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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Festival da Cachaça movimenta a economia de Abaíra e região da Chapada Diamantina


Secretário Eduardo Salles prestigiou neste final de semana a programação do evento, que atraiu milhares de visitantes. Meta da Seagri é estabelecer uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para organizar as cadeias produtivas da cachaça e do café

Com o objetivo de organizar as cadeias produtivas do café e da cachaça, o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, visitou neste final de semana a cidade de Abaíra, localizada na Chapada Diamantina, onde prestigiou a 13ª. edição do Festival da Cachaça, que atraiu milhares de visitantes, impulsionando a economia da cidade e de toda a região.

Eduardo Salles acentua que uma das ações projetadas será a reforma de pequenos alambiques e unidades pós-colheita de café para modernizá-los e garantir uma maior produtividade com alto padrão de qualidade, e, também, a implantação de novas unidades processadoras de café com pequenos terreiros suspensos e despolpadeiras visando a produção de cafés de qualidade. O secretário cita que no caso da cana, uma medida será a implantação de unidades para a fabricação de açúcar mascavo, rapadura e álcool com utilização dos subprodutos para a alimentação animal e a geração de energia.

Conhecedor das dificuldades da cafeicultura baiana, já que presidiu por duas vezes a associação dos produtores antes de assumir a secretaria da Agricultura, Salles informa que o café produzido na região é prioridade da Seagri. “Queremos resolver alguns problemas pontuais enfrentados pelos agricultores familiares, que constituem praticamente a totalidade dos produtores. O café da região é reconhecido como de excelente qualidade, exportado para mercados exigentes, e tem recebido diversas premiações em concursos nacionais e internacionais”, argumenta o secretário da Agricultura.

A parceria com o MDA será fundamental para se avançar nestas metas e, por isso, já foi agendada uma reunião com o vice-governador Otto Alencar, o secretário Eduardo Salles, o ministro Afonso Florence, presidente e técnicos da EBDA, presidentes de associações e cooperativas de produtores para avançar nesse projeto.

Cachaça produz riqueza

O prefeito de Abaíra, João Hipólito, destaca que a visita do secretário e equipe de técnicos da Seagri vem somar-se aos esforços dos produtores e da Prefeitura em transformar a atividade da cadeia da cachaça em uma riqueza sólida para melhorar a qualidade de vida dos agricultores. “Temos mais de 1.700 pequenos agricultores familiares produzindo cana-de-açúcar e seus derivados, principalmente a cachaça, em mais de 500 alambiques da região. O atual cenário é bom, mas precisamos incentivar o aparelhamento das agroindústrias, além de melhorar a infra-estrutura, principalmente no tocante à energia”, afirma o prefeito de Abaíra. Ele destaca, também, o distrito de Catolés, onde se produz um café orgânico de excelente qualidade.

O prefeito de Piatã, Alencar Julião, assegura que a sustentação econômica da microrregião composta pelos municípios de Abaíra, Piatã, Jussiape e Mucugê, basicamente, se deve à cana-de-açúcar e seus derivados, e ao café. “A cadeia da cana vem crescendo, os produtores estão sendo capacitados, e a visibilidade da cachaça dos quatro municípios da região – comercializada com a marca Abaíra - é cada vez maior devido a sua qualidade. Precisamos abrir novos nichos de mercado para que o produtor seja melhor remunerado”, defende Alencar Julião.

Festival da Cachaça

O chefe do escritório da EBDA de Abaíra e região, Nelson Luz Pereira, destaca que o festival da cachaça existe há 26 anos e contribui para a melhoria da qualidade de vida das famílias de agricultores envolvidas. Ele diz, também, que serve para chamar a atenção do poder público para a importância que a atividade representa para a economia da microrregião. “Mais de 60% da economia dos quatro municípios é movida pela cadeia produtiva da cana e seus derivados – rapadura, açúcar cristal e mascavo, vinagre e, especialmente, a cachaça”, diz Pereira. É o caso do agricultor familiar Wildes Moreira, que produz em uma área de 6 hectares cerca de 5 mil litros de cachaça por ano, o que lhe dá uma renda de R$ 10 mil.

Segundo ele, entre as ações a serem desenvolvidas, o primeiro passo é tecnificar a cachaça e organizar os produtores de forma gradativa e constante. “A novidade do festival este ano é o trabalho realizado pela EBDA com a Coopama, trazendo bovinos, suínos e aves que se alimentam exclusivamente com os resíduos gerados pela agroindústria. Além disso, temos o protótipo de uma coluna de álcool que está produzindo etanol também dos resíduos da produção de cachaça e pronto para ser utilizado com biocombustível. Tudo isso em função da agricultura familiar”, destaca Pereira.

Ele salienta que a importância do festival da cachaça é tão grande, que faz a população dobrar de 5 mil para 10 mil pessoas nos dias do festejo. “É um produto turístico da Chapada e deve entrar no calendário de eventos agropecuários da Seagri”, comemora.

A força do café

Michael Freitas de Alcântara, diretor de expansão econômica da secretaria de Agricultura de Piatã, diz que a região produz de 18 mil a 20 mil sacas de 60 quilos de café por ano. Cada uma é comercializada por R$ 525,00 e que 33% dessa quantia é composta por cafés especiais, com preços variando de R$ 600,00 a R$ 1 mil a saca.

“Piatã é conhecida mundialmente por seu café especial, exportado para mercados como Japão, Inglaterra, EUA, e Noruega. Tivemos épocas menos atrativas, mas atualmente os produtores vivem um bom momento devido à valorização dos preços dos cafés especiais, que estão com grande procura. Os estoques mundiais do produto estão baixos e algumas regiões produtoras no Brasil sofreram com geadas e secas. Nos próximos três anos a tendência do café é de alta e vamos aumentar nossa produção para 30 mil sacas anuais”, diz Alcântara.

O secretário de Agricultura de Piatã, João Paulo Rodrigues Pina, concorda e diz que o Banco do Brasil destinou R$ 1 milhão, via Pronaf, para atender aos pequenos agricultores familiares. “Além do café e cana-de-açúcar, temos a fruticultura – maçã, ameixa, pêra, goiaba, e morango -, e um pouco de pecuária como principais atividades econômicas”, elenca Pina.


Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)
Assessoria de Imprensa
Fones: (71) 3115-2737 / 2767 / 2794

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

EBDA estimula produção dos derivados da cana-de-açúcar em Abaíra

Um dos grandes produtores de cana-de-açúcar na Bahia é o município de Abaíra, localizado no Território Chapada Diamantina, distante 593 km da capital baiana. Nessa localidade, a produção de cana-de-açúcar chega a 120 mil toneladas/ano, em uma área plantada de aproximadamente 2 mil hectares, com uma peculiaridade: a produção é diferenciada da grande maioria encontrada no mercado, já que a produção de Abaíra é toda orgânica.

Este diferencial é resultado da ação da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), órgão vinculado a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), que desde o início da exploração desta cultura na região é responsável pela pesquisa e assistência técnica (Ater) aos agricultores familiares que, em sua grande maioria, tem a cana-de-açúcar e seus derivados como fonte de emprego e renda.

Segundo o engenheiro agrônomo da EBDA, Rafael Rocha, atualmente a empresa vem incentivando cerca de 1.000 agricultores familiares da microrregião de Abaíra a produzirem não só a conhecida Cachaça de Abaíra, mas, também, outros derivados da cana-de-açúcar, tais como a rapadura, melaço e açúcar mascavo, com a promoção de cursos e oficinas para a capacitação dos interessados.

“A importância da Ater, junto aos agricultores, se reflete na produtividade alcançada no final da safra”, comenta Rocha. Para se ter uma idéia da importância da Ater, o técnico diz que de janeiro de 2011 até hoje, depois que a empresa disponibilizou mais técnicos de campo, a produtividade das lavouras assistidas aumentou em torno de 50%.

Edilson de Araújo é um agricultor familiar da fazenda Rio de Contas, localizada no município de Abaíra, que há três anos trabalha com a cultura e produz cachaça e rapadura. Contente com a assistência prestada pela empresa, ele fala sobre os lucros obtidos com os derivados da cana-de açúcar. “Apesar de produzir pouca rapadura, o dinheiro que ganho com ela é superior ao que tiro produzindo outros derivados”, afirma Araújo.

Derivados da cana

Alguns derivados da cana-de-açúcar produzidos no município, como doces, rapadura e tijolo (rapadura incrementada com outros ingredientes), estão no cardápio da merenda escolar da região, que faz parte do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), por ter um alto valor nutritivo. Além desses, outros derivados são produzidos em Abaíra, a exemplo do açúcar mascavo, do melaço (também conhecido como melado), e do vinagre.

Para que a lavoura da cana-de-açúcar tenha uma boa produtividade, os técnicos da empresa orientam sobre a importância da adubação orgânica, de acordo com o resultado da análise de solo, bem como a escolha da variedade mais produtiva e resistente à doenças e o espaçamento correto entre plantas. “Nós, da EBDA, participamos de todo o processo, desde as recomendações técnicas no plantio, elaboração de projetos para financiamento da lavoura, até a orientação da produção final”, declarou Rocha.

Em todo o processo de assistência, a EBDA conta com a parceria da Secretaria Municipal da Agricultura de Abaíra, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaíra, e da Associação e Cooperativa dos Produtores de Cana e seus Derivados da Micro Região de Abaíra (Apama/Coopama). Além da Ater, a empresa ainda orienta a comercialização dos derivados da cana, que são vendidos para todo o Brasil.

EBDA/Assimp

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