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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

STX OSV, de Cingapura, contrata navios de estaleiro de Suape




A construtora naval STX OSV Holdings Limited, de Cingapura, comunicou neste fim de semana a formalização de um acordo com a Transpetro para a entrega de oito embarcações, em um valor total de US$ 536 milhões. As unidades serão construídas no estaleiro em desenvolvimento em Suape (PE) e deverão ser entregues entre 2014 e 2016. Além do Brasil, a STX OSV opera unidades na Noruega na Romênia e no Vietnã.

O acordo entre o grupo asiático e a subsidiária da Petrobras foi assinado e anunciado em julho do ano passado, mas efetivado somente agora. De acordo com a STX OSV, está prevista a construção de quatro unidades com capacidade para transportar 7 mil metros cúbicos de gás liquefeito de petróleo (GLP), duas embarcações com capacidade de 4 mil metros cúbicos e outras duas unidades com capacidade de 12 mil metros cúbicos.

O grupo STX OSV detém o controle do Estaleiro Promar, o qual será responsável pela construção das embarcações em Pernambuco, e da STX OSV Niterói. O Promar formalizou em julho do ano passado a decisão de construir um estaleiro no porto de Suape, cujos investimentos devem somar US$ 150 milhões.

No mês passado, o grupo STX OSV Niterói teve aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento de US$ 226 milhões. O valor será destinado à construção de três navios de apoio a plataformas de petróleo, previstas no programa de ampliação e modernização de frota da Petrobras. Os recursos são provenientes do Fundo da Marinha Mercante (FMM).
Fonte: Agência Estado



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Caruaru pode receber fábrica de R$ 50 milhões

 / Foto: Roberto Franca/JC Imagem


Executivos da multinacional americana Procter & Gamble (P&G) desembarcam nesta quarta (16) em Caruaru, no Agreste do Estado, para analisar a cidade como possível destino para duas fábricas orçadas em R$ 50 milhões.  Atuando em diversos segmentos (lâminas Gillette, fraldas Pampers, Pantene, Oral-B, Duracell etc.), o grupo pretende instalar sua indústria numa área de 10 hectares. A P&G quer instalar uma planta para produzir a batata frita Pringles e outra apenas para a confecção das embalagens cilíndricas do produto. As duas unidades, quando em funcionamento, irão criar 450 empregos diretos.
O investimento seria feito, inicialmente, no Estado de Goiás. As obras das fábricas chegaram a começar quando foram detectados problemas com o abastecimento de água na região. Diante do entrave, a empresa caiu em campo para encontrar, o mais rápido possível, um novo destino para os empreendimentos.
Pesam a favor da cidade pernambucana a disponibilidade de terrenos nas duas etapas do Distrito Industrial (que hoje possui 100 empresas instaladas), a oferta regular de água e a posição privilegiada, próximo às rodovias BR-232 e 104 (que passa atualmente por obras de duplicação). Procurado pelo JC, o prefeito de Caruaru, José Queiroz, confirmou o encontro e adiantou que serão discutidos nesta quarta (16) benefícios como a cessão da área, isenção no pagamento do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) e outros descontos fiscais oferecidos pelo governo do Estado. Também participarão da reunião representantes da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).
“Eles irão conferir as condições estruturais do nosso Distrito, mas já manifestaram interesse real em se instalarem aqui. A ideia é deslocarem para cá tudo o que hoje está em Goiás”, acrescentou o prefeito. Correndo contra o tempo – se batido o martelo por Caruaru – as obras de terraplenagem devem começar, no máximo, em janeiro de 2012.
Ainda não está definido se serão as futuras unidades contarão com uma linha de produção completa das batatas. É possível que sejam voltadas para apenas um processo de beneficiamento, como a adição dos oito sabores vendidos no Brasil, por exemplo. O mesmo vale para as latas utilizadas como embalagens, que poderão receber somente os rótulos e tampas na possível planta pernambucana. As fábricas serão destinadas ao abastecimento de todo o mercado nacional.
A Pringles é a maior marca de batatas fritas do mundo, presente em 140 países e com mais de 45 anos. A P&G possui plantas fabris do produto espalhadas nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Atualmente, segundo informações divulgadas pela multinacional aos seus investidores, a América do Sul é a região onde as vendas de Pringles mais crescem no planeta.
O possível investimento em solo pernambucano acontece em meio as negociações de venda da marca Pringles para a gigante do mercado norte-americano de aperitivos Diamond Foods (dona de marcas pouco conhecidas no Brasil como a linha de batatas fritas Kettle ou de lanches a base de nozes Emerald).
Em abril deste ano, a P&G anunciou a transação, que atingirá a cifra de US$ 2,4 bilhões. A estimativa inicial era de que até dezembro a negociação estivesse concluída, porém, comunicados aos acionistas divulgados na semana passada informaram que o processo só deverá ser concluído em junho de 2012.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da P&G no Brasil por telefone e e-mail para comentar o investimento, mas, devido ao feriado de ontem não obteve retorno.

Fonte: JornaldeCaruaru

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Justiça sugere a Coca-cola que retire nome "cajuina" de refrigerante




A empresa coca-cola, após polêmica sobre o uso do nome cajuína para denominar um novo refrigerante, resolveu mudar para crush caju.
A decisão foi negociada ontem à tarde pelo senador Wellington Dias (PT), que esta semana registrou pronunciamento no senado, condenando o uso do nome sem autorização do Governo do Piauí, uma vez que através de decreto a cajuína passou a condição de patrimônio cultural do Piauí.
“Quando governador do meu Estado, acatando sugestão do Conselho Estadual de Cultura, bem como já prevendo certas malandragens do capitalismo, baixei um decreto que torna de “Interesse Cultural o Modo de Fazer Tradicional da CAJUÍNA do Estado do Piauí, passando a integrar o Patrimônio Cultural do Estado”, afirma W. Dias.
O protesto pelo uso do nome cajuína foi iniciado pelo intectual Joca Oeiras e ganhou repercursão a partir das redes sociais da internet e do Acessepiauí.
No dia de ontem a polêmica ganhou ainda mais repercussão na Assembléia Legislativa. É que aconteceu uma audiência pública, de iniciativa da deputada estadual, Flora Izabel (PT) para debater o assunto.
“Na audiência de ontem foi sugerido que a empresa retirasse o nome cajuína e colocasse cajú, seguindo a lógica do que já faz com outros sabores, como crush uva, laranja e assim por diante”, ressalta a deputada.
Fonte: JF Agora

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