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quarta-feira, 28 de março de 2012

Santander exibe pela primeira vez Eu vi o mundo… Ele começava no Recife (1926-29), de Cícero Dias


O Santander Cultural Recife, no Marco Zero, apresenta entre os dias 29 de março e 20 de maio, Zona Tórrida, certa pintura do Nordeste, uma mostra curiosa e cercada de grande expectativa com curadoria de Paulo Herkenhoff e Clarissa Diniz.

São 45 obras de 18 artistas nordestinos, entre eles, o grande Cícero Dias, que passou a vida em Paris, onde morreu e criou obras que marcaram o modernismo brasileiro e a cultura pernambucana.

A maior atração é a exibição do imenso e enigmático painel Eu vi o mundo… Ele começava no Recife (1926-29), que pela primeira vez será exibido na cidade.

O grande painel pertence a um neto de Joaquim Nabuco, costuma ficar na casa dele, em Petrópolis (RJ) e o seguro pago para a exposição é de US$ 4 milhões.

Bem em frente ao Santander, no Marco Zero, a grande praça é marcada, no piso, por uma obra de Cícero Dias que leva o mesmo nome do painel exposto na mostra.


Eu vi o mundo … Guache e técnica mista sobre papel, colado em tela. Três partes medindo cada uma 198 x 457,5 x 8,5 cm
“Zona Tórrida convida o visitante a explorar as singularidades da produção artística feita a partir do Nordeste, atentando para a força da cor das obras e sua relação com as características ambientais e culturais da região”, afirma o release da mostra.” A hipótese de que a luminosidade do Nordeste – situado na zona tórrida do globo – é capaz de conduzir a grandes estridências cromáticas, mobiliza o curador na seleção dos mais de cinquenta trabalhos de autoria de artistas reconhecidos”.

Maria Clara Rodrigues, Paulo Herkenhoff e Clarissa Diaz: muito esforço para concretizar a exposição.

Clarissa Diniz, curadora, e Carlos Trevi, diretor do Santander Cultural Recife e responsável pela exposição.

Parte do grande painel de Cícero Dias

Acima, obra de Cícero Dias, sem título datada de 1948.
Acima, obras de Montez Magno, da série Barracas do Nordeste; e de José Cláudio, de 1982, O morto carregando o vivo.

A mostra no Santander Cultural Recife tem as seguintes obras:

Almandrade

Uma tarde de verão, 2011

acrílica sobre tela
80 x 80 cm
Coleção do artista


Almandrade

Sem título, 2003

madeira policromada
130 x 50 x 50 cm
Coleção do artista

Antonio Bandeira
Fundição, c. 1946

nanquim e grafite sobre papel
39,7 x 49,4 cm
Coleção particular, Rio de Janeiro/RJ

Antonio Bandeira
Comme des cerisiers au printemps
, 1961

óleo sobre tela
100 x 81 cm
Coleção particular, Fortaleza/CE

Antonio Dias
Coração para amassar, 1966

acrílica sobre tecido, estofado e lâmpadas coloridas
113 x 103 x 15 cm
Coleção Nina Dias

Bruno Vilela
Sem título, 2000

mista sobre maleta
30 x 30 x 25 cm
Coleção Rodrigo Braga

Bruno Vilela
Sem título, 2000

mista sobre madeira
30 x 30 x 25 cm
Coleção do artista

Bruno Vilela
Sem título, 2000

mista sobre livro
25 x 20 x 05 cm
Coleção Rodrigo Braga

Bruno Vilela
Sem título, 2001

mista sobre tela
105 x 71 cm
Coleção Raul Cordula

Bruno Vilela
Sem título, 2000

mista sobre livro
25 x 20 x 5 cm
Coleção Leo Asfora

Carybé
Beira-rio, 1939

óleo sobre tela
62 x 85 cm
Coleção particular

Carybé
Briga de cachorros, 1942

óleo sobre tela
58 x 68,5 cm
Coleção particular

Cícero Dias
Eu vi o mundo… Ele começava no Recife, 1926-1929

Guache e técnica mista sobre papel, colado em tela
Parte 1: 198 x 457,5 x 8,5 cm
Parte 2: 198 x 395 x 8,5 cm
Parte 3: 198 x 333,5 x 8,5 cm
Coleção particular, Rio de Janeiro/RJ

Cícero Dias
Cena vegetal
, 1944

óleo sobre tela
80 x 60 cm
Coleção Roberto Marinho

Cícero Dias
Sem título, 1948

óleo sobre tela
76 x 100 cm
Coleção Maria Digna Pessoa de Queiroz

Delson Uchôa
Bambeia pião, 2011

acrílica sobre lona de algodão
220 x 170 cm
Coleção do artista. Cortesia Luciana Brito Galeria

Delson Uchôa
Roda pião, 2011

acrílica sobre lona de algodão
220 x 170 cm
Coleção Amparo 60 Galeria de Arte

Flavio-Shiró
Primavera, 1965

óleo sobre tela
191,5 x 126 cm
Coleção João Sattamini, comodante Museu de Arte Contemporânea
de Niterói

Flavio-Shiró
Verão
, 1965

óleo sobre tela
192 x 125 cm

Coleção João Sattamini, comodante Museu de Arte Contemporânea

de Niterói

Flavio-Shiró
Outono
, 1965

óleo sobre tela
192,5 x 115 cm
Coleção João Sattamini, comodante Museu de Arte Contemporânea
de Niterói

Flavio-Shiró
Inverno
, 1965

óleo sobre tela
190 x 110 cm
Coleção João Sattamini, comodante Museu de Arte Contemporânea
de Niterói

Joaquim Rego Monteiro
Le Rotondé, 1929

óleo sobre tela
81 x 100 cm
Coleção Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM)

Joaquim Rego Monteiro
America do Sul
, 1927

óleo sobre tela
73 x 92 cm
Coleção Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM)

José Cláudio
Olha o lance, 1976

óleo sobre Eucatex

80 x 122 cm
Coleção Carlos Augusto Lira
José Cláudio
Morto carregando o vivo
, 1982

óleo sobre Eucatex
170 x 245 cm

Coleção Cida e Ernesto Roesler
José Cláudio
Helena
, 1976

óleo sobre Eucatex
170 x 80 cm
Coleção Vera Magalhães

José Pancetti
Lavadeiras do Abaeté, 1956

óleo sobre tela
37,5 x 45,5 cm
Coleção Sergio Sahione Fadel

Lula Cardoso Ayres
Carnaval, 1950

óleo sobre tela
89 x 122 cm
Coleção Luiz Cardoso Ayres Filho

Lula Cardoso Ayres
Frevo
, 1945

óleo sobre tela
109 x 85 cm
Coleção Luiz Cardoso Ayres Filho

Lula Cardoso Ayres
CABOCLOS TUCHAU do carnaval do Recife
, 1963

óleo sobre tela
96 x 96 cm
Coleção Thomaz Lobo

Montez Magno
Caixa, 1967

tinta sobre madeira
20 x 20 cm (fechada)
Coleção do artista

Montez Magno


Caixa, 1967
tinta sobre madeira
30 x 22,5 cm
Coleção do artista

Montez Magno


Da série Cromossons, 1994

caneta hidrográfica sobre papel

30 x 36 cm
Coleção do artista

Montez Magno
Crepúsculo
, 2001

tinta, caneta, carimbo e nanquim sobre papel
20 x 5 cm
Coleção do artista

Montez Magno
Fachadas do Nordeste
, 1994

Tinta acrílica sobre papelão
40 x 50 cm (cada)
Coleção do artista

Montez Magno
Da série Barracas do Nordeste (I Ciclo – As Barracas na paisagem)
, 1973

tinta a óleo sobre Duratex temperado
160 x 220 cm
Coleção do artista

Paulo Meira
Concerto para final de milênio, 1998

Instalação: molduras, pregos de chumbo, hélices de madeira, hastes e cabos de aço, encáustica, asas de pombo e tinta laranja
Dimensões variáveis
Coleção do artista

Raimundo Cela
Paisagem de Camocim (CE), 1937

óleo sobre tela
66 x 82,5 cm
Coleção particular, Fortaleza/CE

Raimundo Cela
Jangadeiros empurram jangada para o mar
, 1940

óleo sobre tela
48 x 65 cm
Coleção particular, Fortaleza/CE

Rubem Valentim
Emblema Logotipo Poético de Cultura Afro-brasileiro nº 6, 1976

acrílica sobre tela
100 x 73 cm
Coleção Paulo Darzé Galeria de Arte

Rubem Valentim
Emblema carnaválico, 1980

acrílica sobre tela
50 x 70 cm
Coleção Paulo Darzé Galeria de Arte

Thiago Martins de Melo
O Ourobouros do Sebastianismo Albino (a Jodorowski), 2011

óleo sobre tela
260 x 180 cm
Coleção Fortes D’Aloia

Vicente do Rego Monteiro
O atirador de arco, 1925

óleo sobre tela
65 x 81 cm
Coleção Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM)

Vicente do Rego Monteiro
Paisagem zero
, 1943

óleo sobre tela
49,5 x 61 cm
Coleção Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC PE)

Vicente do Rego Monteiro
A mulher e a corça
, 1926

óleo sobre tela
91,3 x 64,1 cm
Coleção Museu do Estado de Pernambuco, Recife

Serviço:

Exposição Zona Tórrida
Curadoria Paulo Herkenhoff
Abertura 28 de março – somente para convidados
Período até 29 de março até 20 de maio
Local Santander Cultural Recife
Avenida Rio Branco, 23 – Bairro do Recife – Recife – PE – Tel. 3224-1110
Horário terça a domingo, das 13h às 20h.

Entrada Franca

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Festival comemora os 99 anos de Luiz Gonzaga em Exu, no Sertão de PE


Se estivesse vivo, Luiz Gonzaga completaria 99 anos na terça-feira (13). Para comemorar a data, Exu, cidade natal do Rei do Baião, vai ser palco do Festival Pernambuco Nação Cultural, que traz sete dias de festa para a cidade do Sertão do Araripe, a partir desta segunda (12). A programação conta com shows no pátio de eventos e no Parque Aza Branca, onde serão montados dois palcos, missa, mostra de cinema e apresentações culturais.

O festival conta com a participação de diversos artistas da região do Araripe, uma forma de valorizar os músicos locais. “Todos eles bebem na fonte de Luiz Gonzaga, tudo do forró vem dele. O festival dá chance para os músicos do Araripe se apresentarem, dos forrozeiros locais mostrarem seu talento”, explica o coordenador geral do festival, Beto Rezende.

Nomes ilustres como Dominguinhos, Adelmário Coelho e Flávio Leandro fazem parte da programação. “Dominguinhos é aquele cara que tem toda uma simbologia, que é muito forte. Ele traz aquela marca de Luiz Gonzaga, não é a toa que é considerado sucessor dele”, conta Rezende. Waldonys, Beto Ortis, Genaro e Targino Gondim são outros nomes que o produtor ressalta na programação.

Realizado pelo Governo do Estado, através da secretaria de Cultura e Fundarpe, o festival conta com um momento especial no domingo (18), quando acontece uma missa embaixo do pé de juazeiro, no Parque Aza Branca, celebrada pelo bispo da diocese de Salgueiro, Dom Magnus Henrique. “Vão ser sete dias de comemoração para dar o ponta pé inicial dos cem anos de Gonzagão”, afirma.

Programação:
Palco Pernambuco Nação Cultural - Canta Luiz Gonzaga (Praça de Eventos)
Segunda-feira (12)
20h - Dijesus
21h20 - Luizinho Calixto
22h40 - Família Gonzaga: Joquinha Gonzaga, Sérgio e Daniel Gonzaga
23h40 - Abertura oficial do centenário - queima de fogos e pronunciamento do prefeito de Exu
0h20 - Dominguinhos com participação especial de Liv Moraes
01h40 - Leninho e o sexteto Boca de Caieira
03h - forrozeiros de Luiz: Zenilton, Vital Barbosa, Claudiana Di França, Ana Paula e Forrozeiros de Gonzaga

Terça-feira (13)
20h - coral de aboios de Serrita
21h20 - Chá Cutuba
22h40 - Leonardo D'Luna
0h - Joãozinho de Exu
01h20 - Targino Gondim
02h40 - Waldonys

Quarta-feira (14)
21h - Fua Carvalho
22h20 - Antônio da Mutuca
23h40 - Donizete Batista
01h - Sotaque Nordestino
02h20 - Raimundinho do Acordeon

Palco Pernambuco Nação Cultural - Viva Gonzagão (Parque Aza Branca)
Sexta-feira (16)
20h - Jaiminho do Acordeon
21h20 - Maria Lafaete
22h40 - Epitácio Pessoa
0h - Flávio Leandro
01h20 - Flávio José
02h40 - Bel Lima

Sábado (17)
21h - Mauro Sanfoneiro
22h20 - Seguidores do Rei
23h40 - Joquinha Gonzaga
01h - Adelmário Coelho
02h20 - Fabio Carneirinho

Palco Juazeiro (pé de juazeiro - Parque Aza Branca)
Domingo (18)
11h - missa em homenagem aos 99 anos de Gonzagão - em baixo do pé de juazeiro, com a participação do bispo da Diocese de Salgueiro, Dom Magnus Henrique
14h - forró em baixo do pé de juazeiro
16h - grupo de sanfoneiro e de dança
17h10 - Zezinho do Exu
18h20 - Flávio do Baião
19h30 - Beto Ortiz e banda
20h30 - Genaro e banda
21h50 - Toinho do Baião
23h - Dorgival Dantas

1ª Jornada de Cinema e Vídeo do Sertão do Araripe
Quinta-feira, 15 de dezembro, às 19h
Local: auditório dr. Givaldo Peixoto de Carvalho - Colégio Municipal Bárbara de Alencar

Celebração da novena de Santana
Terça-feira (13), às 19h
Igreja Matriz de Exu

Fonte: G1

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