A Música Popular Brasileira passa por um momento especial em sua história. Críticos e músicos falam sobre uma renovação, já batizada de "Nova MPB" Em meio ao debate sobre as drásticas mudanças nos meios de comércio, difusão e produção musical, delineiam-se sinais de renovação na Música Popular Brasileira. Seus protagonistas são uma geração de músicos, surgida ainda no começo dos anos 2000, no preciso momento do naufrágio do velho modelo de indústria musical, capitaneado pelas gravadoras, e da ascensão da internet. Mais do que propor outros modelos de comercialização para seus trabalhos, eles incorporam novos modos de atuação e imprimiram personalidade na cena musical do País. Entre músicos, fãs, críticos e pesquisadores já se fala numa "Nova MPB", combustível para recentes e calorosas discussões no meio artístico. Mas, entre aqueles que apoiam ou, simplesmente, o ignoram, rodeiam questionamentos ou, mesmo, desconfianças: a tal "Nova MPB" é caracterizada pela ruptura ou pela continuidade da memória musical do Brasil, através da produção de artistas importantes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé? Será esta uma geração à altura de nossa tradição musical? É possível identificar características comuns aos músicos surgidos neste início de século?
Há muito não se via tantos artistas com trabalhos tão variados e, claro, de boa qualidade, quanto hoje. Segundo o cantor, compositor e pensador Rômulo Fróes, já não é mais possível abranger o Brasil, como fizeram os Tropicalistas. "Não só todo o vocabulário incluído por estes em sua música, como a baixa e a alta cultura, a guitarra elétrica, o regionalismo, a mídia, a publicidade, a sexualidade, a tecnologia e tudo o mais ainda está em voga, como ainda outros tantos verbetes surgiram e continuam a surgir todos os dias".
Para o paulistano, a carga de influências que a geração atual sofre é tamanha que talvez seja impossível a formação de um "novo" pensamento sobre Música Popular Brasileira, e que isso não seja mesmo mais tão necessário. "O que é preciso, ainda e sempre, é que se produza arte boa, mesmo que esta tão somente revele as influências de quem a criou (...) A MPB sigla, bicho-papão que guardaria em si toda a música feita no Brasil, se tornou nas últimas décadas um estilo próprio, à parte do samba e da Bossa Nova, por exemplo, e, ao menos aos olhos da nova geração, um rótulo não desejável", escreveu, em artigo publicado no site Overmundo.
Repaginação
Instrumentista desde muito cedo, Marcelo Jeneci é uma das grandes revelações da "Nova MPB". Com uma década de estrada, ele já emplacou duas canções em trilhas de novelas globais, além ter tocado nas bandas de uma lista respeitável de artistas, que inclui Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, Vanessa da Mata, José Miguel Wisnik e Chico César. O cantor e compositor lançou, em 2010, seu primeiro álbum solo, "Feito pra Acabar", que traz 13 faixas autorais, a maioria em parceria com músicos conhecidos do público.
O projeto de gravação do disco solo de Jeneci e show de lançamento foi selecionado entre mais de 730 inscritos no Edital Nacional 2009, na categoria Fomento à Música, do projeto Natura Musical. A distribuição do álbum é feita pela Som Livre.
Ao lado do cantor paulista Criolo, Marcelo Jeneci é um dos principais destaques da 17ª Video Music Brasil (VMB), da MTV. O músico concorre a cinco das principais categorias, dentre elas as de "Revelação" e "Artista do Ano".
Quanto ao cenário musical contemporâneo, Jeneci acredita ser este um momento especial de busca dos artistas pela "verdade e pela poesia", com a necessidade de fazer e dizer algo que faça valer a pena.
"Acho importante falarmos a palavra momento, em vez de movimento ou cena, pois estamos vivendo uma realidade fértil, onde há muitas trocas entre as pessoas que estam nessa batalha de fazer música. Uma geração não exclui a outra: há sempre um retorno ao que foi feito. O que acontece é a chegada de novos lugares e novas pessoas para ocupá-los. Uma repaginação da música de forma livre e leve".
Fonte: ANA CECÍLIA
Há muito não se via tantos artistas com trabalhos tão variados e, claro, de boa qualidade, quanto hoje. Segundo o cantor, compositor e pensador Rômulo Fróes, já não é mais possível abranger o Brasil, como fizeram os Tropicalistas. "Não só todo o vocabulário incluído por estes em sua música, como a baixa e a alta cultura, a guitarra elétrica, o regionalismo, a mídia, a publicidade, a sexualidade, a tecnologia e tudo o mais ainda está em voga, como ainda outros tantos verbetes surgiram e continuam a surgir todos os dias".
Para o paulistano, a carga de influências que a geração atual sofre é tamanha que talvez seja impossível a formação de um "novo" pensamento sobre Música Popular Brasileira, e que isso não seja mesmo mais tão necessário. "O que é preciso, ainda e sempre, é que se produza arte boa, mesmo que esta tão somente revele as influências de quem a criou (...) A MPB sigla, bicho-papão que guardaria em si toda a música feita no Brasil, se tornou nas últimas décadas um estilo próprio, à parte do samba e da Bossa Nova, por exemplo, e, ao menos aos olhos da nova geração, um rótulo não desejável", escreveu, em artigo publicado no site Overmundo.
Repaginação
Instrumentista desde muito cedo, Marcelo Jeneci é uma das grandes revelações da "Nova MPB". Com uma década de estrada, ele já emplacou duas canções em trilhas de novelas globais, além ter tocado nas bandas de uma lista respeitável de artistas, que inclui Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, Vanessa da Mata, José Miguel Wisnik e Chico César. O cantor e compositor lançou, em 2010, seu primeiro álbum solo, "Feito pra Acabar", que traz 13 faixas autorais, a maioria em parceria com músicos conhecidos do público.
O projeto de gravação do disco solo de Jeneci e show de lançamento foi selecionado entre mais de 730 inscritos no Edital Nacional 2009, na categoria Fomento à Música, do projeto Natura Musical. A distribuição do álbum é feita pela Som Livre.
Ao lado do cantor paulista Criolo, Marcelo Jeneci é um dos principais destaques da 17ª Video Music Brasil (VMB), da MTV. O músico concorre a cinco das principais categorias, dentre elas as de "Revelação" e "Artista do Ano".
Quanto ao cenário musical contemporâneo, Jeneci acredita ser este um momento especial de busca dos artistas pela "verdade e pela poesia", com a necessidade de fazer e dizer algo que faça valer a pena.
"Acho importante falarmos a palavra momento, em vez de movimento ou cena, pois estamos vivendo uma realidade fértil, onde há muitas trocas entre as pessoas que estam nessa batalha de fazer música. Uma geração não exclui a outra: há sempre um retorno ao que foi feito. O que acontece é a chegada de novos lugares e novas pessoas para ocupá-los. Uma repaginação da música de forma livre e leve".
Fonte: ANA CECÍLIA
