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sábado, 7 de janeiro de 2012

Integração tem irmão de ministro e é comandada apenas pelo PSB


O PSB transformou o Ministério da Integração Nacional em feudo político com porteira fechada no governo Dilma Rousseff. Na gerência, o ministro Fernando Bezerra Coelho, membro de tradicional família do Nordeste, tornou a pasta uma república de correligionários, conterrâneos e apaniguados do principal cacique da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do partido.
Crise na Integração Nacional: Ministro nega benefício a Pernambuco
Levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo mostra que, na cúpula da pasta, o aparelhamento político é total. Os que estão à frente de cargos chaves ou são do PSB (8 deles), ou são pernambucanos (5 servidores) - ou as duas coisas, como é o caso do ministro. São da cota do PSB, além de Bezerra, a estratégica Secretaria de Defesa Civil, a chefia de gabinete, além das secretarias de Fundos Regionais, Executiva, de Infraestrutura Hídrica e de Irrigação.
A Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) estava até ontem sob o comando do engenheiro Clementino Coelho, irmão do ministro, enquanto a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) foi entregue ao economista Marcelo Dourado, filiado ao PSB do Distrito Federal.
Em outras três secretarias, embora comandadas por técnicos, os titulares foram igualmente ungidos por dirigentes do partido.
Entre os 11 ocupantes de postos mais elevados, seis são da cota pessoal de Eduardo Campos. Ouvido pelo Estadão, o ministro negou a existência de aparelhamento político e informou, pela assessoria, que "os critérios para escolha dos nomes são curriculares, além da comprovação de capacitação técnica". Ressaltou ainda que "todos os nomes passam pela Casa Civil e têm o aval da Presidência da República".
Manteve, assim, a tática de dividir a responsabilidade de suas ações com a presidente Dilma Rousseff. Quando questionado sobre repasses direcionados da pasta a Pernambuco, defendeu-se dizendo que a Presidência conhecia a destinação das verbas.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil, que coordena toda a logística de socorro aos municípios vitimados por catástrofes naturais, está sob o comando do coronel Humberto Vianna, pernambucano. Ex-comandante geral do Corpo de Bombeiros, ex-secretário da Casa Militar e ex-secretário executivo da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco, ele é aliado de primeira hora de Eduardo Campos.
O governador também emplacou o secretário de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais, o recifense Jenner Guimarães do Rego, ex-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico.
Embora não tenha filiação partidária, o consultor jurídico da pasta, Diego Franco Araújo Jurubeba, ex-analista do Ministério Público de Pernambuco, também teve a unção de Campos.
A rigor, só cinco cargos estratégicos ficaram fora da influência direta do governador e foram ocupados por caciques do PSB de outros Estados. São eles a secretaria executiva, entregue ao paulista Alexandre Navarro, ex-assessor da liderança do partido na Câmara; a chefia de gabinete, ocupada pelo gaúcho Gélson Luiz de Albuquerque, irmão do deputado licenciado Beto Albuquerque, e a Secretaria Nacional de Irrigação, comandada por Ramon Rodrigues, ex-secretário de Estado do governo Cid Gomes (CE). O secretário de Infraestrutura Hídrica, Augusto Wagner Padilha Martins, é ligado ao ex-ministro Ciro Gomes, que disputa espaço com Eduardo Campos. 






Fonte:ig.com.br

Filho de ministro é campeão de emendas na pasta do pai


O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) privilegiou seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), com o maior volume de liberação de emendas parlamentares de sua pasta em 2011,  publicada na Folha deste sábado.


Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração.

Liberado em dezembro, o dinheiro solicitado pelo deputado irá para ações tocadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba), uma empresa pública presidida pelo seu tio, Clementino Coelho, irmão do ministro da Integração.

OUTRO LADO

Em nota, o ministério negou que o filho do ministro tenha sido favorecido. Segundo a pasta, outros deputados tiveram "emendas aprovadas em percentuais equivalentes".










Fonte:Folha.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Campos nega favorecimento do ministro Fenando Bezerra


Um dia depois de O Estado de S. Paulo publicar matéria apontando que o Ministério da Integração Nacional concentrou, no ano passado, em Pernambuco 90% dos gastos da pasta destinados à prevenção e preparação de desastres naturais, como enchentes e desmoronamentos, o governador Eduardo Campos (PSB/PE), comentou, hoje, o assunto e rebateu duramente que as informações de que o Estado estaria sendo beneficiado pelo ministro e correligionário Fernando Bezerra Filho (PSB/PE). As declarações foram dadas durante e após uma entrevista em que o governador fez o balanço da gestão, em 2011, à Rádio Jornal do Commercio.

"Nunca houve nenhuma priorização para Pernambuco por parte do ministro Fernando Bezerra. Em 2010, quando o Ministério da Integração era comandado pelos ministros ligados ao PMDB da Bahia, Pernambuco recebeu R$ 275 milhões da pasta. Isso representa 22,5% do total de repasses feitos pela União ao Estado. Em 2011, recebemos R$ 62.6 milhões. Isso dá 7,8% de tudo o que foi repassado voluntariamente pela União para PE. Ou seja, recebemos menos com Fernando à frente da pasta", sentenciou.

Ainda segundo o governador, do total de recursos liberados pelo ministério em 2011, R$ 25 milhões foram definidos e acordados diretamente com a presidente Dilma, sem a intervenção direta do ministro pernambucano.

"No último mês de março, em uma noite em que a enxurrada atingiu a nossa Mata Sul, destruindo cidades inteiras, a presidente Dilma Rousseff me ligou e perguntou como poderia ajudar e o que precisaríamos fazer para que isso não voltasse a acontecer. Tínhamos os projetos das barragens prontos e esta era a alternativa técnica para resolver o problema. Sabia que a União não teria como arcar com tudo, por isso fiz a proposta de bancarmos a metade e o governo federal a outra metade. Naquele dia ficou acordado que iríamos investir, juntos, R$ 2,5 bilhões na região. Estes R$ 25 milhões liberados em 2011 representam apenas 10% do que foi prometido pela presidente em pessoa", destacou.

O pacote de reconstrução para as áreas atingidas pelas chuvas na Mata Sul pernambucana inclui, além das barragens, a reconstrução de moradias populares, escolas, hospitais, pontes e outros equipamentos públicos destruídos pelas enchentes. Além destes recursos, aplicados de forma conjunta, caberá ao Executivo estadual o pagamento de desapropriações e da dragagem do Rio Ipojuca, obra que deve ser licitada nas próximas semanas. O valor total destas ações não foram divulgados.

TCU

Questionado sobre o anúncio de que caberá à sua mãe, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes, a relatoria do processo envolvendo as obras da transposição do Rio São Francisco - uma das principais ações estratégicas para a gestão estadual e carro-chefe do Ministério da Integração Nacional, comandado pelo conterrâneo Fernando Bezerra - o socialista evitou polemizar. "Vocês devem procurar e ouvir a ministra Ana Arraes. Nunca comentei, ao longo de minha vida pública, a relatoria de nenhum processo por nenhum ministro do Tribunal de Contas. Porque seria diferente agora? A imprensa com certeza terá acesso a todas as informações deste processo, através do TCU", concluiu. A reportagem tentou contato com a ministra Ana Arraes, mas não obteve retorno.






Fonte:DiariodoGrandeABC

sábado, 12 de novembro de 2011

Quem fala muito termina dando bom dia a cavalo






 Pode ser apenas impressão. Ou então a agenda política de Pernambuco está tão confusa que, para quem observa à distância, fica parecendo que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), assumiu o comando das articulações da eleição de 2012. E sem qualquer cerimônia, diga-se de passagem, como se o partido dele não fosse presidido por Eduardo Campos que, ainda por cima, é governador de Pernambuco.

É verdade que a situação está complicada mesmo. Mas o ministro tem exagerado no quesito movimentação para se firmar como um possível candidato a prefeito do Recife, caso o petista João da Costa não consiga ser o nome da Frente Popular para disputar a reeleição.

Desde que trocou o domicílio eleitoral de Petrolina, no Sertão do São Francisco, para o Recife, surpreendendo todo mundo, Bezerra Coelho não conseguiu mais parar de falar.

Já teve tantas reuniões e conversou com tanta gente do PT, do PSB, do PSDB, e sabe lá mais com quantos representantes de outros partidos, que daqui a pouco ficará igualzinho ao ex-prefeito do Recife João Paulo (PT), que de tanto falar sem prestar atenção ao timepolítico, terminou se perdendo sem chegar a lugar nenhum.


E o ministro, apesar de tanto tempo na política, pelo visto, ainda não aprendeu que há tempo para tudo. Para falar, para ouvir, para analisar, para calar. Falar demais, como ele anda fazendo nos últimos dias, pode terminar gerando muita confusão. Até porque, como ensina a sabedoria popular, quem fala muito termina dando bom dia a cavalo.









Fonte:MagnoMartins

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Eugênio condena críticas de aliados à gestão petista


O presidente estadual do PT, deputado Pedro Eugênio, foi mais enfático, hoje, ao tratar do avanço da pré-candidatura do ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) e das censuras que o socialista vem fazendo, discretamente, à gestão do prefeito João da Costa (PT). No seu entendimento, não é legítimo fazer críticas ao conteúdo de uma administração sendo parte dela.
Ele avisou que a Frente do Recife e de Pernambuco não tem dono e que apenas são conduzidas pelo prefeito e governador. “Criticar uma dessas gestões, sendo parte do processo, não é apropriado, como também não o é fazer a crítica externa sem antes fazer à interna”, mandou Pedro Eugênio, em entrevista à Rádio Folha.

O petista explicou que acha tranquilo o PSB ter um pré-candidato. “Faz parte do processo político”. Mas advertiu que quando um aliado, com o peso que tem o partido socialista, se coloca em linha contrária, é preocupante. “Isso dá um peso maior do que se fosse outro partido”. Contudo, avisou que embora seja forte, não é o PSB que vai resolver sozinho o xadrez político do Recife.

“Ele (o PSB) não tem o dom de resolver o problema por si só. O PT é o partido de Dilma e hoje tem a Prefeitura do Recife”, lembrou. Discreto, Pedro Eugênio não quis avaliar o estilo de Bezerra Coelho, apenas o considerou aguerrido e fez questão de dizer que “às vezes, na política, se começa de um jeito e depois se toma outro rumo”, fazendo referência à movimentação de FBC quando se colocou para senador e recuou.











Fonte:MagnoMartins

Lossio diz que indicação para Sudene não foi de FBC


Nossa presença no Conselho se deu por indicação da AMB ( Associação Brasileira de Municípios). Além disso, nao podemos ser classificados como adversários ferrenhos, até porque hoje militamos politicamente em cidades diferentes. Eu voto em Petrolina, enquanto o ministro é pré-candidato em Recife.'


Julio Lossio
Prefeito de Petrolina










Fonte:MagnoMartins

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Bezerra Coelho começa a se afastar do PT


A intensa movimentação que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (FBC), está fazendo, com vistas à sucessão municipal, começa a preocupar petistas. Hoje pela manhã, o prefeito do Recife, João da Costa (PT), não ficou muito animado com a conversa que teve com o ministro. Ouviu dele a mesma história dita ao correligionário João Paulo (PT), de que é defensor das múltiplas candidaturas. E, o diálogo, que deveria ter sido concluído hoje, ficou para um novo momento.

Bezerra Coelho parece não está muito preocupado com o que estão pensando os petistas. Mantém firme seu nome na disputa e a tese de múltiplas candidaturas.  “A gente pode viabilizar a tese de várias candidaturas, que é a que defendemos, ou evoluir para uma única, que tenha o consenso de todas as posições”.

O consenso ao qual o prefeiturável se refere provavelmente não versa sobre a candidatura de João da Costa. Ontem mesmo o ministro jantou com Armando Monteiro Neto (PTB) numa estratégia de estreitar os laços entre o PSB e o PTB. Comenta-se, inclusive, que ele pode conquistar o apoio do senador, num acordo que envolveria as eleições de 2012 e 2014. 

Enquanto se aproxima do PTB, fica claro que Bezerra tenta se afastado, aos poucos, do PT. Hoje mesmo disse que não via problema em criticar a gestão do prefeito João da Costa. “Posso criticar, Por que não? Mesmo você fazendo parte de uma frente podemos apresentar nossas divergências e ter um momento de explicá-las. Como também de se apresentar a sociedade”, considerou.


















Fonte:MagnoMartins

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