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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Todos pela Educação aponta o desempenho da educação em PE e no Brasil


Pernambuco conta com 91,5% da população de 4 a 17 anos na escola ou creche. Os números, referentes ao ano de 2010, não atingiram a meta prevista para aquele ano, que era de 92,8%. Por outro lado, a meta de conclusão do Ensino Fundamental por alunos com 16 anos em 2009, que era de 47,2%, foi superada e ficou em 48,2%. A conclusão do Ensino Médio ficou em e 40,8%, ultrapassando a meta de 33,1%.
Além disso, 65,4% dos municípios atingiram a meta de aprendizado adequado à série para o 5º ano do Ensino Fundamental em matemática. Em português, a marca ficou bem a baixo: apenas 22,2%. Para o 9º ano, 51,9% atingiram a meta em matemática e 90,8% em português.
Os dados fazem parte do relatório De Olho nas Metas 2011 que está sendo divulgado nesta terça-feira pelo movimento Todos Pela Educação. O estudo anual de acompanhamento de suas cinco metas está na quarta edição, trazendo números sobre o desempenho dos estudantes com base nos mais recentes indicadores educacionais e informações do Censo Demográfico 2010 sobre o acesso à escola.
Entre os destaques deste ano está o fato de nenhuma região ou estado do país ter superado a meta de acesso em 2010 e contar com 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola. O estudo apresenta também dados inéditos da Prova ABC por sexo e por idade que apontam que o desempenho dos alunos defasados já no final do ciclo de alfabetização é menor em todas as disciplinas avaliadas (Escrita, Leitura e Matemática). Diante da realidade, o relatório aponta a grande probabilidade de a Meta 4 (conclusão do Ensino Médio a até os 19 anos) só será cumprida até 2022 se problemas como de fluxo escolar forem resolvidos nos próximos anos.
Para a Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, os dados e as análises dos especialistas mostram que mudanças estruturais precisam acontecer com urgência para que as metas possam ser atingidas até 2022. O movimento da sociedade civil atua contribuir para que o Brasil garanta a todas as crianças e jovens o direito à Educação pública de qualidade.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

'Fui atingido por um cassetete', diz professor ferido na Assembleia do CE

Professor Freitas diz que foi atingido por cassetete; Batalhão de Choque afirma que ele foi acertado por objetos arremessados pelos próprios professores. (Foto: Agência Diário)
O professor atingido na cabeça durante as manifestações na Assembleia Legislativa do Ceará na tarde desta quinta-feira, quando os grevistas tentaram invadir o plenário para impedir os deputados de aprovarem a lei do piso salarial proposta pelo Governo do Estado, diz Arivaldo Freitas, que foi “pressionado contra a parede” e acertado por um cassetete. “A manifestação já estava controlada, muitos manifestantes já tinham desistido quando eu fui acertado”, diz o Arivalto. O Batalhão de Choque da Polícia Militar diz que paus e outros objetos jogados pelos manifestantes geraram o ferimento.
Mesmo com as manifestações, a lei foi aprovada em regime de urgência e determina um salário de R$ 813,79 para professores com ensino médio. Os professores alegam que o Governo de Estado não cumpre a Lei do Piso Nacional, que exige um salário de no mínimo R$ 1.180 para os profissionais do ensino médio.
Professor ferido estava acampado na Assembleia
Freitas é professor de matemática em estado probatório, aprovado no último concurso do Estado. Ele diz que estava no comando de greve “dando apoio” e participava do acampamento na Assembleia que começou na tarde de quarta-feira (28).

Segundo o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Alexandre Ávila, os policiais "fizeram a linha de contenção visando evitar a invasão do plenário". Ávila declarou à reportagem da TV Verdes Mares que o professor foi atingido por paus e outros objetos arremessados pelos manifestantes.
Em nota à imprensa, a Assembleia Legislativa disse que os professores feridos foram atingidos por objetos arremessados pelos próprios manifestantes.
Arivalto Freitas foi levado ao Hospital Instituto Doutor José Frota, no Centro de Fortaleza, com ajuda de outros professores. Ele fez uma tomografia e ficou constatado ferimento no crânio. Ele diz sentir dor de cabeça forte.
O professor diz também que deve evitar as manifestações sindicais nos próximos dias. “Acho que meu estado não vai permitir”, explica. O professor recebeu alta hospitalar por volta de 17h.
Protesto
Os professores realizam protestos na Assembleia Legislativa contra a aprovação do piso dos professores - abaixo do que exige a Lei Nacional do Piso -, votada nesta quinta-feira (29) pelos deputados cearenses em regime de urgência. O líder do Governo na Assembleia, deputado Antônio Carlos (PT), diz que estão abaixo do piso apenas uma quantidade “irrisória” de professores que têm até o Ensino Médio. O deputado diz também que a matéria foi aprovada após ser debatida com integrantes do governo e representantes dos professores. A categoria está em greve desde o dia 5 de agosto.

Fonte:G1

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