segunda-feira, 23 de abril de 2012
Tia Suzana, meu amor
domingo, 18 de setembro de 2011
Idoso de 90 anos tem 36 filhos com mulher, cunhada e sogra
Aparentemente, as sertanejas Francisca Maria da Silva, 89, Maria Francisca da Silva, 69, e Ozelita Francisca da Silva, 58, têm uma vida comum para quem mora no interior do Nordeste, dedicando todo o tempo para cuidar das casas onde vivem. Além do fato de serem mãe e filhas, as três dividem casa, comida e carinho com o mesmo marido há mais de 40 anos.O agricultor aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90, vive maritalmente com a mulher, com a cunhada e com a sogra no município de Campo Grande (270 km de Natal), e com as três teve nada menos que 36 filhos. Outros 17 vieram do primeiro casamento. Além da meia centena oficial, existem ainda outros três, dos quais ele não tem certeza da paternidade. Mas também não nega.
A filha mais nova de seu Luiz tem 13 anos, o mais velho, 54. A lista de membros da nova família Oliveira é extensa. A primeira mulher do trio, Maria Francisca, é mãe de 17 filhos. Em seguida, no segundo casamento com a irmã da esposa, Ozelita, foram mais 15. Para não perder a oportunidade, ainda fez um filho com a sogra, dona Francisca Maria. “Tempo desses apareceram mais três dizendo que ‘era’ meu, mas não tenho certeza, mas também não vou negar”, disse Oliveira.
Apesar da grande quantidade de filhos, apenas 38 estão vivos, e a maioria mora em Campo Grande. A lista de herdeiros aumenta com o número de netos. São 100 netos e 60 bisnetos.
Três mulheres
Seu Luiz conta que a relação com as três mulheres começou depois que ele ficou viúvo da primeira mulher e “se juntou” com Maria Francisca da Silva, a “Francisca Velha”. “Fiquei com 17 filhos para criar, e a ‘véia’ se prontificou a me ajudar. Logo depois começaram a vir os nossos filhos”, disse, explicando que a cunhada, Ozelita, vinha cuidar da irmã no período de resguardo e também dava assistência” a ele.
“Não escondo que sempre fui namorador. A melhor coisa do mundo é mulher, e meu divertimento era namorar. Preferi que meus namoros ficassem em casa, e elas se entenderam. Nunca houve uma briga, pois eu lembro muito bem que dava conta de todas, além de trabalhar muito na roça para sustentar todos os meus filhos. Nunca faltou nada para ninguém”, disse.
O homem conta que o início do namoro com a sogra também aconteceu no período de resguardo da mulher e da cunhada. Ele tem apenas um filho com ela. A cunhada e “segunda mulher” de Oliveira, Ozelita, conta que o segredo de dividir o marido é a união da família e o amor por igual que ele tem. “Nunca houve distinção. O jeito conquistador dele conseguiu a paz e a união da nossa família. A gente não tem ciúme porque a gente sabe da dedicação dele por todas nós”, disse, ressaltando que as três Franciscas não aceitariam dividir com mais outra pessoa o amor de Oliveira. “Ia ter briga se ele arrumasse uma amante, com certeza.”
Fonte:plenário
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Nordeste sofre com baixo índice de doadores de medula. Em Pernambuco, 42 aguardam transplante
Criado há onze anos, o banco de dados para doadores de medula óssea no país contabiliza hoje 2,3 milhões de cadastros - menos da metade do considerado ideal por especialistas. O número é o terceiro maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (cinco milhões) e da Alemanha (três milhões). Porém, apesar da representativide em termos mundiais, o número de cadastros no país ainda é considerado insuficiente para garantir o tratamento de pacientes com doenças sanguíneas, cânceres e imunodeficiências à espera de um transplante de medula no Brasil. Estatisticamente, a chance de um paciente encontrar hoje um doador compatível entre os cadastrados é de uma para cada 60 mil medulas. Para melhorar essa relação, o Brasil precisaria ter pelo menos cinco milhões de inscritos no cadastro nacional.
Na região Nordeste, o quadro é ainda mais preocupante. O número de doadores cadastrados na região representa apenas 14% do total do banco nacional. Destes, 62 mil são pernambucanos, o equivalente a 3,9% entre os inscritos no como doadores de medula em todo o país.
O crescimento do número de doadores cadastrados se deu por conta do intensos investimento realizado em campanhas desde a criação do Registro Brasileiro de Candidatos Voluntários a Doação de Medula Ossea (Redome), no ano 2000. Desde então, foram R$ 673 milhões investidos, mas o quadro ainda está longe de ser considerado ideal.
"Prioritariamente, o que necessitamos dentro de um registro de doadores voluntários é a representação de todos os grupos étnicos brasileiros. Nos Estados Unidos, já há esse estímulo para que todos os grupos étnicos tenham a representação proporcional nos registros de doadores voluntários”, opina o hematologista paranaense responsável pelo primeiro transplante de medula no país, em 1979, Ricardo Pasquini.
Além da questão do número de doadores, há também problemas estruturais que permitam o tratamento por meio do transplante no país. Dos 70 centros para transplantes de medula óssea, apenas 20 realizam o procedimento com doadores não-aparentados (entre eles o pernambucano Real Hospital Português)."Temos 70 centros de transplantes no Ppaís, mas apenas 12 fazem todas as modalidades. A maioria faz apenas o autólogo, quando é utilizado a própria célula do receptor”, afirma. Atualmente, 42 pernambucanos esperam, na fila de transplantes, por uma medula óssea compatível qa partir um doador não aparentado.
Jantar solidário - Para sensibilizar os potenciais doadores de medula óssea em Pernambuco, o Lions Clube e a Secretaria Estadual de Saúde promovem um jantar solidário em prol das obras assistenciais do clube. O jantar será realizado no próximo dia 23 de setembro, no Arcádia Paço Alfândega, às 20h. Na semana seguinte, de 26 a 30 de setembro, a Secretaria de Saúde volta a tratar sobre Medula Óssea em uma série de ações que incluem distribuição de panfletos nas principais avenidas do Recife e palestras de sensibilização, onde também será realizado o cadastro de doadores.
Para participar do jantar solidário, basta entrar em contato com a coordenadora da campanha, Suzana Cabral, pelo telefone (81) 9294.0558. Os ingressos custam R$ 100 por pessoa (mesa para 8, sai por R$ 800) e dão direito a buffer, bebidas não alcoólicas e um show privado do cantor Altemar Dutra Jr.. Já no que diz respeito às palestras, o evento será aberto ao grande público, tendo início a partir das 9h no auditório do Hemope.
Saiba mais
O transplante de medula óssea é indicado para o tratamento de doenças relacionadas a problemas no sangue e câncer, a exemplo de leucemias e linfomas, além de tumores sólidos, imunodeficiências ou doenças genéticas hereditárias e doenças auto-imunes.
Com o procedimento, a medula doente é substituída por células normais da medula de um doador sadio, incentivando sua regeneração. O processo de retirada da medula sadia é simples e não causa danos ao doador, justamente por conta da característica de autoreconstrução do órgão. Para se cadastrar no banco de doadores, basta ter cerca de 4 ml de sangue colhido, para amostra e testes de compatibilidade.
Onde se cadastrar como doador de medula óssea em Pernambuco
Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO - PE)
Rua Henrique Dias, IRH - Derby - Recife - PE
Telefone: 0800.281.21.85
Centro de Hematologia de Pernambuco - HEMOPE
Rua Joaquim Nabuco, 171 - Graças – Recife/PE
Telefone: (81) 3416-4723
Para consultar unidades do Hemope no interior do estado, clique aqui
HLA Diagnósticos - vinculado ao Instituto Hematológico do Nordeste (IHENE)
Rua Gonçalves Maia, 113 - Soledade - Recife
Telefone: (81) 3421.3387
Para organizar cadastro de doadores em sua escola ou empresa:
Amigos do Transplante de Medula Óssea
Rua Benfica, 1.103 - Sala 01 - Galeria Campolina Center - Madalena - Recife/PE
Telefones:(081) 3226-9508
Por Ed Wanderley