomento da agricultura familiar da Secretaria da Agricultura (Seagri), através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em parceria com a Prefeitura Municipal de Juazeiro.

No primeiro semestre a EBDA realizou dias de campo nessas localidades, assim como atividades de assistência técnica e extensão rural (Ater) em comunidades dos 10 municípios que compõem o Território do Sertão do São Francisco, o que gerou uma produção, a priori, de consumo interno. Com a ratificação das hortas, os agricultores familiares decidiram aumentar a produção e comercializar o excedente. É o caso do agricultor Bartolomeu Dias (54), que teve um acréscimo de 20% em sua renda familiar somente com a venda desses produtos.

“Com as dicas da EBDA aprendi a plantar, juntamente com todos da minha comunidade. Hoje tenho a minha própria horta e com a venda das hortaliças pude juntar um dinheirinho e comprar uma televisão de LCD. Ganho, em média, R$ 600,00 fazendo frete e com a produção da horta consigo aumentar até R$ 200,00 por semana na minha renda. Minha família cuida da horta e eu vendo nas feiras livres”, afirmou o agricultor.

Para Edmundo Ribeiro, engenheiro agrônomo da empresa, a horta tem um papel fundamental nas comunidades, pois servem como fonte de alimentos saudáveis e de renda para as famílias do território. A EBDA fornece os insumos da horta, que é manejada com técnicas agroecológicas. “Quanto ao lucro, toda a comunidade é beneficiada, principalmente, com qualidade de vida através de uma boa alimentação, a comercialização do excedente e os recursos arrecadados são revertidos para a própria comunidade”, esclareceu Ribeiro.

Segundo Osvaldo Lopes, gerente regional da EBDA em Juazeiro, o objetivo deste trabalho é ratificar as hortas comunitárias no território do Sertão do São Francisco, onde elas devem produzir hortaliças com qualidade e em quantidade. Faz parte das ações de Ater: cursos sobre melhoramento do solo com adubação orgânica, utilização racional da água, construção de canteiros, e compostagem.

A expectativa é incluir esses produtos na merenda escolar estadual e municipal, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), já que existe uma determinação governamental assegurando que 30% da merenda escolar seja adquirida de agricultores familiares. “O ganho é geral com esse processo: o estado e os municípios fomentando a agricultura local, os agricultores remunerados com preços justos, e as crianças, que passam a consumir produtos de boa qualidade, sem agrotóxicos”, completou Lopes.

EBDA/Assimp - 12/09/2011

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

EBDA capacita técnicos para atuar no Programa Brasil Sem Miséria em Irecê

Agricultores familiares que vivem em situação de extrema pobreza no Território Irecê serão prioridade nas ações desenvolvidas pelo Programa Brasil Sem Miséria, do Governo Federal, executado pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA). Com esse intuito, a Empresa, vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), realiza, entre os dias 12 e 17 de setembro, no Centro de Formação de Agricultores Familiares de Irecê (Centrefértil), uma capacitação para cerca de 50 técnicos que deverão atuar através do programa no Território.

O evento, que será conduzido por técnicos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, capacitará profissionais para atender a Chamada Pública 001/2011 do Programa Brasil Sem Miséria. Os técnicos capacitados, das áreas de ciências agrárias, saúde e educação, atuarão como agentes multiplicadores e também como interlocutores entre as políticas públicas e as famílias assistidas.

O Gerente Regional da EBDA em Irecê, Joelson Matos, explica que no Território são cerca de 4.800 famílias vivendo em extrema pobreza, e que com a contratação de uma equipe multidisciplinar, a gerência pretende reduzir ao máximo esse indicativo. “Estamos fazendo um trabalho diferenciado para atender os agricultores familiares. O Nordeste é a região mais afetada pela pobreza e o Território Irecê lidera na Bahia: precisamos reverter esse quadro”, afirma Matos.

Mais produção e renda

Por meio das Chamadas Públicas, o Governo Federal atenderá individualmente as famílias rurais em extrema pobreza, fornecendo assistência técnica e extensão rural específicos. O atendimento, que está previsto para iniciar ainda em Setembro, será feito ao longo de 17 meses, quando as equipes multidisciplinares realizarão um Diagnóstico da Unidade de Produção Familiar (UPF), utilizando modelos de formulários fornecidos pelo próprio MDA e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Além de encaminhar o acesso de agricultores familiares às políticas públicas, os dados permitirão a elaboração do Projeto de Estruturação Produtiva e Social Familiar.

Em Irecê, os profissionais contratados pela EBDA vão monitorar a produção e a renda dos agricultores assistidos, com o objetivo de promover a estruturação produtiva e social das unidades familiares. Além disso, a equipe realizará também um mapeamento das carências das famílias, como documentação, acesso a benefícios sociais, alfabetização, casa, água, luz e estrada, encaminhando as demandas aos órgãos responsáveis na estrutura administrativa local. Com essas ações, a EBDA pretende estruturar a produção para o consumo das próprias famílias, e também para comercialização do excedente em mercados locais.

EBDA/Assimp, 09/09/2011

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Secretário da Agricultura participa do lançamento do Projeto Renorbio

O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, participa amanhã (9), às 9 da manhã, no auditório Hélio Reis de Oliveira, do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), no município de Ilhéus, do lançamento do projeto Renorbio, que envolve os aspectos relacionados a revitalização da cacauicultura e dinamização da cacauicultura nacional.

A pesquisa foi estruturada para contemplar abordagem de combate à doença – causada pelo fungo “Moniliophtora perniciosa”-, que reduziu a produção brasileira de cacau de 400 mil toneladas, ao final da década de 1980, para menos de 100 mil toneladas em uma década.

O superintendente da Ceplac na Bahia, Antonio Zózimo de Matos Costa destaca que o Cepec vem desenvolvendo pesquisas cientificas de combate ao fungo, desde o primeiro ataque da praga vassoura-de-bruxa, em 1989, na Região Cacaueira baiana. Além de ter produzido 39 clones com genes tolerantes e resistentes à doença, os pesquisadores da Ceplac também desenvolveram tecnologias que integram o manejo integrado da vassoura-de-bruxa com controles cultural, biológico, genético e químico.

O projeto obteve recursos de R$ 6 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e do próprio Ministério da Agricultura. O fundo tem R$ 4 milhões do MCT e contrapartida de R$ 2 milhões do Mapa, através da Ceplac. Além da Ceplac, o projeto envolve a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Recursos Genéticos e Biotecnologia (Embrapa/Cenargen).

O controle da vassoura-de-bruxa no cacau será pelos fatores: desenvolvimento de novas variedades para plantio comercial, com adequada qualidade de produto, boas características gerais e maior durabilidade de resistência, a partir da acumulação de genes de resistência e utilização de variedades com diferentes conjuntos de genes associados a este caráter.

Além disso, a identificação de novos genes de resistência à vassoura-de-bruxa e marcadores ligados a estes, visa dar suporte à obtenção de variedades de cacaueiro com resistência durável, através da associação de diferentes genes de resistência. Ainda, a produção de fungicida à base de moléculas de RNAs homólogas a genes essenciais aos processos de infecção, crescimento, obtenção de nutrientes, reprodução ou outros aspectos da patogenicidade do agente causal da vassoura-de-bruxa; e estabelecimento de bases para produção de plantas transgênicas de cacau, visando o controle da doença.

Cacau no território do Litoral Sul

Segundo dados do IBGE a produção de cacau no Litoral Sul, que abrange, dentre outros, os municípios de Ilhéus e Itabuna, é de 123.966 toneladas, numa área plantada de 430.099 e produtividade de 288 kg/ ha.

Ascom/ Seagri e Ceplac– 08 de setembro de 2011

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Entrevista à imprensa anuncia retorno de José Tenório à presidência do STR.


O presidente licenciado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina, José Tenório dos Santos, concederá entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira (05), para anunciar seu retorno à presidência da entidade. A coletiva acontecerá às 9 horas, no auditório do STR Petrolina, localizado na Avenida das Nações, nº 280, 1º andar – Vila Mocó, em Petrolina.

Além de Tenório, participarão da coletiva a Secretária de Finanças, Maria do Carmo Marinho Lopes (também licenciada) o vice-presidente Antonio Nilson do Nascimento, que assumiu interinamente a administração do sindicato por mais de dois meses e, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Pernambuco (FETAPE), Doriel Barros, que acompanhou todo processo através da Comissão Estadual de Ética Sindical da FETAPE, que contou também com a colaboração da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Retrospectiva: O presidente José Tenório do Santos e a Secretária de Finanças, Maria do Carmo Marinho Lopes, pediram licença de seus respectivos cargos no STR Petrolina, no dia 14 de junho de 2011, para que o Ministério Público do Trabalho apurasse as denúncias de irregularidades proferidas contra a administração da entidade.

Lucilene Santos Ascom

sábado, 3 de setembro de 2011

Fogo atinge 10 hectares de fazenda de exportação de manga na Bahia

Dez hectares de uma fazenda de exportação de manga foi atingida pelo fogo na tarde deste sábado (3) na BA 210, estrada que liga Juazeiro a Curaçá. Centenas de árvores em produção foram queimadas e os sistemas de irrigação derreteram. O fogo foi controlado após duas horas do surgimento do primeiro foco.

Os funcionários da fazenda acreditam que o incêndio pode ter sido criminoso, já que está não foi a primeira vez que o fogo destruiu áreas da propriedade. Funcionários e o proprietário da fazenda avaliaram o prejuízo em cerca de R$ 100 mil. Segundo funcionários da fazenda, os prejuízos poderiam ter sido menores se o corpo de bombeiros da cidade tivesse estrutura básica para apagar incêndios. De acordo com os funcionários, os bombeiros chegaram rápido à fazenda, mas só iniciaram o serviço com a chegada de um caminhão pipa do corpo de bombeiros de Petrolina.

Fonte: G1 BA

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Agricultor britânico cultiva cebola do tamanho de uma cabeça.

O agricultor britânico Joe Atherton cultiva vegetais gigantes em sua propriedade em Mansfield, na Inglaterra. Entre os que chamam atenção estão um alho-poró, que mais parece uma palmeira, e uma cebola do tamanho de uma cabeça.

Adolescente Lucy Skinner, de 11 anos, exibe as cebolas gigantes. (Foto: Nick Obank/Barcroft Media/Getty Images)Adolescente Lucy Skinner, de 11 anos, exibe as cebolas gigantes. (Foto: Nick Obank/Barcroft Media/Getty Images)
Lucy Skinner com o alho-poró que mais parece uma palmeira. (Foto: Nick Obank/Barcroft Media/Getty Images)Lucy Skinner com o alho-poró que mais parece uma palmeira. (Foto: Nick Obank/Barcroft Media/Getty Images)
Fonte: G1

Citricultura baiana tem excursão técnica

Realizar uma excursão técnica interdisciplinar e interinstitucional visando avaliar aspectos técnicos da citricultura baiana no Litoral Norte (Rio Real - Faixa dos Tabuleiros Costeiros) e no Agreste de Alagoinhas (Inhambupe e Itapicuru). Com esta finalidade a EBDA, vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), em parceria com outros órgãos, une esforços na análise das necessidades de pesquisas prioritárias para a citricultura nessas regiões.

Com início hoje (1º) no município de Inhambupe, a excursão segue até amanhã (2) com visitas em propriedades agrícolas, assentamentos e áreas experimentais. “Por se tratar de regiões de transição climática, onde está concentrada cerca de 70% da citricultura da Bahia, este trabalho resultará no desenvolvimento de estudos técnico-científicos, de acordo com as demandas identificadas”, explicou Nilton Caldas, engenheiro agrônomo da EBDA e coordenador das ações para os citros.

A atividade será encerrada com uma reunião no Auditório Rokuro Shibata, localizado na Fazenda Lagoa do Coco, no município de Rio Real, para formalizar as principais ações a serem realizadas, para a citricultura, no estado da Bahia e Sergipe.

Coordenada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a excursão conta, além da EBDA, com a participação da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical; da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab); das Secretarias de Agricultura de Rio Real, Itapicuru, Inhambupe e Castro Alves; Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia); Secretaria de Estado da Agricultura, do Abastecimento e da Irrigação de Sergipe (Seagri-SE), por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); Embrapa Tabuleiros Costeiros; Associação dos EngenheirosAgrônomos de Sergipe (Aease); Banco do Nordeste (BNB), dentre outros.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Questões do cacau discutidas no Ministério da Agricultura‏


Questões do cacau discutidas no Ministério da Agricultura

Com o objetivo de discutir assuntos importantes inerentes à cacauicultura, entre eles as questões das regras para as importação de cacau e das dívidas do cacau, uma comitiva baiana composta pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles; diretor geral da Ceplac, Jay Wallace; presidente da Associação de Produtores de Cacau (APC), Henrique Almeida; presidente da Câmara Setorial Nacional do Cacau, Durval Libânio; diretor de agropecuária da Seagri, Almeida Júnior; Guilherme Pinto, diretor da APC; José Meneses Lima Júnior, gerente executivo do BNB, e Delcy Andrade, gerente do BNB de Itabuna, reuniram-se nesta terça-feira, (30), em Brasília, com o assessor especial Gerardo Fontelles, na sala da assessoria do Ministério da Agricultura e Pesca (Mapa).

Dívida do Cacau - Pesa

Foi solicitado ao Mapa que o Banco do Nordeste do Brasil assuma as dívidas do Pesa, e a possibilidade de nova prorrogação do Artigo 7º da Lei 11.775, para julho de 2012, permitindo a renegociação das dívidas dos produtores de cacau que ainda não conseguiram renegociar.

Por orientação de Fontelles, o grupo vai preparar simulações e propostas, que deverão ser encaminhadas nos próximos dias para que possam ser estudadas pela diretoria do BNB.

Regras de importação

Participando de reuniões em Hanoi, Vietnã do Norte, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura e Pesca (Mapa), Cosam Coutinho, conversou por telefone com o secretário Eduardo Salles, assegurando que nenhuma mudança nas regras de importação do cacau será feita sem que antes o assunto seja discutido com a Ceplac e com a Câmara Setorial do Cacau.

Maior produtor nacional de cacau, a Bahia exporta amêndoas especiais para países da Europa, mas importa cacau da Indonésia e da África.


Ascom Seagri - 31 de outubro de 2010
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Produção agrícola com respeito ao meio ambiente







Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) foi debatido hoje em seminário no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB)

A parceria com agentes financeiros como Banco do Brasil (BB) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB), entre outras instituições, foi apontada pelo secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, como de fundamental importância para o avanço doPrograma Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC) na Bahia.

O secretário afirmou que este programa apesar de ser importantíssimo para a agropecuária brasileira e ter sido lançado nacionalmente há cerca de um ano atrás, na sua opinião, ainda não decolou, e cabe a todos nós avaliarmos o porque disto. "Acredito que este seminário é o primeiro passo para mudarmos o rumo do Programa ABC ao menos aqui na Bahia, e para efetivarmos isto vamos depender da união de todos: agentes financeiros, governos federal, estadual, municipal, e agropecuaristas”, diz Eduardo Salles.

O secretário da Agricultura representou o governador Jaques Wagner na abertura do Seminário de Sensibilização e Difusão do Programa ABC no Estado da Bahia, que acontece hoje (25) no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Segundo ele, é fundamental a importância do financiamento - com recursos a juros interessantes e com prazo de carência - para produtos “linkados” com o meio ambiente, visando conseguir uma produção agrícola que respeite os compromissos ambientais.

O desafio proposto pelo secretário foi bem recebido por Nilo Meira Filho, superintendente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). “O BNB tem compromisso com esse programa, com destaque aos agricultores familiares cujo maior contingente está na Bahia. Temos uma carteira ativa de R$ 900 milhões e pretendemos superar a meta de R$ 1 bilhão ainda este ano”, informou Meira.

Já Paulo Hashimoto, superintendente do Banco do Brasil, informou que a meta é aprender mais sobre o Programa ABC, inclusive para poder destinar equipes para assessorar os agricultores familiares. “Temos 48 projetos na carteira e uma verba de R$ 10 milhões, que serão liberados até o dia 30 de setembro”, informou Hashimoto.

A superintendente federal do Ministério da Agricultura na Bahia, Maria Delian Gomes Sodré, afirmou que o Programa ABC, lançado pelo ministério em 2010, tem a emissão de baixo carbono como compromisso. “A nível mundial, foi firmado em 2009, em Copenhaguem, estabelecendo a meta de reduzir em 20% a emissão de carbono até 2015. O programa é uma das prioridades do Ministério da Agricultura, pois o mundo necessita cada vez mais de alimentos e, por isso, o Brasil precisa produzir muito e de forma sustentável. A Bahia constituiu um grupo gestor do programa e este seminário é a sua primeira e importante atividade”, destacou Maria Delian.

Programa ABC

O programa tem o objetivo de aliar a produção de alimentos e bionergia com a redução dos gases de efeito estufa. Suas ações estão inseridas no Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 e prevêem aplicação, em todo o Brasil, de R$ 3,1 bilhões em técnicas que garantem eficiência no campo, com balanço positivo entre sequestro e emissão de dióxido de carbono (CO2).

Estão garantidos recursos a agricultores e cooperativas, com limite de financiamento de R$ 1 milhão por beneficiário. O crédito será financiado com taxa de juros de 5,5% ao ano e prazo de reembolso de 12 anos. Até 2020 a previsão é de recursos de R$ 150 bilhões.

Para difundir uma nova agricultura sustentável, que reduza o aquecimento global e a liberação de carbono na atmosfera, o Programa ABC incentiva seis iniciativas básicas com metas e resultados previstos até 2020: Plantio direto na palha, Recuperação de pastos degradados, Integração lavoura-pecuária-floresta, Plantio de florestas comerciais, Fixação biológica de nitrogênio, e Tratamento de resíduos animais.

A técnica do plantio direto na palha dispensa o revolvimento do solo e evita a erosão com a semeadura direta na palha da cultura anterior. A técnica protege o solo, reduz o uso de água, aumenta a produtividade da lavoura e diminui despesas com maquinário e combustível. O objetivo é ampliar os atuais 25 milhões de hectares para 33 milhões de hectares. Esse acréscimo permitirá a redução da emissão de 16 a 20 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Recuperação de pastos degradados

O objetivo é transformar as terras desgastadas em áreas produtivas para a produção de alimentos, fibras, carne e florestas. A previsão é recuperar 15 milhões de hectares e reduzir entre 83 e 104 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

A integração lavoura-pecuária-floresta busca alternar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área. Isso recupera o solo, incrementa a renda e gera empregos. A meta é aumentar a utilização do sistema em 4 milhões de hectares e evitar que entre 18 e 22 milhões de toneladas de CO2 equivalentes sejam liberadas.

Já o plantio de eucalipto e de pinus proporciona uma renda futura para o produtor e reduz o carbono do ar através do oxigênio liberado pelas árvores. O foco é aumentar a área de seis milhões de hectares para nove milhões de hectares.

A técnica da fixação biológica de nitrogênio visa desenvolver microorganismos/bactérias para captar o nitrogênio existente no ar e transformá-lo em matéria orgânica para as culturas, o que permite a redução do custo de produção e melhora a fertilidade do solo. O ABC pretende incrementar o método na produção de 5,5 milhões de hectares e reduzir a emissão de 10 milhões de toneladas de CO2 equivalentes. A iniciativa de tratamento de resíduos animais aproveita os dejetos de suínos e de outros animais para a produção de energia (gás) e de composto orgânico. Outro benefício é a possibilidade de certificados de redução de emissão de gases, emitidos por mercados compradores. O objetivo é tratar 4,4 milhões de metros cúbicos de resíduos da suinocultura e outras atividades, deixando de lançar 6,9 milhões de toneladas de CO2 equivalentes na atmosfera.

Autoridades presentes

A mesa do seminário foi composta pelo secretário Eduardo Salles, Maria Delian, representante do Ministério da Agricultura; Eduardo Vasconcelos, prefeito de Brumado e tesoureiro da UPB; Nilo Meira Filho, superintendente do BNB; Paulo Hashimoto, gerente de mercado e agronegócios do BB; Aldo Vilar, representando a Embrapa; Adelaide Lima (Desenbahia); Mauro Silveira (OCEB); José Márcio Carozo (Faeb); Paulo Valente, da secretaria de Educação; e Sérgio Murilo, da Ceplac.

25 de agosto de 2011

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