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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Farinha de pupunha pode ser usada na alimentação humana

O uso de frutos da pupunha para alimentação humana e ração animal será tema de uma das mesas-redondas programadas para o 1º Seminário Brasileiro da Pupunheira (Simbrap), que será realizado de 27 a 30 de setembro no Centro de Convenções Luis Eduardo Magalhães, em Ilhéus, a 433 quilômetros ao sul de Salvador. O evento reunirá especialistas e pesquisadores nacionais e estrangeiros, além de produtores e representantes da cadeia produtiva da pupunha – palmito, frutos e madeira do estipe da pupunheira.

Organizada pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (Seagri) e Fundação Pau Brasil, o evento é apoiado por instituições públicas federais, estaduais, municipais e do agronegócio palmito-pupunha. A expectativa de público é estimada em 400 pessoas, já que o seminário está aberto a universitários dos cursos de Agronomia, Zootecnia, Biologia, Nutrição, Medicina e Medicina Veterinária, dentre outros.

Ao todo, 28 palestras com pesquisadores convidados e 10 apresentações orais na área temática palmito, frutos e madeira serão proferidas, segundo a coordenadora do 1º Simbrap Maria das Graças Conceição Parada Costa Silva, pesquisadora da Ceplac no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec). Além disso, haverá exposição de 28 pôsteres com trabalhos técnicos e o lançamento do livro “Palmeiras para Produção de Palmito”, organizado pelo pesquisador da Embrapa Álvaro Figueiredo, com a participação de Cirino Corrêa Junior e Edinelson José Maciel Neves.

No Sul da Bahia, as plantações de palmito se estendem desde Itaji, no sudoeste, a Belmonte, no litoral. O que limita a expansão de cultivos é escassez de sementes. Atualmente há entre quatro e cinco mil hectares de pupunha na Bahia. Em 1982, a Ceplac recebeu as primeiras sementes de pupunha para fins de pesquisa na Estação Experimental Lemos Mais, no município de Una.

Naquela época, o palmito de pupunha não estava em evidência porque a preferência era pelo palmito de juçara ou de açaí, nativos e de extrativismo. Mas agora o de juçara só pode ser colhido se tiver Plano de Manejo, caso contrário é crime por estar na lista de espécies em extinção. O que se pode aproveitar é o fruto para produção de polpa à semelhança do açaí. O preço por haste colhida para produção de palmito de pupunha varia entre R$ 1,00 e R$ 1,50 e o agricultor pode colher até 10 mil hastes por hectare, a partir do segundo ou terceiro corte da palmeira.

A massa da pupunha é rica em betacaroteno e carboidratos, sendo alimento rico e de primeira qualidade. Apesar da falta de tradição de consumo do fruto, o uso experimental da farinha de pupunha começa a ser desenvolvido, a partir de um tratamento adequado, com o aproveitamento desse alimento para se produzir tudo o que se faz com o milho, a exemplo de mingaus, bolos, biscoitos, e sucos.

O Centro de Pesquisas do Cacau da Ceplac realiza pesquisa conjunta com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) para aproveitamento da farinha de pupunha na alimentação de frangos, enriquecendo a ração animal, a exemplo de experiências com o uso de frutos, já em andamento na Costa Rica. Com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), se estuda a silagem de frutos e o processamento da pupunha para fabricação de amido, para uso em pães e biscoitos.  

As inscrições para o evento podem ser feitas na página da Ceplac na Internet. O 1º Simbrap conta com o apoio da Embrapa, IF Baiano, Banco do Nordeste, Senar, Sebrae, Seagri, EBDA, ADAB, Bahiatursa, Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Associação Brasileira de Horticultura, Sociedade Brasileira de Fruticultura, Prefeituras de Camamu, Ilhéus, Itabuna, Una e Uruçuca, Inaceres Agrícola, Coopalm, Palmitos Cultiverde, Grupo Gabrielli, e  Viveiros Flora do Vale.

Jornalista ACS/Ceplac/Sueba
Luiz Conceição

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Petrolina terá Escola de Gastronomia




A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) e a Prefeitura de Petrolina promovem nesta terça-feira (23), às 10 horas, na sede do Senac a apresentação de informações da Missão Empresarial Brasil China 2011, que será promovida pela Fecomércio-PE, de 10 a 29 de outubro, em parceria com o Sebrae Pernambuco e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na mesma solenidade ocorrerá o lançamento da pedra fundamental da construção da Escola de Gastronomia de Petrolina.



Fonte: Gazzeta

sábado, 20 de agosto de 2011

Conselho de Administração da Bahia Pesca visita obras do Terminal Pesqueiro em Ilhéus




Os integrantes do Conselho de Administração da Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, visitaram hoje, 19, pela manhã as obras do Terminal Pesqueiro de Ilhéus. O terminal terá uma unidade de beneficiamento dotado de câmaras e túneis de espera, congelamento e estocagem de iscas e refrigerados, sala de higienização, expedição com pátios para caminhões, vestiários, sanitários e casa de máquinas.
Na unidade de apoio, os pescadores terão combustível subsidiado, fábrica de gelo, central de fornecimento de energia, boxes de vendas, oficina, carreira com guincho e central de higienização de caixas, lanchonete e estacionamento.

Tecnologicamente avançado
O secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, afirma que o  terminal terá alto nível tecnológico, com estrutura de última geração. “Já visitei vários equipamentos e este não deixa nada a desejar em relação aos melhores do mundo. Vai contribuir muito para alavancar a região, dando sustentabilidade e gerando emprego.”
O investimento é de R$ 10 milhões, recursos dos governos federal e estadual. Outro terminal está sendo construído em Salvador, e o terceiro deverá ser instalado no Extremo Sul do Estado, complementando o programa de terminais da Bahia.

Empresa superavitária
O presidente da Bahia Pesca disse que pela primeira vez em 15 anos a empresa teve resultado financeiro positivo. “Até 2009 havia um déficit  anual de R$ 4 milhões. Neste ano, saímos do vermelho e ainda conseguimos um superávit de R$ 150 mil.”
Albagli explica que este resultado é fruto de uma nova gestão iniciada em 2007 que vem desenvolvendo várias atividades e, ao mesmo tempo, controlando despesas e maximizando receitas. Ele frisa, porém, que a Bahia Pesca, independente da questão financeira, sempre apresentou lucro social, já que as ações geram dividendos para a sociedade.
 “Cada real investido na distribuição de alevinos, por exemplo, gera um ganho de R$ 4,00 para o pequeno produtor. Além disso, o estado também se beneficia com a circulação de dinheiro e os impostos arrecadados”.
           
Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)
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